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MERCEDES-BENZ 400 4MATIC ELETRIC “CONTRA” BMW I3

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2026-04-20 21:04:46

A Mercedes-Benz não demorou a reagir à apresentação do i3, segundo membro da “Neue Klasse” da BMW , nesta berlina de 4 portas com 4,760 m de comprimento e 2,897 m entre eixos, versão 50 xDrive com motores elétricos nos dois eixos, quatro rodas motrizes, bateria com 108,7 kWh de capacidade, 469 cv (345 kW) e 645 Nm, e até 900 km de autonomia! Na segunda metade do ano, da gama do fabricante de Estugarda, Alemanha, Classe C Elétrico assente na mesma arquitetura técnica do GLC Elétrico (MB.EA) e não na MRA2 do homónimo com mecânicas de combustão apresentado em 2021. Prometido para a segunda metade do ano, originalmente apenas numa versão 400 4Matic Electric, este Classe C tem 4,883 m de comprimento e 2,962 m entre eixos, superando, por isso, as dimensões do W206, a designação interna do Classe C de 2021, que mede, respetivamente, 4,751 m e 2,865 m. O Mercedes-Benz novo será posicionado acima do CLA. Demonstra-o, por exemplo, a versão anunciada para o lançamento, 4Matic eletric, com motores nos dois eixos, configuração que garante a disponibilidade permanente de tração integral. A marca alemã promete 490 cv e 800 Nm, arranque 0-100 km/h em 4 segundos e velocidade máxima limitada a 210 km/h. A BMW, para o i3 50 xDrive, não anunciou, ainda quaisquer “performances”. Neste C 400 4Matic eletric, mala com 470 litros de capacidade, com encostos dos bancos posteriores posicionados na vertical, e compartimento de carga adicional (“frunk”) à frente, sob o “capot”, com 101 litros. O Mercedes-Benz tem bateria com 94 kWh de capacidade, o que permite à marca anunciar até 762 km de autonomia, devido à aerodinâmica muitíssimo apurada (anuncia-se Cx de 0,22!). O sistema de carregamento, devido à arquitetura elétrica de 800 V, permite potências de até 330 kW (corrente contínua). Assim, em 22 minutos, a energia armazenada aumenta de 10% para 80%. E a bateria também está preparada para carregamento bidirecional (V2G e V2H). No eixo traseiro do Classe C Elétrico, transmissão de duas velocidades (a primeira garante mais capacidade de aceleração e a segunda mais eficiência na condução em estrada e autoestrada) , Audi (e-tron GT) e Porsche (Taycan) também recorrem a este tipo de sistema. E, em função das necessidades, o motor dianteiro desliga-se e liga-se automaticamente. Entre os muitos opcionais propostos para a berlina, suspensão pneumática (Airmatic) com funções preditivas baseadas em dados do sistema de navegação ou informações Car-to-X , permite, por exemplo, preparar o amortecimento para a passagem por irregularidades no asfalto detetada por outra viatura equipa com tecnologia que é, ainda, pouco comum, ou diminuir a altura da carroçaria em função do tipo de via, de forma a baixar o consumo de energia (este sistema baseia-se no Google Maps) , e eixo traseiro com capacidades direcionais. No “cockpit”, o Classe C Elétrico também é muito diferente do Classe C térmico. A marca propõe duas configurações para o sistema multimédia: MBUX Superscreen e MBUX Hyperscreen. Na segunda, no painel de bordo, três monitores por baixo de superfície contínua em vidro que mede quase um metro de comprimento. Os dois dispõem de sistema operativo MB.OS, que reúne todos os sistemas de controlo do carro , admite atualizações remotas de “software” e integra assistente virtual com inteligência artificial. O Classe C Elétrico tem, ainda, pacote de assistentes de condução MB.Drive com até 10 câmaras, cinco radares e 12 sensores ultrassónicos, e iluminação ambiente com efeito de “céu estrelado” (162 pontos luminosos). José Caetano