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NOVA OBRA DE JULIAN OPIE REFORÇA DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE EM BRAGA

Correio do Minho Online

2026-04-21 21:09:13

Na saída do MUZEU encontra-se uma nova obra do britânico Julian Opie. Instalada em espaço público, a escultura vem fortalecer a estratégia de democratização da arte promovida pelo dstgroup A cidade de Braga foi brindada com mais uma obra da autoria do consagrado artista britânico Julian Opie. Disponível em espaço público para fruição gratuita, a obra encontra-se localizada na saída do MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea dst, enquadrando-se no plano de democratização da arte assumido por José Teixeira, presidente do dstgroup. No momento inaugural, José Teixeira sublinhou que a aposta em arte no espaço público resulta de uma visão clara: “A arte tem de ser disponibilizada de uma forma democrática”. Recordando experiências pessoais, José Teixeira explicou que a criação de espaços culturais como a Zet Gallery e, agora, o MUZEU, nasce da vontade de tornar a arte acessível a todos, independentemente do contexto social. “Tornar a colocar uma obra em espaço público é permitir o usufruto a todos”, afirmou, acrescentando que esta é já a 16.ª obra promovida pelo grupo na cidade. O empresário destacou ainda o simbolismo da localização da peça, junto a uma zona de passagem quotidiana. A proximidade a uma paragem de autocarro cria, segundo o próprio, uma metáfora entre o movimento e a contemplação: pessoas em trânsito que se cruzam com a arte, num diálogo entre o quotidiano e a criação artística. A obra assume-se também como um “cartão de visita” do MUZEU, prolongando a experiência cultural para o exterior. Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, enalteceu a cedência da obra à cidade, classificando-a como “um grande acto de generosidade”. O autarca defendeu que iniciativas deste género contribuem para uma cidade “mais qualificada, mais exigente e esteticamente mais apelativa”, reforçando o papel da cultura, da arte e do pensamento no espaço público. João Rodrigues acredita ainda que o MUZEU (que será inaugurado esta semana) será uma peça fundamental para afirmar Braga no panorama cultural, promovendo a aproximação dos cidadãos à arte e incentivando a reflexão e o diálogo. Já o artista Julian Opie explicou que o seu trabalho procura sobretudo comunicar de forma directa com o público, recorrendo a uma linguagem visual contemporânea inspirada no quotidiano urbano. “É mais como um monumento a todos nós”, referiu, destacando o uso de elementos familiares, como LEDs e figuras comuns, em contraste com os monumentos tradicionais dedicados a figuras históricas. Sem impor interpretações fechadas, Julian Opie sublinha que a obra pretende ser acessível e aberta à experiência individual. “O que se vê é o que se recebe”. O artista espera apenas que o público possa apreciar a peça no seu dia-a-dia, integrando-a naturalmente no ritmo da cidade. Note-se que esta é a segunda obra de arte da autoria de Julian Opie oferecida à cidade. Este trabalho junta-se ao elemento escultórico Teresa Walking , inaugurado em 2018 na praça principal do Fórum Braga. Julian Opie é um dos principais nomes do New British Sculpture e considerado um dos maiores nomes da arte contemporânea mundial. Os seus trabalhos encontram-se nas principais capitais europeias, sendo que Braga é a primeira cidade portuguesa a exibir uma obra deste conceituado artista. A nova instalação reforça, assim, a presença da arte contemporânea no espaço público bracarense, consolidando a ligação entre o MUZEU e a comunidade e afirmando Braga como um território cada vez mais relevante no circuito cultural. [Additional Text]: Citação Libânia Pereira