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OS COMANDOS TÁTEIS SÃO MAIS BARATOS, MAS OS CLIENTES DA FERRARI QUEREM BOTÕES FÍSICOS

Pplware Online

2026-04-19 21:03:14

O futuro pede botões digitais, mas, como são os condutores quem mais ordena, os botões físicos ficam. Uma das marcas mais icónicas do mundo automóvel, a Ferrari, rendeu-se à vontade dos seus clientes e está a regressar aos comandos tradicionais, mesmo que isso custe 50% mais caro. O crescimento da Tesla na última década deixou uma marca profunda na indústria automóvel, com a marca norte-americana não apenas a colocar os carros elétricos no mapa, mas a impor as suas soluções técnicas como referência. Entre elas, o ecrã tátil do Model S, que, não sendo inédito, varreu para o lado a maioria dos botões físicos e criou uma tendência que rapidamente alastrou pelo setor. Com ecrãs cada vez maiores e volantes com comandos hápticos, a experiência de condução parecia moderna. Contudo, na prática, muitos condutores não se adaptaram. A Volkswagen foi das primeiras a admitir o erro, voltando aos botões nos volantes dos seus modelos mais recentes. A Renault, por sua vez, nunca chegou a abandonar completamente os comandos físicos, mantendo controlos dedicados para alguns comandos. Agora, é a vez da Ferrari. Além de já permitir aos donos de um Purosangue ou de um 12Cilindri substituir os botões táteis do volante por comandos convencionais, os modelos mais recentes, como o Testarossa e o Amalfi, já chegaram de fábrica com mais botões físicos do que os seus antecessores. O primeiro elétrico da Ferrari seguirá o mesmo caminho Conforme já vimos, o primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, de nome Luce, não será exceção. Os controlos do clima não vão parar ao ecrã tátil: terão um módulo físico dedicado, com ganhos diretos em ergonomia e facilidade de utilização. O botão tátil é algo que foi concebido em benefício do fornecedor. Não gostamos de comercializar carros que sejam todos iguais. Precisamos de fazer algo único. Estamos habituados a fazer algo diferente. Disse Benedetto Vigna, diretor-executivo da marca italiana, numa entrevista à Autocar India, acrescentando que a decisão recaiu sobre integrar botões físicos, ainda que os táteis sejam 50% mais baratos. No setor automóvel e em qualquer outro, a tecnologia serve quem a utiliza, e não o contrário - já dizia Steve Jobs. Neste caso, os condutores falaram e pediram botões que se sintam e que respondam. Por muito que o futuro insista nos ecrãs e na tecnologia háptica, a verdade é que o condutor é, de facto, quem mais ordena.   [Additional Text]: Ferrari Luce interior design elétrico Ana Sofia Neto