pressmedia logo

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO E D. TOLENTINO VÃO ESTAR NA INAUGURAÇÃO - MUZEU DESTACA BRAGA NA ARTE CONTEMPORÂNEA

Diário do Minho

2026-04-22 21:06:15

PROJETO DA DSTGROUP APOSTA NA CULTURA COMO MOTOR DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL E CÍVICA Novo MUZEU destaca Braga na arte e no pensamento contemporâneo O MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst foi apresentado ontem, a jornalistas nacionais e internacionais, numa sessão que antecipou a inauguração ofci ial do novo espaço cultural, marcada para amanhã dia 23. O momento permitiu conhecer de perto o projeto, visitar a exposição inaugural e dialogar com os seus principais responsáveis, entre eles o presidente do dstgroup, José Teixeira, e a diretora e curadora, Helena Mendes Pereira. À chegada, os jornalistas foram, ainda, recebidos, à porta do museu, pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, que deu as boas-vindas à comitiva. A apresentação centrou-se na identidade do MUZEU enquanto espaço que cruza arte contemporânea, pensamento crítico e intervenção cívica. Durante a visita ao percurso expositivo organizado por núcleos temáticos e sem uma lógica cronológica rígida , Helena Mendes Pereira enquadrou o museu como um projeto em construção contínua, sublinhando que «a abertura do museu é só o início do processo e não o fmi », numa lógica de serviço à comunidade e de convocação de diferentes públicos. A responsável destacou, ainda, a diversidade de artistas e abordagens presentes na exposição inau-gural, que reúne nomes nacionais e internacionais e atravessa temas como identidade, memória, política ou resistência. Nesse sentido, explicou que «aquilo que nós escrevemos aqui é um modo diferente de ver a arte contemporânea», permitindo múltiplas leituras e percursos por parte dos visitantes, apoiados por um programa de mediação e atividades paralelas que inclui debates, oficinas e ciclos temáticos. Já o engenheiro José Teixeira enquadrou o MUZEU como parte de um percurso mais amplo de investimento cultural do dstgroup, defendendo o papel transformador da arte e da cultura na sociedade. O empresário afirmou que «isto é um caminho que nunca mais acaba», associando o projeto a uma visão contínua de valorização do conhe-cimento, da formação e da dimensão humana do trabalho. «Nós queremos usar a arte como essa ferramenta para continuar a abrir Abril», diz o engenheiro, evocando a importância da memória e dos valores associados à Revolução dos Cravos. Ao longo da intervenção, reforçou a ideia de que a cultura constitui um investimento estrutural, defendendo que «é sempre um investimento», comparável à ciência ou à educação, e essencial para a construção de uma sociedade mais livre e equilibrada. Nessa perspetiva, associou diretamente a emancipação dos trabalhadores ao acesso à cultura, à filosofia e às artes. A sessão incluiu, também, o ensaio geral da performance “O Círculo das Contas de Filigrana Dourada: Ligações Históricas entre a Bahia e Viana do Castelo”, de Rita GT, que integra o programa inaugural. A peça, que cruza tradições vocais afro-brasileiras e do norte de Portugal, destaca a fli igrana como elemento simbólico e cultural, antecipando uma programação que aposta no diálogo entre diferentes linguagens artísticas. O MUZEU inaugura, oficialmente, a 23 de abril, numa sessão para convidados, que contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro, e do cardeal D. José Tolentino Mendonça. No dia seguinte, o espaço abre exclusivamente para colaboradores do dstgroup, sendo depois disponibilizado ao público a partir de 25 de abril, com entrada gratuita até ao dia 30. Instalado no antigo Tribunal Judicial de Braga e resultado de um projeto de reabilitação assinado por Carvalho Araújo, o MUZEU afirma-se como um novo polo cultural na cidade, reunindo uma parte significativa da coleção de arte contemporânea do dstgroup e propondo-se como fórum aberto à refel - xão, à participação e ao debate público. Diretora Helena Mendes Pereira conduz visita guiada ao novo espaço do MUZEU Obras de João Penalva (PT, 1949) e Caio Reisewitz (BR, 1967) Espetáculo “O Círculo das Contas de Filigrana Dourada”, de Rita GT Cristiana Barbosa