BRAGA - UMA NOVA ERA
2026-04-24 21:06:03

MUZEU é apontado como “exemplo de responsabilidade social da riqueza” 0 PRESIDENTE DA REPÚBLICA apelou à “responsabilidade social da riqueza” durante a inauguração do MUZEU E Pensamento e Arte Contemporânea dst, considerando 0 novo espaço como um exemplo da devolução de valor à comunidade através da arte. CULTURA O Presidente da República esteve ontem em Braga na inauguração oficial do MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea dst. António José Seguro começou por agradecer aos criadores pelo que proporcionam de cultura, de prazer e de fruição a esta cidade e, a partir desta cidade, a todo o país e ao mundo”, e apontou o MUZEU como um exemplo da responsabilidade social da riqueza” , defendendo a devolução à comunidade de bens culturais como um princípio fundamental das democracias. Sabemos desde o princípio dos tempos que a arte faz parte da nossa vida emnrestando 11m sentido ou mostrando uma falta de sentido”, afirmou, acrescentando que O MUZEU constitui um desafio notável e um espaço aberto a todos os que procuram “arte, consolação, alegria, beleza e companhia”. Na sua intervenção, o Presi-dente evocou ainda o pensamento do cardeal Tolentino Mendonça, referindo que “ o encontro com a beleza é tão decisivo que há um antes e um depois”, sublinhando o impacto transformador da arte. Reforçou também a importância do mecenato cultural, defendendo que este deve ser encarado não apenas como um instrumento, mas como um dever e uma obrigação moral”. Também presente na inauguraçãO, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, destacou o papel do empresário José Teixeira, presidente do dstgroup e fundador do MUZEU, elogiando a sua visão e capacidade de concretizar projectos ambiciosos. “José Teixeira está sempre à procura do impossível”, afirmou o governante, descrevendo-o como um exemplo de empresário que procura devolver à sociedade aquilo que dela recebe”. Para o ministro, a criação do MUZEU evidencia o contributo essencial da iniciativa privada para as áreas da educação e da cultura. Fernando Alexandre salientou ainda o impacto do novo espaço na formacão das gerações mais jovens, antecipando uma forte ligação às escolas. “Imagino aqui diariamente alunos de todos os níveis de ensino. Esta é uma dimensão fundamental da educação”, afirmou, considerando o MUZEU uma mais-valia para a cidade e para o país. João Rodrigues na inauguração do MUZEU “Braga afirma-se como uma cidade com alma” CULTURA Libânia Pereira O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, afirmou que a inauguração do MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst representa mais do que a abertura de um novo espaço cultural, sendo antes encarada como a afirmação de uma ideia” sobre o futuro da cidade. Durante a cerimónia, o autarca sublinhou que este é um momento que “vale sobretudo por aquilo que anuncia”, destacando a ambição de Braga em afirmarse como uma cidade que alia tradição e contemporaneidade. “Braga é uma cidade com passado, mas não presa ao passado. Respeita a memória, mas não tem medo da contemporaneidade”, afirmou, considerando que a maturidade de uma cidade se mede pela capacidade de dialogar com o seu tempo sem abdicar da sua identidade. João Rodrigues defendeu que a cultura deve ser encarada como parte essencial do desenvolvimento colectivo, rejeitando a ideia de que seja um elemento acessório. “ A cultura não é um luxo, nem um adorno. ê parte do essencial”, afirmou, sublinhando o seu papel na formação de cidadãos mais críticos, livres e conscientes. Para o autarca, os museus desempenham uma função central nesse processo, ao criarem espaços de reflexão e questionamento. “Um museu é um lugar onde uma cidade conversa consigo própria”, disse, apontando o MUZEU como um contributo relevante para enriquecer a vida cultural e intelectual da cidade. Na sua intervenção, destacou ainda o papel do fundador do dstgroup, José Teixeira, elogiando a decisão de colocar ao serviço da comunidade uma colecção construída ao longo de décadas. Há escolhas que produzem retorno e há escolhas que produzem legado”, afirmou. Um espaço de transformação e escuta que nasce de um “dever social” NO MOMENTO INAUGURAL, José Teixeira afirmou que 0 MUZEU nasce de um “dever social” apontando 0 potencial da cultura enquanto motor de transformação social. Helena Mendes Pereira fala num espaço de escuta capaz de convocar todas as tribos. CULTURA Libânia Pereira José Teixeira, presidente do dstgroup e fundador do MUZEU, afirmou ontem que O MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst nasce de um dever social” e não apenas como um gesto de responsabilidade, defendendo o papel da cultura e da arte na construção de uma sociedade mais justa e consciente. Na sessão inaugural, que reuniu várias personalidades, entre elas o Presidente da República, António José Seguro, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, e o cardeal José Tolentino Mendonça, que benzeu o espaço, José Teixeira sublinhou que a educação, a formação e o conhecimento são a vara de Arquimedes”, apontando a cultura como suporte essencial ao desenvolvimento económico e social. o MUZEU é um lugar que escolhemos para partilhar com os outros o que nos faz bem. Não é apenas responsabilidade social, é um dever social”, afirmou, defendendo que a arte tem um papel transformador e até “ terapêutico”, capaz de provocar inquietação e ampliar a compreensão da realidade. O empresário destacou ainda a necessidade de integrar a cultura no universo empresarial, considerando que sem um ambiente cosmopolita, a economia defi-nha” e perde valor. Para José Teixeira, o investimento nas ar- tes é 1m nrocesso contín1o e colectivo, essencial para promover cidadãos mais livres, críticos e participativos. Já a curadora e diretora-geral do MUZEU, Helena Mendes Pereira, descreveu a inauguração como o dia mais importante” da sua carreira, defendendo um novo modelo de gestão cultural baseado na escuta e no diálogo. Este museu é um lugar de escuta activa, construído a partir de muitas vozes”, afirmou, destacando o contributo de artistas, curadores e parceiros na construção do projecto. Segundo Helena Mendes Pereira, o objectivo é que o MUZEU seja apropriado pela comunidade e funcione como plataforma de activismo social. A responsável sublinhou ainda a importância da representatividade no sector cultural, lembrando que apenas 21 % dos cargos de liderança em instituições culturais na União Europeia são ocupados por mulheres. “A luta pela representatividade nas artes será sempre minha”, afirmou, defendendo uma programação inclusiva e atenta à diversidade geográfica e de género. O MUZEU pretende afirmar-se como um espaço de vanguarda, cruzando arte contemporânea, pensamento crítico e participação cívica. Para Helena Mendes Pereira, os museus podem desempenhar um papel central na construção de cidades “mais cosmopolitas e nrooressivas” contribuindo para o desenvolvimento económico e social. Note-se que a cerimónia teve início na Praça do Município com uma actuação da Sociedade Musical de Pevidém, seguindose uma visita à exposição Sejamos realistas, exijamos o impossível , que ao longo de quatro pisos expositivos apresenta 100 obras de 96 artistas. Decorreu ainda uma actuação da Companhia Nacional de Bailado, e foi apresentado O Círculo das Contas de Ouro em Filigrana Conexões Históricas entre Bahia e Viana do Castelo , de RITA GT. MUZEU FOI INAUGURADO E ÉAPONTADO COMO "EXEMPLO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA RIQUEZA” PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA, ANTÓNIO JOSÉ SEGURO Pác João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, na inauguração do MUZEU DR Muzeu foi ontem inaugurado em Braga e abre-se uma nova era na cultura e na arte da capital do Minho ... A exposição inaugural Sejamos realistas, exijamos 0 impossível ficará patente até 23 de Outubro de 2027. Ao longo de quatro pisos expositivos com aproximadamente 3.000 m , apresenta mais de 100 obras de 96 artistas, 40 portugueses e 56 internacionais, provenientes da Colecção de Arte Contemporânea do dstgroup. Cerimónia incluiu visita à exposição Sejamos realistas, exijamos o impossível DR MUZEU foi benzido pelo Cardeal José Tolentino de Mendonça Libânia Pereira