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RENAULT VENDEU MENOS, MAS VOLUME DE NEGÓCIOS AUMENTOU ATÉ MARÇO

Notícias ao Minuto Online

2026-04-23 21:05:35

O Grupo Renault vendeu menos 3,3 por cento de automóveis nos primeiros três meses do ano. No entanto, o volume de negócios subiu 7,3 por cento face ao mesmo período de 2025. No primeiro trimestre do ano, o Grupo Renault desceu em vendas, mas cresceu em volume de negócios. Atingiu os 12.530 milhões de euros, num aumento superior a sete por cento face ao mesmo período de 2025. Dacia por trás da quebra de vendas As vendas totais da Renault a nível mundial diminuíram 3,3 por cento, para 546.183 unidades, devido à queda de 16,3 por cento da Dacia, que ficou em 145.333 veículos. As matrículas da marca Renault registaram um aumento de 2,2 por cento, para 397.602 veículos, graças ao bom desempenho dos veículos elétricos e híbridos no mercado europeu. Na Europa, as vendas de automóveis da marca aumentaram 3,8 por cento, para 255.200. Elétricos em crescendo As vendas de veículos elétricos de todas as marcas do fabricante registaram um aumento de 20,9 por cento e representaram 17 por cento do total no primeiro trimestre, enquanto as vendas de híbridos representaram 35,3 por cento, mais 5,1 pontos percentuais do que entre janeiro e março de 2025. Mau tempo prejudica resultado A empresa justificou o resultado com as más condições meteorológicas em janeiro no estreito de Gibraltar que causaram uma perda de produção de "vários milhares de unidades" na fábrica de Tânger. As tempestades que assolaram o estreito de Gibraltar em janeiro impediram, durante cerca de dez dias, a circulação de navios entre a Europa e o porto de Tânger. Além disso, as instalações da Renault naquela localidade sofreram inundações que impediram a atividade durante vários dias. Às falhas no abastecimento devido ao encerramento do estreito, juntou-se a impossibilidade de fabricar os modelos da Dacia, montados nessa fábrica. Também deixou de se fabricar em Tânger peças para outros veículos que são montados na fábrica que a Renault possui em Pitesti, na Roménia. O grupo francês espera recuperar o tempo perdido com a produção no segundo trimestre e sublinhou que não há problemas com as encomendas, que representam dois meses de vendas futuras. O diretor financeiro do grupo francês, Duncan Minto, salientou que, neste primeiro trimestre, "apesar de um início de ano difícil em termos de matrículas devido a fatores não recorrentes para a Dacia", o grupo beneficiou de uma forte dinâmica em todas as marcas. O diretor financeiro confirmou as perspetivas financeiras da empresa para o conjunto do ano, em que a empresa espera uma margem operacional em torno dos 5,5 por cento, superior no segundo semestre. Lusa