TEERÃO RECEBEU PRIMEIRAS RECEITAS PELA PASSAGEM EM ORMUZ. SECRETÁRIO DA MARINHA NORTE-AMERICANA DESPEDIDO
2026-04-23 21:05:56

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente. há 33 min.14h25 Trump dá ordem para que marinha abata barcos que coloquem minas em Ormuz O Presidente dos EUA ordenou à marinha do país que " atire e abata qualquer barco" que esteja a colocar minas no estreito de Ormuz. "Ordenei à marinha dos EUA que atire e abata qualquer barco, por mais pequeno que seja (...) que esteja a colocar minas nas águas do estreito de Ormuz. Não há que hesitar. Adicionalmente, os nossos desminadores estão a limpar o estreito agora. Ordeno que a atividade continue, mas três vezes reforçada", escreveu na sua rede socia Truth Social. 11h13 Teerão recebeu primeiras receitas de taxas pela passagem em Ormuz O Irão já recebeu as primeiras receitas pela taxa de permissão de navegação segura pelo estreito de Ormuz, apesar do atual bloqueio norte-americano, afirmou hoje o vice-presidente do parlamento iraniano Hamidreza Hajibabaei. "As primeiras receitas das taxas de trânsito do estreito de Ormuz foram depositadas na conta do Banco Central", afirmou, citado pela agência de notícias Tasnim. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou quarta-feira a apreensão de dois navios na importante passagem marítima por alegadamente operarem sem as licenças necessárias e "colocarem em risco a segurança marítima". Apesar do cessar-fogo provisório acordado com os Estados Unidos, o Irão mantém um bloqueio virtual do estreito de Ormuz, fundamental para o comércio global de petróleo, e os norte-americanos impuseram um bloqueio naval aos navios e portos iranianos. Entretanto, as negociações entre os dois países continuam paralisadas após dias de incerteza sobre se as delegações norte-americana e iraniana se voltariam a reunir em Islamabade, após um primeiro contacto direto, em 11 e 12 de abril. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo na terça-feira e, no dia seguinte, afirmou que havia a possibilidade de retomar as negociações na sexta-feira. 10h30 Inês Santinhos Gonçalves inesgoncalves@negocios.pt Retirar minas de Ormuz pode demorar seis meses O Pentágono estima que retirar completamente as minas que o Irão colocou no estreito de Ormuz pode demorar seis meses. A notícia é avançada pelo Washington Post, que frisa que essa "limpeza" só deve começar uma vez que guerra termine. Três dirigentes disseram ao jornal que o Irão terá colocado pelo menos 20 minas, algumas munidas de sistemas GPS para poderem flutuar para longas distâncias, sendo por isso mais difíceis de detetar. 09h30 Inês Santinhos Gonçalves inesgoncalves@negocios.pt EUA intercetam três petroleiros iranianos Pelos menos três petroleiros iranianos foram intercetados pela marinha norte-americana. De acordo com fontes ligadas aos serviços de transporte e segurança, os norte-americanos desviaram a rota os barcos, próximos da Índia, e que se deslocavam para o estreito de Ormuz. Neste momento vigora um bloqueio norte-americano ao estreito, que se aplica apenas às embarcações iranianas. Na quinta-feira, o Irão disparou sobre três embarcações, sendo que no dia anterior os EUA apreender um navio iraniano. 09h33 Lusa Exportações chinesas de energia alternativa a combustíveis fósseis disparam As exportações chinesas de energias alternativas aos combustíveis fósseis dispararam com a subida dos preços do petróleo e do gás após a guerra no Irão, com a energia solar a atingir níveis recorde. Segundo a consultora Ember, as exportações de produtos solares atingiram 68 gigawatts (GW) em março, duplicando face a fevereiro. O aumento foi impulsionado sobretudo por países de África e da Ásia, regiões mais afetadas pelo bloqueio "de facto" do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás mundiais antes do conflito. Estas duas regiões concentraram três quartos do aumento das vendas, com destinos como Índia, Malásia, Laos, Nigéria, Quénia ou Etiópia, embora também tenham sido registados níveis recorde de compras na Austrália e União Europeia. No total, 50 países bateram recordes de importações e outros 60 registaram máximos semestrais, enquanto o Médio Oriente foi a única região sem crescimento, devido às dificuldades logísticas. A Ember sublinha que alternativas como a energia solar, baterias e veículos elétricos serão essenciais para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, num contexto de preços elevados e incerteza geopolítica. Por categorias, a China exportou 32 GW de painéis solares em março, mais 91% do que em fevereiro, enquanto as vendas de células e lâminas de silício mais do que duplicaram (108%), atingindo cerca de 36 GW. "À medida que os efeitos dos preços elevados do petróleo e do gás se fazem sentir no mercado global de energia, alternativas como a solar, as baterias e os veículos elétricos serão fundamentais para ajudar os países a tornarem-se mais resilientes e a reduzirem a dependência dos combustíveis fósseis", indica a Ember. As vendas combinadas destes três segmentos aumentaram 70% em termos homólogos em março e 38% face ao mês anterior. No caso dos veículos elétricos, a frota global destes automóveis representou uma procura equivalente a 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 13% da produção dos Estados Unidos. Segundo a analista Leah Fahy, da Capital Economics, a China representa cerca de 25% das exportações globais de veículos elétricos (em valor) e mais de metade das exportações de células solares e baterias de iões de lítio, três setores que, embora representem apenas 4,5% do total das exportações chinesas, contribuíram com quase 20% do crescimento no ano passado. A analista estima que, se estas vendas crescerem 50% este ano, poderão acrescentar dois pontos percentuais ao crescimento total das exportações chinesas, podendo chegar a cinco pontos caso dupliquem. 13h46 Lusa ONU alertou que guerra vai afetar setores da tecnologia e renováveis As Nações Unidas alertaram hoje que o conflito no Irão e o impacto no Golfo Pérsico estão a afetar não só os combustíveis fósseis, mas igualmente outras indústrias consideradas essenciais. Em concreto, a ONU indicou que a guerra está a atingir os setores relacionados com a tecnologia e as energias renováveis. O diretor da divisão de energia sustentável da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE), Dario Liguti, disse que se o conflito continuar, pode verificar-se escassez de "certos subprodutos necessários", o que pode reduzir a produção, especialmente nas energias renováveis e nas tecnologias digitais. A situação, frisou Liguti, pode desencadear um aumento dos preços e reduzir a disponibilidade dos equipamentos. Dario Liguti afirmou ainda, durante uma conferência de imprensa em Genebra, que os subprodutos das indústrias de petróleo e gás são essenciais para o setor dos minerais críticos: o enxofre é utilizado no processamento de minerais críticos, a nafta para refinação e o hélio é utilizado como refrigerante em semicondutores. Segundo a agência da ONU, cerca de 30% do enxofre mundial "passa pelo Estreito de Ormuz" e as indústrias estão a esgotar as reservas e a aumentar a produção noutras regiões. Liguti frisou que os minerais críticos desempenham um papel fundamental e "insubstituível em determinadas indústrias", mas, ao mesmo tempo, a extração ou refinação está concentrada em poucos países. O responsável recordou que as falhas estruturais também foram evidentes durante a pandemia de COVID-19. Negócios jng@negocios.pt Inês Santinhos Gonçalves inesgoncalves@negocios.pt Inês Santinhos Gonçalves inesgoncalves@negocios.pt Lusa Lusa [Additional Text]: Cargueiro passa pelo golfo Pérsico a caminho do estreito de Ormuz. Muram em teerão com o atual e antigo líderes supremos do Irão. Negócios