CONSTRUTORA DE BRAGA INVESTE 40 ME NUM MUSEU DO PENSAMENTO E ARTE CONTEMPORÂNEA
2026-04-21 21:09:13

Ouça este artigo Clique para reproduzir A construtora dst investiu cerca de 40 milhões de euros na implantação de um museu de cinco andares no centro histórico da cidade de Braga, que vai ser inaugurado na quinta-feira, foi hoje anunciado. Trata-se do Muzeu , Pensamento e Arte Contemporânea, que visa a promoção do pensamento crítico e o ativismo social através da arte contemporânea, da filosofia e do debate. Instalado no edifício onde já funcionou o Tribunal Judicial de Braga, o Muzeu, hoje dado a conhecer à comunicação social, é composto por quatro pisos de exposição e um auditório. Para o presidente do conselho de administração da empresa, José Teixeira, este é um investimento na formação, no conhecimento, na ciência e na cultura. “O Victor Hugo dizia que pior do que a pobreza era a ignorância. E quando nós decidimos em que é que investimos, se investimos num robô ou se investimos primeiro na formação, não temos discussão possível. Sem formação, ninguém opera um robô. Portanto, o início é a formação, o início é a cultura”, afirmou. Continue a ler após a publicidade José Teixeira disse ainda que não foi por acaso que foi escolhido o mês de abril para a inauguração. “Quando nós pensámos em abril, nós pensámos na hipótese de suscitar a discussão de abrir abril e da necessidade de abrir abril, de nunca esquecer de abril, e nós fomos usar a arte como esse instrumento, como essa ferramenta para continuar a abrir abril, para abril ser o dia-a-dia de todos os portugueses. E a arte, como a literatura, como a poesia, são essas ferramentas que facilitam esse caminho, esse caminho de partida e que não tem chegada”, acrescentou. Disse ainda que o Muzeu é mais um passo na construção “do efeito dst”. Continue a ler após a publicidade “O efeito dst é para provar que há um poder transformador a partir da cultura”, rematou. De acordo com uma nota da dst, o Muzeu tem, como objetivo “estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea da instituição, procurando promover o gosto pela arte e cultura de forma mais abrangente e, dessa forma, influenciar positivamente os decisores para a promoção de uma vida mais justa e feliz para todos”. O Muzeu “irá funcionar como um fórum aberto para a filosofia e para a arte, com um programa que reúne uma ampla variedade de intervenientes, através de exposições, palestras, performances e música, reforçando o papel do museu como espaço de intervenção e promoção cívica e política”. “Além disso, o Muzeu será um local de reflexão e inspiração para os 3.000 funcionários do dstgroup, oferecendo aos trabalhadores a oportunidade de se requalificarem e melhorarem as suas competências através de formação em funções relacionadas com a área de museologia, tais como guias de exposições, conservação e gestão de coleções, ou mesmo programas e eventos específicos para funcionários”, acrescenta. No centro do programa de abertura, estará a exposição inaugural Sejamos realistas, exijamos o impossível , que poderá ser vista de 23 de abril de 2026 a 23 de outubro de 2027. Continue a ler após a publicidade Ao longo de quatro pisos expositivos com aproximadamente 3.000 metros quadrados, apresenta mais de 100 obras de 96 artistas, 40 portugueses e 56 internacionais, provenientes da Coleção de Arte Contemporânea do dstgroup. Entre os artistas presentes na exposição inaugural, encontram-se Alex Katz, Ana Vidigal, Ângela Ferreira, Annie Leibovitz, Artur Lescher, Axel Hütte, Délio Jasse, Eduardo Batarda, Fernão Cruz, Francesco Clemente, Franz West, Gary Webb, Isabel Muñoz, Jean-Baptiste Huynh, João Penalva, José Bechara, José Pedro Croft, Julian Opie, Manuel Rosa, Muntean & Rosenblum, Nan Goldin, Pedro Calapez, Peter Zimmermann, Rui Sanches e Susy Gómez. VCP/(JGS)// RBF Executive Digest com Lusa