SCHRÉDER COM 189 TRABALHADORES EM CARNAXIDE COMPRA AUSTRÍACA PHOTINUS
2026-04-13 21:06:21

Apresentando-se como líder mundial em soluções inteligentes de iluminação exterior, o centenário grupo belga, que detém há 70 anos em Oeiras um centro produtivo que fatura mais de 34 milhões de euros, adquiriu os restantes 51% do fornecedor de iluminação solar. Fundada por Jules Schréder em 1907, na Bélgica, começou por fabricar equipamentos elétricos antes de se especializar, nos anos 30, em iluminação exterior, e é atualmente gerida pela quarta geração da família, tendo fechado o último exercício com um volume de negócios de 465 milhões de euros. Apresentando-se como “líder mundial em soluções inteligentes de iluminação exterior”, está presente em mais de 70 países, nos seis continentes, e emprega 2.235 pessoas, distribuídos pelos seus centros produtivos e de I&D na Bélgica, França, Espanha, Austrália, China, África do Sul, Estados Unidos, Ucrânia e Portugal. A Schréder tem uma ligação histórica a Portugal, onde aterrou em 1956, tendo em 2019 escolhido o nosso país para criar o Smart City Center for Excellence, que desenvolve “smart & connected” para todo o mundo. Sediada em Carnaxide, concelho de Oeiras, a subsidiária portuguesa da multinacional belga tem 189 trabalhadores e fechou o exercício de 2025 com uma faturação de 34,1 milhões de euros, mais 3,7 milhões do que no ano anterior, adiantou ao Negócios fonte oficial da empresa. Entretanto, dois anos depois de ter adquirido uma participação de 49% na Photinus, que garante ser “um dos principais fornecedores europeus de iluminação solar”, o grupo Scheréder acaba de se tornar a sua única acionista, após ter comprado os restantes 51% a Martin Kessler, CEO da empresa austríaca. “Este marco assinala um novo capítulo para a Photinus dentro do grupo Schréder, onde assumirá a liderança enquanto centro de competência dedicado à energia solar”, afirma a multinacional belga, em comunicado. “Ao unir a tecnologia pioneira da Photinus com a nossa experiência em conectividade, estamos a transformar a luz num ativo resiliente e inteligente. Estamos agora numa posição única para fornecer os sistemas fiáveis e neutros em carbono de que os nossos clientes necessitam para alcançar os seus objetivos climáticos com total confiança”, garante Philippe Felten, CEO da Schréder. A responsável da Scheréder contactada pelo Negócios frisou que “existem atualmente vários projetos públicos de iluminação solar autónoma ( off grid ) em Portugal que utilizam soluções Photinus”. “Por exemplo, durante o recente apagão em Portugal, o Parque da Figueira de Castelo Rodrigo manteve-se em funcionamento”, lembrou, afiançando que “a energia solar é a mais resiliente de todas as energias disponíveis”. “Mesmo que haja uma falha energética severa e prolongada as luminárias Laluna continuam a iluminar o parque e a garantir a segurança dos seus utilizadores, como foi o caso do grande apagão em 28 de abril de 2025 que deixou toda a Península Ibérica e algumas regiões de França sem energia elétrica durante praticamente 24 horas”, rematou. Rui Neves ruineves@negocios.pt Rui Neves