IWG REVELA QUE TRABALHO HÍBRIDO PODE REDUZIR AS EMISSÕES DE CARBONO EM ATÉ 90%
2026-04-21 21:09:12

Em Portugal, onde o transporte representa cerca de 30% das emissões de gases com efeito de estufa e 66% da população utiliza o automóvel nas deslocações diárias, os hábitos de mobilidade continuam a ser um desafio ambiental relevante GreenPoints Pontos essenciais deste artigo, sintetizados por IA. Estudo da IWG e Arup revela que trabalho híbrido pode diminuir emissões de deslocação até 90%. Cidades dos EUA, como Atlanta e Los Angeles, apresentam maior potencial de redução de emissões. Em Portugal, 66% da população depende do automóvel para deslocações diárias, aumentando o impacto ambiental. Modelo híbrido melhora produtividade e bem-estar, com aumento percebido equivalente a um salário 7-8% superior. A IWG possui mais de 5.000 localizações globalmente, promovendo a redução de deslocações e emissões. Espaço reservado para publicidade GreenSpeaker Ouça este artigo em versão áudio. Um novo estudo da International Workplace Group (IWG) em parceria com a Arup revela que o trabalho híbrido pode reduzir as emissões de carbono associadas às deslocações de trabalho até 90%, ao permitir que os colaboradores trabalhem mais perto de casa. A transição para modelos de trabalho mais localizados e flexíveis assume-se como um elemento essencial na forma como organizações, comunidades e indivíduos podem reduzir o seu impacto ambiental, sendo este o tema central do Dia Mundial da Terra deste ano. A IWG, líder mundial em soluções de trabalho híbrido e detentora de marcas como Spaces e Regus analisou o impacto ambiental do trabalho híbrido em seis cidades dos EUA e do Reino Unido, considerando as emissões de edifícios e transportes. As cidades norte-americanas apresentam o maior potencial de redução de emissões, devido à elevada dependência do automóvel. Atlanta lidera com uma redução potencial de 90%, seguida de Los Angeles (87%) e Nova Iorque (82%). As cidades britânicas também apresentam oportunidades significativas, com Glasgow (80%), Manchester (70%) e Londres (49%) a beneficiarem da redução das deslocações diárias e enquadrarem-se num modelo de trabalho híbrido. Ao longo da Europa, o transporte é também um dos principais desafios estruturais. De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, este setor representa cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa na UE, sendo o único onde as emissões têm vindo a aumentar nas últimas três décadas, em grande parte devido às deslocações diárias entre casa e trabalho. Esta realidade reflete-se de forma clara em Portugal. Em 2022, o setor dos transportes foi responsável por 35,4% do consumo final de energia e por cerca de 30% das emissões de gases com efeito de estufa, segundo o Inventário Nacional de Emissões, posicionando-se como uma das principais fontes de impacto ambiental no país. Os hábitos de mobilidade têm um papel determinante neste cenário. Cerca de 66% da população portuguesa depende do automóvel para as suas deslocações diárias, valor que sobe para 75,4% em Braga e 73,8% em cidades como Aveiro e Coimbra. Mesmo em Lisboa, onde existe maior oferta de transportes públicos, o uso do carro atinge 60,7%, de acordo com dados do grupo EasyPark. A dependência do transporte individual torna-se ainda mais evidente quando analisada em escala: só na Área Metropolitana de Lisboa entram diariamente cerca de 390 mil carros, segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), evidenciando o impacto acumulado das deslocações diárias. Neste contexto, países como Portugal, onde as deslocações diárias são frequentes e dependentes do carro, apresentam um potencial significativo para reduzir emissões através da adoção de modelos de trabalho mais flexíveis e localizados. O estudo demonstra ainda que o modelo tradicional de deslocação diária para o centro da cidade, cinco dias por semana, é o que gera maior volume de emissões, sendo a distância percorrida o principal fator. Em Londres, as emissões foram reduzidas em 49% quando os trabalhadores dividiram o tempo entre um escritório central e um espaço de trabalho local, e em 43% quando alternaram entre casa e um espaço local, em comparação com o modelo tradicional. O crescimento do trabalho híbrido tem vindo a transformar de forma consistente a forma como se trabalha a nível global. A expansão da rede da IWG reflete esta procura crescente por modelos mais distribuídos, permitindo que os colaboradores trabalhem de forma eficiente, combinando presença física e ferramentas digitais. Para além do impacto ambiental, este modelo apresenta benefícios claros para empresas e colaboradores. Estudos indicam que o trabalho híbrido pode aumentar a produtividade em 11% nos EUA e 12% no Reino Unido***, ao mesmo tempo que melhora o bem-estar, reduz o stress e promove um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional , com um valor percebido equivalente a um aumento salarial de 7% a 8%. Um estudo adicional da IWG e da Arup revela ainda que empresas que adotaram modelos híbridos já conseguiram reduzir o consumo energético em cerca de 19%, através de uma utilização mais eficiente dos espaços de escritório e do acesso a soluções de trabalho flexíveis. Mark Dixon, fundador e CEO da International Workplace Group, afirma: “Com potencial para reduzir as emissões associadas ao trabalho até 90%, os resultados deste estudo são claros: a deslocação diária para escritórios no centro das cidades é um dos maiores fatores de impacto ambiental, e a simples redução das viagens pode gerar uma diminuição significativa das emissões. Mudar hábitos enraizados leva tempo, mas políticas adequadas e infraestruturas de apoio podem acelerar a adoção do trabalho híbrido e facilitar a proximidade entre o trabalho e a vida das pessoas. A maior mudança que podemos fazer neste momento é dar às pessoas a possibilidade de trabalhar mais perto de onde vivem, com menor impacto ambiental. Este estudo demonstra que pequenas alterações nos padrões de trabalho podem gerar um impacto significativo na redução da pegada carbónica , e essa mudança está ao nosso alcance, hoje.” A IWG disponibiliza mais de 5.000 localizações em cidades e regiões de diferentes dimensões a nível global, contribuindo para reduzir deslocações, diminuir emissões e melhorar o bem-estar dos colaboradores. Em Portugal, conta com mais de 20 centros, distribuídos por cidades principais e satélite. Inscreva-se já: VII Conferência Green Savers - ESG: o superpoder das empresas | 27 de maio, Auditório Carlos Paredes, Lisboa [Additional Text]: GreenPoints GreenSpeaker