ARTE, PENSAMENTO E REVOLUÇÃO - MUZEU PROMETE AGITAR CONSCIÊNCIAS
2026-04-15 21:04:18

Braga ganha um espaço que quer ir além das paredes de um museu: o MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea. Impulsionado pelo dstgroup e pela visão de José Teixeira, este novo museu propõe-se cruzar arte, filosofia e debate público para “influenciar positivamente os decisores” e promover uma sociedade mais justa e consciente. Não é apenas um museu. E uma provocação. Um lugar onde a arte não se limita a ser contemplada, mas questiona, confronta e transforma. E assim que se apresenta o MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea, instalando-se no coração histórico da cidade e que promete marcar uma nova etapa na relação entre cultura e cidadania. Fundado pelo dstgroup, o projeto nasce de uma coleção construída ao longo de quatro décadas por José Teixeira, hoje considerada uma das mais relevantes coleções privadas de arte contemporânea em Portugal. São mais de 1.500 obras de 240 artistas nacionais e internacionais, com nomes como Pablo Picasso, Paula Rego, Anselm Kiefer ou Nan Goldin, entre muitos outros. Mas o MUZEU quer ir além da exposição. Assume-se como um fórum vivo, onde arte e pensamento se cruzam com debates, performances, música e encontros que desafiam o público a refletir sobre temas como liberdade, identidade, poder e memória. Um espaço que pretende ser, ao mesmo tempo, cultural, cívico e político. A inauguração é marcada pelo programa Abrir Abril, um ciclo que assinala os valores da Revolução dos Cravos e propõe uma reflexão sobre o conceito de revolução enquanto transformação social. No centro deste arranque está a exposição Sejamos realistas, exijamos o impossível, distribuída por quatro pisos e com mais de 100 obras, reunindo artistas de diferentes gerações e geografias. ? museu integra ainda um espaço permanente dedicado a Anselm Kiefer, cuja obra confronta a história e a memória, transformando materiais brutos em narrativas visuais de forte carga simbólica. ACESSIVEL e INCLUSIVO Instalado no antigo Tribunal Judicial, o edifício foi redesenhado pelo arquiteto José Carvalho Araújo, mantendo elementos históricos como troços da muralha medieval e estruturas arqueológicas, agora integradas num espaço contemporâneo de cinco pisos. A fachada, voltada para a Praça do Município, ganha nova vida com uma intervenção escultórica de José Pedro Croft. Mais do que um espaço expositivo, o MUZEU, com curadoria e programação artística de He-lena Mendes Pereira, assume também uma programação contínua de conferências, performances, concertos de jazz, sessões de escuta, oficinas de filosofia para crianças e visitas guiadas, integradas no programa mais extenso que marcará os primeiros meses do novo museu de Braga. Com horários pensados para privilegiar públicos de trabalhadores, famílias e comunidades locais, destaque também para o facto de estudantes, professores, artistas, profissionais da cultura e colaboradores do dstgroup terem acesso gratuito todos os dias e O Vêm à Quinta-feira proporciona horário alargado e entrada gratuita durante todo o dia para o público em geral. Num tempo de incerteza global, o MUZEU surge como um lugar de perguntas , mais do que de respostas. Um espaço onde a arte não adormece, mas desperta.