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NÃO ESTRANHE SE O VIR NA ESTRADA: ESTE CAMIÃO ELÉTRICO AUTÓNOMO NÃO TEM CABINA

Pplware Online

2026-04-22 21:06:09

Uma startup californiana acaba de apresentar ao mundo um camião elétrico sem cabina capaz de operar de forma completamente autónoma. De nome Humble Hauler, o veículo promete transformar a forma como as mercadorias circulam em armazéns, portos e estaleiros ferroviários. A Humble Robotics apresentou uma proposta que poderá ser vencedora. Em vez de adaptar um camião convencional à condução autónoma, construiu de raiz uma plataforma pensada exclusivamente para esse fim. Ao eliminar a cabina tradicional, a Humble Robotics criou efetivamente um atrelado motorizado que pode ser adaptado às necessidades de cada empresa de logística. O resultado é uma plataforma 20% mais leve do que os semi-reboques tradicionais concebidos para o mesmo fim, sem as variáveis associadas à cabina, como diferentes raios de viragem, comprimentos e larguras. https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/humble-hauler-camiao-eletrico00.mp4 Uma plataforma modular e versátil Um dos pontos mais interessantes do Humble Hauler é a sua flexibilidade. A plataforma utiliza uma interface universal de encaixe e rotação que permite aos operadores aumentar ou reduzir o comprimento do veículo consoante o tipo de carga. Conforme notado pelo Inside EVs, no website da empresa é possível ver várias configurações, desde uma betoneira de seis rodas até veículos de oito rodas capazes de transportar contentores. A plataforma modular pode ainda ser rebocada por um trator convencional, facilitando a integração com frotas já existentes. Camião elétrico autónomo para espaços controlados A Humble Robotics ainda não divulgou todos os detalhes técnicos do Hauler. Contudo, sabe-se que o veículo conta com dois eixos elétricos, uma autonomia máxima de 320 km e uma velocidade máxima de 90 km/h. Antes de qualquer julgamento, a empresa já clarificou que este não é um veículo de longa distância. Por sua vez, foi concebido para ambientes controlados como armazéns, estaleiros ferroviários e portos marítimos, onde pode operar de cais em cais sem qualquer intervenção humana. De qualquer forma, para garantir essa autonomia total, o Humble Hauler está equipado com um conjunto de sensores de Nível 4, incluindo várias câmaras e radares que permitem uma visão de 360 graus da envolvente. O que distingue esta solução da concorrência é a utilização de modelos de visão-linguagem-ação (em inglês, VLA) desenvolvidos internamente, que permitem ao veículo raciocinar sobre o ambiente e tomar decisões corretas mesmo em situações inéditas. Segundo a empresa, isto representa um avanço significativo em termos de segurança e rapidez de entrada no mercado. Um mercado de 900 mil milhões de dólares na mira Por detrás do projeto está Eyal Cohen, fundador e diretor-executivo da Humble Robotics, com passagem pela Apple, Uber e Waabi, onde trabalhou em soluções para condução autónoma, veículos elétricos e logística. Pela primeira vez, o transporte de mercadorias pode ser totalmente automatizado até à doca de carregamento. Estamos a tornar o transporte de mercadorias sustentável, seguro e eficiente de uma forma que ninguém julgava possível. Afirmou Cohen, cuja ambição, bem como a capacidade de execução da sua equipa, se reflete no facto de o primeiro protótipo ter sido construído em menos de seis meses. A startup já angariou 24 milhões de dólares em financiamento de capital inicial, liderado pela Eclipse, com a participação da Energy Impact Partners e outros investidores. Atualmente, a empresa já está a trabalhar com líderes de mercado em logística e cadeias de abastecimento para iniciar programas-piloto de testes autónomos e comercialização. O objetivo é uma parte da indústria de transporte de mercadorias por camião, avaliada em 900 mil milhões de dólares. Se a tecnologia cumprir o que promete, o Humble Hauler pode ser o ponto de partida para uma transformação profunda na forma como o mundo move as suas mercadorias.   Recorde:   [Additional Text]: Humble Hauler, um camião elétrico autónomo sem cabina que promete transformar a forma como as mercadorias circulam em armazéns, portos e estaleiros ferroviários. Ana Sofia Neto