BRAGA REFORÇA APOSTA CULTURAL COM NOVA OBRA DE JULIAN OPIE E INAUGURAÇÃO DO MUZEU
2026-04-22 21:06:16

A cidade de Braga continua a consolidar a sua aposta na cultura contemporânea, com a instalação de uma nova obra do artista britânico Julian Opie no espaço público, junto ao Pópulo, em frente ao Muzeu. A peça resulta de uma nova cedência do dst group ao município. A iniciativa insere-se numa estratégia de valorização do espaço urbano através da arte, promovendo a proximidade entre cultura e cidadãos. A presença de obras contemporâneas na via pública é vista como um contributo para uma cidade mais dinâmica, qualificada e acessível, onde a arte integra o quotidiano. Este reforço cultural coincide com a inauguração, marcada para quinta-feira, do Muzeu , Pensamento e Arte Contemporânea, um novo equipamento cultural instalado no antigo edifício do Tribunal Judicial de Braga. O projeto representa um investimento de cerca de 40 milhões de euros por parte do dst group. O museu, distribuído por cinco pisos - quatro destinados a exposições e um auditório -, pretende afirmar-se como um espaço de promoção do pensamento crítico e do ativismo social, cruzando arte contemporânea, filosofia e debate. Na apresentação à comunicação social, o presidente do conselho de administração do dst group, José Teixeira, sublinhou que o investimento reflete uma aposta na formação, no conhecimento e na cultura. Citando Victor Hugo, destacou que “pior do que a pobreza é a ignorância”, defendendo a cultura como base essencial para o desenvolvimento. A escolha do mês de abril para a inauguração não foi, segundo o responsável, casual, evocando os valores de liberdade e reflexão associados ao Revolução de 25 de Abril de 1974. “A arte é uma ferramenta para continuar a abrir abril no dia-a-dia dos portugueses”, afirmou. O Muzeu tem como missão estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea do grupo, promovendo o acesso à cultura e incentivando o debate cívico. Funcionará como um fórum aberto, com programação que inclui exposições, conferências, performances e música. Além disso, o espaço terá também uma vertente interna de formação, dirigida aos cerca de 3.000 colaboradores do grupo, proporcionando oportunidades de qualificação em áreas como museologia, mediação cultural e gestão de coleções. A exposição inaugural, intitulada “Sejamos realistas, exijamos o impossível”, estará patente entre 23 de abril de 2026 e 23 de outubro de 2027. Ao longo de cerca de 3.000 metros quadrados, reúne mais de uma centena de obras de 96 artistas, entre os quais nomes como Alex Katz, Ana Vidigal, Ângela Ferreira, Annie Leibovitz e Nan Goldin. Com a instalação de novas obras no espaço público e a abertura deste museu, Braga reforça a sua posição como polo cultural emergente, apostando na integração da arte contemporânea como motor de desenvolvimento urbano e social.