GUIMARÃES - SATÉLITES ÓPTICOS FEITOS CÁ
2026-04-15 21:05:19

No Município de Guimarães, está a nascer um projeto que promete colocar o concelho no mapa da economia do espaço, com a instalação da primeira fábrica de satélites ópticos do país. Para o presidente da autarquia, Ricardo Araújo, trata-se de “uma grande oportunidade para afirmar na economia do espaço”, combinando inovação, indús- tria e conhecimento num salto estratégico com impacto nacional e internacional. Há territórios que olham para o chão. Outros começam a olhar para o céu. É nesse segundo grupo que o Município de Guimarães quer posicionar-se ao avançar com a instalação da primeira fábrica de satélites ópticos em Portugal, a nascer na Fábrica do Alto, em Pevidém. “Estamos a falar de um investimento determinante para o futuro de Guimarães, que completa uma estratégia assente em três pilares: formação avançada, investigação e industrialização”, sublinhou Ricardo Araújo, acrescentando que “em poucos meses foi possível identificar esta oportunidade, mobilizar parceiros e criar as condições para a sua concretização”. O projeto, desenvolvido em parceria com o CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, inclui também centros de teste e validação tecnológica, abrindo portas a uma nova era industrial. A decisão foi formalizada em reunião do executivo municipal, com a cedência do edifício ao CEiiA, entidade que já desempenha um papel relevante nos programas espaciais europeus. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla que cruza conheci- mento académico, inovação tecnológica e capacidade empresarial, envolvendo tam- bém a Universidade do Minho no desenvolvimento do chamado Space Hub . Mais do que um investimento, trata-se de uma mudança de escala. O objetivo passa por criar uma nova centralidade industrial ligada ao setor aeroespacial, capaz de atrair empresas, talento qualificado e cadeias de valor internacionais. Em poucos meses, o município conseguiu identificar a oportuni- dade, mobilizar parceiros e lançar as bases de um projeto com impacto nacional. DA HABITAÇÃO AO DESPORTO Mas o futuro não se constrói apenas com tecnologia. Na mesma reunião, foram aprovadas medidas com impacto direto na vida das pessoas. Na habitação, avança a aquisição de até 326 frações no âmbito do programa 1.º Direito, reforçando a resposta a famílias em situação de maior vulnerabilidade. Na proteção civil, foi garantido um reforço financeiro significativo para os bombeiros, incluindo 700 mil euros adicionais para concluir obras essenciais, num contexto de aumento dos custos de construção. Já no desporto, o investimento ronda 1,3 mi- lhões de euros, apoiando clubes, formação e eventos. Entre satélites e soluções concretas para o dia a dia, o município desenha uma estraté- gia que cruza ambição global com resposta local. Um território que, sem perder o foco nas pessoas, decide também conquistar espaço literalmente.