LULA QUER QUE PORTUGAL SEJA "A GRANDE PORTA DA ENTRADA DOS INTERESSES EMPRESARIAIS BRASILEIROS"
2026-04-21 21:09:13

André Ventura continua presente na concentração contra o presidente brasileiro. "Nem aquele grupo pequeno de pessoas, nem o grupo de seguranças do presidente Lula da Silva, nem esses nos conseguem intimidar, porque nós sabemos que estamos a lutar pela verdade", declarou. A concentração de apoio ao presidente brasileiro continua junto ao Palácio de Belém. Os participantes dizem estar contra a xenofobia e discursos de ódio sobre a imigração. “Precisamos de reforçar a democracia, que em vários países está a ser ameaçada. Então estamos aqui a apoiar o presidente”, disse à RTP um membro da comunidade brasileira. Outra participante disse que “temos muito orgulho do nosso presidente e de todo o trabalho que ele tem feito com a ONU pela paz no mundo”. O presidente brasileiro já está com o homólogo português, António José Seguro, com quem vai estar agora reunido. O presidente do Brasil lembrou ainda que “sempre disse que Portugal era a porta de entrada do Brasil para a União Europeia”. “Mas agora que Portugal ajudou o Brasil a fazer o acordo UE-Mercosul, agora sim nós conseguimos dizer alto e bom som que Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros aqui”, considerou. Lula da Silva disse ser “muito importante que parte das coisas que o Brasil vai negociar com a UE possa ser construída aqui em Portugal, porque aí sim estaremos a fazer uma parceria séria”. O presidente brasileiro começou o seu discurso, ao lado de Luís Montenegro, dizendo que “historicamente temos mostrado que a harmonia entre os Estados é a forma mais eficaz de construir parcerias produtivas”. No plano internacional “hoje nós temos a maior quantidade de conflitos da história depois da II Guerra Mundial”, vincou, dizendo que “não há uma única instituição capaz de falar a palavra paz ”. “O que a gente vê todo o santo dia é declarações, não sei se brincadeira ou não, do presidente Trump a dizer que já acabou com oito guerras e ainda não ganhou o prémio Nobel da paz”, criticou Lula da Silva. Luís Montenegro fala aos jornalistas a esta hora, tendo começado por frisar os “laços de amizade e fraternidade, olhando para tudo o que já fizemos e sobretudo olhando para o que ainda vamos fazer”. “Relativamente ao futuro, estamos muito empenhados , e sei que é recíproco , no aprofundamento de tudo aquilo que tem a ver com a implementação e entrada em vigor ( ) do acordo da União Europeia com o Mercosul”, declarou no final da reunião com Lula da Silva. “Portugal é um defensor intransigente deste acordo, que coloca mais de 700 milhões de consumidores em contacto com as suas estruturas económicas, em cooperação, promovendo um mercado mais fluído”, acrescentou. O primeiro-ministro vincou ainda que “nunca como hoje houve uma comunidade brasileira tão expressiva a viver em Portugal”. Na mesma altura em que decorre a concentração promovida pelo Chega, do outro lado da estrada, no jardim Afonso de Albuquerque, estão concentrados mais de uma centena de apoiantes de Lula da Silva, na maioria brasileiros, com bandeiras e t-shirts do PT, partido do chefe de Estado brasileiro, e também com a sua cara, além de bandeiras do Brasil e de Portugal. Estes manifestantes têm uma faixa onde se lê "Lula, Portugal te recebe de braços abertos" e outra "Lula 2026" e vão gritando "Lula, guerreiro do povo brasileiro", "Portugal tem futuro com Lula e Seguro" ou "olé, olá, Lula, Lula". Ambas as concentrações estão delimitadas por grades e fitas da polícia, e no local está um forte dispositivo policial, mais concentrado do lado dos apoiantes de Lula. O presidente do Chega, partido que promoveu a concentração que decorre nesta altura junto ao Palácio de Belém, apelidou de “corrupto e ladrão” o presidente do Brasil, que já iniciou a sua visita oficial a Portugal. “Hoje o Brasil tem milhares de pessoas presas porque ofenderam o Lula, ofenderam aquilo que eles consideraram as instituições do Lula , o próprio Bolsonaro está preso”, disse André Ventura aos jornalistas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. “Estas pessoas que aqui estão, que são muitos deles brasileiros, estão a pedir a Portugal que seja o último reduto da sua luta contra um corrupto e um ladrão”, prosseguiu o líder do Chega. “Eu gosto de estar do lado dos que lutam pela liberdade, contra a corrupção”. O presidente do Brasil acabou de chegar ao Palácio de São Bento, onde estará agora reunido com o primeiro-ministro, Luís Montenegro. De seguida irá encontrar-se com o presidente português, António José Seguro, no Palácio de Belém. A RTP apurou que o voo onde segue Lula da Silva está atrasado, pelo que o presidente do Brasil não deverá chegar ao Palácio de Belém antes das 13h00. O Chega convocou uma concentração junto ao Palácio de Belém, em protesto contra a visita do chefe de Estado brasileiro, que deve contar com a presença do presidente do partido, André Ventura. Para o mesmo local está agendada uma outra concentração, mas de apoio ao presidente brasileiro, organizada pelo núcleo em Portugal do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva. c/ Lusa O chefe do Executivo do Brasil será acompanhado por sete ministros, entre os quais o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mauro Vieira. A comitiva também contará com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), Jorge Viana. Lula da Silva estará em Lisboa apenas um dia, após passagem por Espanha e Alemanha. Membros do Governo brasileiro calculam que a visita de Lula da Silva à Europa deve ser a sua última viagem internacional antes das eleições gerais de outubro, quando disputa a reeleição para um quarto mandato. c/ Lusa Lula da Silva participa hoje em Lisboa em reuniões com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com presidente da República, António José Seguro, para discutir temas como imigração, xenofobia e aeronáutica. Na agenda com Montenegro, no Palácio do São Bento, serão tratados ainda temas de cooperação nas áreas de ciência, de tecnologia e de inovação, adiantou a diplomacia brasileira. Já na agenda bilateral com Seguro, no Palácio de Belém, Lula da Silva irá abordar segurança internacional e temas de interesse da comunidade brasileira, como a nova lei de nacionalidade portuguesa. Este será o primeiro encontro entre Lula da Silva e Seguro, já que o chefe de Estado brasileiro não conseguiu marcar presença na tomada de posse do presidente português devido a uma sobreposição na agenda. c/ Lusa Foto: Miguel A. Lopes - EPA André Ventura continua presente na concentração contra o presidente brasileiro. "Nem aquele grupo pequeno de pessoas, nem o grupo de seguranças do presidente Lula da Silva, nem esses nos conseguem intimidar, porque nós sabemos que estamos a lutar pela verdade", declarou. A concentração de apoio ao presidente brasileiro continua junto ao Palácio de Belém. Os participantes dizem estar contra a xenofobia e discursos de ódio sobre a imigração. “Precisamos de reforçar a democracia, que em vários países está a ser ameaçada. Então estamos aqui a apoiar o presidente”, disse à RTP um membro da comunidade brasileira. Outra participante disse que “temos muito orgulho do nosso presidente e de todo o trabalho que ele tem feito com a ONU pela paz no mundo”. O presidente brasileiro já está com o homólogo português, António José Seguro, com quem vai estar agora reunido. O presidente do Brasil lembrou ainda que “sempre disse que Portugal era a porta de entrada do Brasil para a União Europeia”. “Mas agora que Portugal ajudou o Brasil a fazer o acordo UE-Mercosul, agora sim nós conseguimos dizer alto e bom som que Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros aqui”, considerou. Lula da Silva disse ser “muito importante que parte das coisas que o Brasil vai negociar com a UE possa ser construída aqui em Portugal, porque aí sim estaremos a fazer uma parceria séria”. O presidente brasileiro começou o seu discurso, ao lado de Luís Montenegro, dizendo que “historicamente temos mostrado que a harmonia entre os Estados é a forma mais eficaz de construir parcerias produtivas”. No plano internacional “hoje nós temos a maior quantidade de conflitos da história depois da II Guerra Mundial”, vincou, dizendo que “não há uma única instituição capaz de falar a palavra paz ”. “O que a gente vê todo o santo dia é declarações, não sei se brincadeira ou não, do presidente Trump a dizer que já acabou com oito guerras e ainda não ganhou o prémio Nobel da paz”, criticou Lula da Silva. Luís Montenegro fala aos jornalistas a esta hora, tendo começado por frisar os “laços de amizade e fraternidade, olhando para tudo o que já fizemos e sobretudo olhando para o que ainda vamos fazer”. “Relativamente ao futuro, estamos muito empenhados , e sei que é recíproco , no aprofundamento de tudo aquilo que tem a ver com a implementação e entrada em vigor ( ) do acordo da União Europeia com o Mercosul”, declarou no final da reunião com Lula da Silva. “Portugal é um defensor intransigente deste acordo, que coloca mais de 700 milhões de consumidores em contacto com as suas estruturas económicas, em cooperação, promovendo um mercado mais fluído”, acrescentou. O primeiro-ministro vincou ainda que “nunca como hoje houve uma comunidade brasileira tão expressiva a viver em Portugal”. Na mesma altura em que decorre a concentração promovida pelo Chega, do outro lado da estrada, no jardim Afonso de Albuquerque, estão concentrados mais de uma centena de apoiantes de Lula da Silva, na maioria brasileiros, com bandeiras e t-shirts do PT, partido do chefe de Estado brasileiro, e também com a sua cara, além de bandeiras do Brasil e de Portugal. Estes manifestantes têm uma faixa onde se lê "Lula, Portugal te recebe de braços abertos" e outra "Lula 2026" e vão gritando "Lula, guerreiro do povo brasileiro", "Portugal tem futuro com Lula e Seguro" ou "olé, olá, Lula, Lula". Ambas as concentrações estão delimitadas por grades e fitas da polícia, e no local está um forte dispositivo policial, mais concentrado do lado dos apoiantes de Lula. O presidente do Chega, partido que promoveu a concentração que decorre nesta altura junto ao Palácio de Belém, apelidou de “corrupto e ladrão” o presidente do Brasil, que já iniciou a sua visita oficial a Portugal. “Hoje o Brasil tem milhares de pessoas presas porque ofenderam o Lula, ofenderam aquilo que eles consideraram as instituições do Lula , o próprio Bolsonaro está preso”, disse André Ventura aos jornalistas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. “Estas pessoas que aqui estão, que são muitos deles brasileiros, estão a pedir a Portugal que seja o último reduto da sua luta contra um corrupto e um ladrão”, prosseguiu o líder do Chega. “Eu gosto de estar do lado dos que lutam pela liberdade, contra a corrupção”. O presidente do Brasil acabou de chegar ao Palácio de São Bento, onde estará agora reunido com o primeiro-ministro, Luís Montenegro. De seguida irá encontrar-se com o presidente português, António José Seguro, no Palácio de Belém. A RTP apurou que o voo onde segue Lula da Silva está atrasado, pelo que o presidente do Brasil não deverá chegar ao Palácio de Belém antes das 13h00. O Chega convocou uma concentração junto ao Palácio de Belém, em protesto contra a visita do chefe de Estado brasileiro, que deve contar com a presença do presidente do partido, André Ventura. Para o mesmo local está agendada uma outra concentração, mas de apoio ao presidente brasileiro, organizada pelo núcleo em Portugal do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva. c/ Lusa O chefe do Executivo do Brasil será acompanhado por sete ministros, entre os quais o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mauro Vieira. A comitiva também contará com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), Jorge Viana. Lula da Silva estará em Lisboa apenas um dia, após passagem por Espanha e Alemanha. Membros do Governo brasileiro calculam que a visita de Lula da Silva à Europa deve ser a sua última viagem internacional antes das eleições gerais de outubro, quando disputa a reeleição para um quarto mandato. c/ Lusa Lula da Silva participa hoje em Lisboa em reuniões com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com presidente da República, António José Seguro, para discutir temas como imigração, xenofobia e aeronáutica. Na agenda com Montenegro, no Palácio do São Bento, serão tratados ainda temas de cooperação nas áreas de ciência, de tecnologia e de inovação, adiantou a diplomacia brasileira. Já na agenda bilateral com Seguro, no Palácio de Belém, Lula da Silva irá abordar segurança internacional e temas de interesse da comunidade brasileira, como a nova lei de nacionalidade portuguesa. Este será o primeiro encontro entre Lula da Silva e Seguro, já que o chefe de Estado brasileiro não conseguiu marcar presença na tomada de posse do presidente português devido a uma sobreposição na agenda. c/ Lusa O Presidente brasileiro disse hoje, em Lisboa, que é muito importante que, parte das coisas que o Brasil vai negociar com a União Europeia, no âmbito do acordo Mercosul, seja construída em Portugal. Lula da Silva falava na residência oficial do primeiro-ministro português, após um encontro de cerca de uma hora que manteve com Luís Montenegro. O chefe de Estado brasileiro, que chegou ao Palácio de São Bento com hora e meia de atraso, enalteceu as relações entre Portugal e o Brasil, que, na sua opinião, atravessam o "melhor momento". "Agora que Portugal ajudou o Brasil a fazer o acordo União Europeia - Mercosul, agora sim, conseguimos dizer alto e bom som que Portugal pode ser a grande porta da entrada dos interesses empresariais brasileiros aqui em Portugal", disse. Lula da Silva revelou que disse ao primeiro-ministro português que ia conversar com os ministros brasileiros, para que estes conversem com as indústrias, pois "é muito importante que parte das coisas que o Brasil vai negociar com a União Europeia seja construída" em Portugal. "Aí sim, estaremos a fazer uma parceria séria, que seja um jogo de ganha-ganha", referiu, acrescentando: "Não queremos que Portugal seja apenas a porta de entrada; queremos que Portugal seja a porta da construção de uma parceria robusta entre dois países que se conhecem desde abril de 1500". Por seu lado, Luís Montenegro, afirmou que Portugal defende o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, assinado em 17 de janeiro, depois de mais de 20 anos de negociações, que visa eliminar ou reduzir drasticamente as tarifas alfandegárias entre os dois blocos. Lula da Silva disse que é possível repetir experiências como a Embraer, um fabricante aeroespacial brasileiro que está presente em Portugal, onde produz estruturas metálicas e compósitas para aeronaves. "A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está a ajudar a construir coisas aqui em Portugal, aproveitando mão-de-obra altamente qualificada e que pode crescer", afirmou. E prosseguiu: "Outras empresas brasileiras podem vir para Portugal e daqui a gente aproveitar um comércio extraordinário, que envolve 750 milhões de pessoas e um PIB de 22 biliões de dólares" (cerca de 18,7 biliões de euros). Recordando que é um "defensor do multilateralismo e inimigo do unilateralismo e do protecionismo", Lula da Silva lamentou que o acordo entre a UE e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) entre, mas provisoriamente, em vigor a partir de 01 de maio, porque os eurodeputados enviaram-no para o Tribunal de Justiça da UE para verificar a sua conformidade com a legislação comunitária. Para o chefe de Estado brasileiro, o comércio internacional só resulta quando o cliente não é sufocado: "É preciso que o cliente sobreviva para ser teu cliente. E é isso que nós queremos, que a nossa relação com a União Europeia seja o mais sofisticada possível". "Não somos favoráveis à segunda guerra fria, não aceitamos guerra fria; não temos preferência comercial entre a China e os Estados Unidos. Queremos ter relação com a China, com os Estados Unidos, com a Rússia, com a França, com todo o mundo, sem preferência. O que queremos é multilateralismo, harmonia e muita paz para poder negociar", afirmou. Lula da Silva falou ainda da comunidade brasileira agradecendo o "carinho" com que os brasileiros são recebidos em Portugal. "Se tem um povo trabalhador é o brasileiro, que gosta de trabalhar e aprende depressa", disse. Visivelmente bem-disposto e com muitas referências futebolísticas, com destaque para Eusébio, Lula da Silva disse esperar que, em 2026, nos Estados Unidos, "Portugal leve em conta o seu discurso de harmonia entre o Brasil e Portugal e que Cristiano Ronaldo e a sua turma não tente derrotar o Vini Jr (Vinícius Júnior) e a turma dele". Isso, ironizou, poderia criar um conflito irreversível entre Portugal e o Brasil.