MUSEU NACIONAL DO AZULEJO EM LISBOA ALVO DE REABILITAÇÃO
2026-04-13 21:06:11

A intervenção tem um valor de 4 milhões de euros e deverá ficar concluída no início do segundo semestre deste ano. O Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, está a ser alvo de um projeto de conservação e restauro do património classificado. A obra, no valor de quatro milhões de euros, vai permitir conservar o edifício instalado no antigo Convento da Madre de Deus. Com conclusão prevista para o início do segundo semestre deste ano, esta empreitada de requalificação patrimonial é promovida pela Associação de Turismo de Lisboa e integrada num projeto do Património Cultural Instituto Público e do Museus e Monumentos de Portugal EPE, no âmbito do PRR, resultante de protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, indica, em comunicado, a Cari, responsável pela execução do projeto, Publicidade A intervenção inclui a recuperação de coberturas, fachadas e vãos com uma componente especializada de conservação e restauro. Esta vertente incide sobre o Claustro D. João III, Claustrim, restaurante e Jardim de Inverno, e cantarias, pavimentos, fontanários, rebocos, tetos, pintura decorativa e envidraçados, incluindo o revestimento azulejar do murete exterior da galeria do 1º piso do claustro e os azulejos da parede nascente do restaurante. Já no que respeita à vertente construtiva e de recuperação do edifício, são realizados trabalhos nas coberturas, especialmente em termos de revisão e reparação de estrutura em madeira, os elementos degradados em telha vão ser removidos e serão aplicadas membranas, isolamento, coberturas em telha e revestimento em chapas de cobre, rufos, capeamentos, caleiras em zinco. De acordo com a Cari, o para-raios será reparado e a iluminação será também alvo de intervenção. Já nas fachadas serão corrigidas as anomalias, a estanquidade em janelas e portas será melhorada e os processos de degradação serão travados, enquanto se devolverá a unidade estética e a funcionalidade do edifício. A Cari adianta que a intervenção exige conciliar a preservação patrimonial com a integração de soluções construtivas contemporâneas. A empresa nacional de construção e reabilitação é também responsável pelo registo técnico e documental da obra, levantamento gráfico, relatório final e documentação de apoio à futura manutenção. Citado na nota, Rui Alves, diretor de produção da Cari, explica que, nesta obra, a empresa “coloca a engenharia e a execução ao serviço da conservação do património, assegurando uma intervenção tecnicamente exigente que protege, valoriza e devolve qualidade de fruição a este ícone nacional”. A obra insere-se no âmbito da modernização das infraestruturas culturais nacionais, contribuindo para reforçar a atratividade turística deste que é um dos museus mais emblemáticos do país. Vicent Selva Belén Cátia Colaço (Colaborador do idealista news)