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BRAGA - VIAGEM AO MUZEU

Correio do Minho

2026-04-23 21:05:54

“0 MUZEU é 0 lugar que escolhemos para partilhar 0 que nos faz bem” NO ÂMBITO da abertura ao público do MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea dst, uma comitiva de jornalistas nacionais e estrangeiros visitaram ontem 0 novo equipamento cultural, tendo passado também pelo campus dst e pela zet gallery . CULTURA Com a abertura ao público marcada para o Dia da Liberdade, o MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea dst já marca a vida da cidade, com várias iniciativas para divulgar este novo equipamento dedicado à arte contemporânea, à filosofia e ao debate público em Braga, partindo das colecções do dstgroup e de José Teixeira. Depois da inauguração da obra Saturday night couple 2 , de Julian Opie, no exterior do edifício, ontem a abertura do MUZEU foi pretexto para um programa especial para jornalistas, que além do MUZEU também visitaram o camniIs dst e a zet gallery. A comitiva foi recebida por Jo- sé Teixeira, o CEO do grupo empresarial, que sustentou que o trabalho, como factor de produção deve ter como suporte (para garantir a competitividade e a homeostasia natural, biológica e da natureza) a educação, a formação, o conhecimento a cultura como alavancas de Arquimedes. O apoio é a cultura . “ Este trabalho da educação cultural é um trabalho sem fim à vista, é um processo. Não é um papel apenas dos estados e das cidades. é um papel da economia”, defendeu José Teixeira, notando que a arquitectura e a arte, como as disciplinas das humanidades e da filosofia, têm papéis instrumentais nos serviços e produtos que as empresas produzem e servem. Para que o mundo seja mais justo, para que todos tenham uma vida boa temos de, nas empresas, entrar neste início entrar nesta partida”. o MUZEU é o lugar que escolhemos para partilhar com outros o que nos faz bem. O MUZEU é um espaço metafísico. O MUZEU não é bem responsabilidade social - é dever social”, afirmou O CEO do dstgroup, que após a sessão de boas-vindas revelou como nasceu este projecto que marca não só o grupo em-presarial, como a cidade, a região e até o país, pois o objectivo é que O MUZEU tenha um efeito de Bilbau”, ou seja, a partir da cultura transformar o mundo num lugar mais belo para mais gente”. “Na primeira candidatura de Ricardo Rio, ele construiu um grupo para definir a estratégia de Braga, eu integrava esse grupo e fiquei com a parte da cultura. Eu dizia que num programa de cidade cosmopolita não pode existir cidade sem um museu e sem uma escola de artes. O museu está feito, falta a escola de artes , contou. José Teixeira confessou que não pensava que seria um privado a fazer o museu”, mas foi o que aconteceu e por epifania. Nós tínhamos este espaço que já estava quase licenciado para um hotel. Depois foi uma epifania: e se fosse agora um museu? e porquê um museu? Podia ser outra coisa. Nós podíamos pôr numa fundação a verba do MUZEU ea verha a1e denois nós temos de investir na manutenção do MUZEU onde trabalham 16 pessoas, ou num programa em africa, de literacia, num programa de fome, podia ser outra coisa qualquer”, referiu, explicando que essas outras opções seriam dos utilitaristas, dos que usam o argumento “que há sempre outra coisa mais importante para fazer”, mas, desse ponto de vista, nunca existiria ópera, nunca existiria literatura, nunca existiria poesia, nunca existiria arte e, sem isso, não existe nada, não existe vida. Sem arte não existe vida e, portanto, essa nossa opção foi a arte. A arte é ferramenta, a poesia é ferramenta, a literatura é ferramenta, como a dança é ferramenta. São instrumentais para, na realidade, haver a fuga da pobreza, a fuga da miséria” . “Como Victor Hugo dizia, a falta de conhecimento é pior do que a pobreza. Sabemos que a falta de conhecimento é a razão da pobreza, como sabemos que os extractores são homens sem mundo e sem cultura, que castigam os seus povos com ignorância. Um homem livre faz mal aos ditadores”, concluiu o CEO do dstgroup. MUZEU pretende continuar a “abrir Abril” através da arte e do pensamento JOSÉ TEIXEIRA afirmou, ontem, que 0 MUZEU pretende manter viva a reflexão sobre os valores de Abril, e destacou 0 papel da cultura como instrumento transformador e essencial à construção de uma sociedade mais consciente e livre. CULTURA Libânia Pereira | Apresentado como um novo espaço dedicado à arte contemporânea, filosofia e ao debate público”, o MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst abre as suas portas ao público no Dia da Liberdade, uma data simbólica que faz com que este projecto se afirme como uma forma de continuar a abrir Abril” e de manter viva a reflexão sobre os valores da liberdade. A arte, como a literatura e a poesia, são ferramentas que facilitam esse caminho”, afirmou José Teixeira, presidente do dstgroup. No dia de ontem, o MuZEU abriu as suas portas aos jornalistas numa sessão guiada por Helena Mendes Pereira, curadora e directora do MUZEU, que contou também com a presença do coleccionador José Teixeira, presidente do dstgroup. O empresário e mentor do projeto descreveu o novo museu como uma grande conquista”, não apenas pessoal, mas sobretudo dos trabalhadores do grupo dst. “Isto é, acima de tudo, dos trabalhadores do grupo dst. O que sou eu sem o produto do trabalho?, questionou, valorizando o papel colectivo na concretização do projecto. José Teixeira caracterizou o MUZEU como parte de um percurso contínuo, defendendo que “o bem e o belo não têm fim” e que a cultura deve ser entendida como um processo permanente. Nesse sentido, reforçou a importância do investimentc na formação e na cultura, considerando que “pior do que a pobreza é a ignorância”, numa referência ao escritor Victor Hugo. José Teixeira defendeu a ideia de que trabalhadores emancipados são trabalhadores cultos”, acrescentando que O MUZEU é mais um passo na construção do efeito dst”. o efeito dst é para provar que há um poder transformador a partir da cultura”, defendeu. O presidente do dstgroup aproveitou ainda a ocasião para defender uma maior valorização dos trabalhadores e uma distribuição mais equilibrada da riqueza. “Temos de saber partilhar”, afirmou, apelando ao papel dos empresários na construção de soluções económicas mais justas. O MUZEU distingue-se também pela sua designação, integrando o “pensamento” no nome, algo que José Teixeira considera inédito. O espaço insere-se numa estratégia mais ampla do grupo, que procura afirmar o impacto transformador da cultura, à semelhança de outros exemplos internacionais. Para José Teixeira, o projecto pretende deixar uma mensagem clara: “A cultura é um poder transformador” e deve ocupar um lugar central na sociedade. “Um projecto para a comunidade” que cruza cultura e reflexão crítica HELENA MENDES PEREIRA apresenta 0 MUZEU como “um projecto que serve a comunidade”, um espaço que cruza arte contemporânea e pensamento crítico, prometendo envolver diferentes públicos desde 0 primeiro momento. CULTURA Libânia Pereira | A poucos dias da abertura oficial, o MUZEU apresenta-se como um projecto em construção contínua, com uma programação que pretende envolver diferentes públicos e áreas do conhecimento. “ Abrir o museu é darmos seguimento àquilo que é o nosso objectivo, que é termos um projecto que serve à comunidade” , afirma Helena Mendes Pereira, curadora e directora do MUZEU. A exposição inaugural, Sejamos realistas, exijamos o impossível , patente até Outubro de 2027, reúne mais de 100 obras de 96 artistas, portugueses e internacionais, distribuídas por cerca de 3.000 metros quadrados o tílo recunera o célehre slogan associado ao filósofo Herbert Marcuse e aos protestos de 1968, reflectindo uma visão curatorial ancorada na capacidade de transformação social, política e poética da arte contemporânea” . Entre os artistas presentes na exposição inaugural encontramse Alex Katz, Ana Vidigal, ângela Ferreira, Annie Leibovitz, Artur Lescher, Axel Hútte, Délio Jasse, Eduardo Batarda, Fernão Cruz, Francesco Clemente, Franz West, Gary Webb, Isabel Muñoz, Jean-B aptiste Huynh, João Penalva, José Bechara, Jo-Sé Pedro Croft, Julian Opie, Manuel Rosa, Muntean & Rosenblum, Nan Goldin, Pedro Calapez, Peter Zimmermann, Rui Sanches, Susy Gómez, entre muitos outros. Segundo a curadora a identidade do MUZEU materializa-se desde logo na organização expositiva, construída em torno de um “storytelling” temático que cruza gerações, geografias e linguagens artísticas. é um modo diferente de ver a arte contemporânea, que nos permite pensar a partir dos temas que ela sugere”, explica. Além da exposição, o MUZEU aposta num programa paralelo alargado, que inclui conferências, performances, concertos de jazz, sessões de escuta, oficinas de filosofia para crianças e visitas guiadas. Entre os destaques está um ciclo dedicado à política, que propõe discutir a Constituição da República Portuguesa no ano em que assinala 50 anos. Ño dia da inauguração, uma Manifestação Poética envolverá várias associações de Braga numa performance colectiva na Praça do Município, reforçando a ideia do museu como lugar aberto e inclusivo. O dia da inauguração continua com uma visita guiada coreografada à exposição, desenvolvida em colaboração com a Companhia Nacional de Bailado, oferecendo uma abordagem perf ormativa do contacto com a obra de arte contemporânea. O dia terminará com a estreia de O Círculo das Contas de Filigrana Dourada: Ligações Históricas entre a Bahia e Viana do Castelo 11ma nerformance de Rita GT, criada em colaboração com os conjuntos vocais Cantadeiras Ohún Obínrin e Cantadeiras do Vale do Neiva, reunindo as tradições vocais afro-brasileiras e do norte de Portugal, num diálogo transatlântico que destaca histórias partilhadas, património oral e memória coletiva. Para Helena Mendes Pereira, este é apenas o ponto de partida: “Aquilo que representa para a equipa é o início do percurso”. Um percurso que pretende afirmar O MUZEU como plataforma de encontro entre arte, pensamento e sociedade. DSTGROUP APRESENTOU NOVO PROJECTO QUE PRETENDE REVOLUCIONAR A CULTURA ... “Sabemos que a cultura e as artes têm sempre um pequeno orçamento nos países, nas cidades, nas empresas e nas famílias. Sabemos que sempre se poderá dizer que há outras urgências para gerir os orçamentos. (...) Sabemos que, dessa forma, a cultura seria sempre uma derivada esquecida - há sempre a fome, há sempre sem-abrigo, há sempre os desvalidos e os que caem mas malhas da associação involuntária para salvar. Mas sabemos que, como Vitor Hugo dizia, a falta de conhecimento é pior do que a pobreza.” José Teixeira deu as boas-vindas aos jornalistas nacionais e estrangeiros que ontem participaram na sessão de divulgação do MUZEU Programa para os jornalistas começou com visita às obras de arte do campus dst ... “0 MUZEU é, na verdade, mais um passo na construção do efeito dst. 0 efeito dst vem provar que há um poder transformador a partir da cultura.” José Teixeira Presidente do dstgroup DR MUZEU tem como objectivo estudar e valorizar a colecção de arte contemporânea DR MUZEU abriu ontem as suas portas aos jornalistas DR José Teixeira, presidente do dstgroup, destacou 0 papel que o MUZEU pode e deve desempenhar na socidade .00 Amanhã 0 MUZEU = Pensamento e Arte Contemporânea dst abre as suas portas a grupo de convidados, entre os quais se encontram: 0 presidente da República, António José Seguro, e 0 cardeal José Tolentino de Mendonça. A abertura ao público acontece no sábado, dia 25 de Abril. No dia da abertura estreia 0 Círculo das Contas de Filigrana Dourada: Ligações Históricas entre a Bahia e Viana do Castelo, uma performance de Rita GT, criada em colaboração com os conjuntos vocais Cantadeiras Ohún Obínrin e Cantadeiras do Vale do Neiva, reunindo as tradições vocais afro-brasileiras e do norte de Portugal. 0 Círculo das Contas de Filigrana Dourada , de Rita GT, estreia na abertura do MUZEU DR DR Helena Mendes Pereira, curadora e directora do MUZEU DR Exposição inaugural apresenta mais de 100 obras Mostra conta com obras de arte de 96 artistas, 40 portugueses e 56 internacionais Marlene Cerqueira