SE GUERRA NO IRÃO TERMINAR AMANHÃ, MARCAS VÃO PERDER MILHÕES
2026-04-13 21:02:25

A S&P Global Mobility fez as contas e concluiu que se a guerra do Irão terminar rapidamente, os construtores europeus vão perder milhares de vendas. E, se o conflito continuar, serão milhões. A guerra com o Irão está a provocar danos dos mais variados tipos e em todas as áreas da sociedade, afetando os condutores com a subida do preço dos combustíveis, mas igualmente os construtores ao impedir os carros topo de gama de serem exportados para os países árabes mais endinheirados. Mesmo que o conflito no Golfo termine amanhã, a paz e a abertura do estreito de Hormuz ao comércio não conseguirá impedir os construtores, com ênfase para os europeus, de registar perdas avultadas. De acordo com a S&P Global Mobility, se o estreito de Hormuz continuar fechado até final de Abril. o mercado automóvel mundial vai sofrer um corte de 900.000 veículos, pois menos automóveis novos vão ser expedidos para os clientes. E, caso estas previsões se confirmem, cerca de 200.000 unidades serão devidas a veículos que não chegarão aos países mais ricos do Golfo, nomeadamente a Arábia Saudita, Qatar, Oman, Kuwait e Bahrain, que já sofreram bastantes limitações da chegada de novos veículos. A empresa americana especializada na análise do mercado considera que, mesmo que Hormuz reabra ao comércio no final de Abril, o mercado automóvel vai necessitar de alguns meses antes de conseguir regressar aos valores da pré-guerra. A S&P Global Mobility antecipa igualmente que, mesmo que a abertura do comércio mundial através do estreito reabra até ao fim de Abril, ainda assim os prejuízos vão arrastar-se durante 2027, com perdas nas vendas de 500.000 novos veículos. Não só devido aos veículos que não chegam aos novos clientes, como os danos que o incremento no preço da gasolina pode causar. E entre os países ricos do Golfo, tradicionalmente a Arábia Saudita, Qatar, Oman, Kuwait e Bahrain são grandes consumidores de carros de luxo, a maioria europeus, das berlinas e SUV alemães topo de gama, aos Ferrari, Lamborghini e Bugatti. No total, a S&P Global Mobility estima que o prejuízo pode atingir a perda de 1,4 milhões de unidades, o que junto à quebra das vendas de veículos europeus de luxo na China, devido à crise local, e à redução das vendas nos EUA, fruto das tarifas da equipa de Trump, pode ser um grande problema para os construtores do Velho Continente. SAPO