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MUZEU PRETENDE CONTINUAR A ABRIR ABRIL ATRAVÉS DA ARTE E DO PENSAMENTO

Correio do Minho Online

2026-04-22 21:06:16

José Teixeira afirmou, ontem, que o MUZEU pretende manter viva a reflexão sobre os valores de Abril, e destacou o papel da cultura como instrumento transformador e essencial à construção de uma sociedade mais consciente e livre Apresentado como um novo espaço “dedicado à arte contemporânea, filosofia e ao debate público”, o MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea dst abre as suas portas ao público no Dia da Liberdade, uma data simbólica que faz com que este projecto se afirme como “uma forma de continuar a abrir Abril” e de manter viva a reflexão sobre os valores da liberdade. “A arte, como a literatura e a poesia, são ferramentas que facilitam esse caminho”, afirmou José Teixeira, presidente do dstgroup. No dia de ontem, o MUZEU abriu as suas portas aos jornalistas numa sessão guiada por Helena Mendes Pereira, curadora e directora do MUZEU, que contou também com a presença do coleccionador José Teixeira, presidente do dstgroup. O empresário e mentor do projeto descreveu o novo museu como “uma grande conquista”, não apenas pessoal, mas sobretudo dos trabalhadores do grupo dst. “Isto é, acima de tudo, dos trabalhadores do grupo dst. O que sou eu sem o produto do trabalho?”, questionou, valorizando o papel colectivo na concretização do projecto. José Teixeira caracterizou o MUZEU como parte de um percurso contínuo, defendendo que “o bem e o belo não têm fim” e que a cultura deve ser entendida como um processo permanente. Nesse sentido, reforçou a importância do investimento na formação e na cultura, considerando que “pior do que a pobreza é a ignorância”, numa referência ao escritor Victor Hugo. José Teixeira defendeu a ideia de que “trabalhadores emancipados são trabalhadores cultos”, acrescentando que o MUZEU é mais um passo na construção “do efeito dst”. “O efeito dst é para provar que há um poder transformador a partir da cultura”, defendeu. O presidente do dstgroup aproveitou ainda a ocasião para defender uma maior valorização dos trabalhadores e uma distribuição mais equilibrada da riqueza. “Temos de saber partilhar”, afirmou, apelando ao papel dos empresários na construção de soluções económicas mais justas. O MUZEU distingue-se também pela sua designação, integrando o “pensamento” no nome, algo que José Teixeira considera inédito. O espaço insere-se numa estratégia mais ampla do grupo, que procura afirmar o impacto transformador da cultura, à semelhança de outros exemplos internacionais. Para José Teixeira, o projecto pretende deixar uma mensagem clara: “A cultura é um poder transformador” e deve ocupar um lugar central na sociedade. [Additional Text]: Citação Libânia Pereira