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NOVA FASE DOS CHEQUES PARA COMPRAR CARROS ELÉTRICOS CHEGA ATÉ JUNHO, PROMETE A MINISTRA DO AMBIENTE

Expresso Online

2026-04-24 21:06:05

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, tinha prometido mais EUR20 milhões para elétricos até março, o que não se verificou. Prometeu agora que a nova fase de candidaturas avança até junho A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou esta sexta-feira no Parlamento a abertura de uma nova fase de candidaturas até junho para apoios à compra de veículos elétricos. Fazendo um balanço da atuação do Governo nas áreas que tutela, e das prioridades para 2026, a governante sublinhou como "medida emblemática o novo apoio à aquisição de veículos elétricos, um novo apoio que irá abrir em maio, ou junho, deste ano e que já está autorizado pelo Governo". No início do ano, a ministra tinha garantido que o novo aviso para carros elétricos abriria até ao final de março, o que não aconteceu. Graça Carvalho destacou ainda a criação da Agência para o Clima, a aprovação do Plano Nacional de Energia e Clima e o lançamento o mercado voluntário de carbono. "O que é que vamos fazer durante 2026? Operacionalizar o Fundo Social para o Clima, o roteiro da descarbonização da aviação, promovendo o Sustainable Aviation Pool, e a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas", disse Graça Carvalho. No que diz respeito ao apoio à aquisição de carros elétricos, em janeiro a ministra tinha prometido abrir durante o primeiro trimestre de 2026 uma nova fase de candidaturas para apoios à compra de veículos elétricos, com uma nova dotação de EUR20 milhões. Isto depois de 2025 ter encerrado com mais um aviso esgotado no espaço de poucas horas. No passado dia 29 de dezembro, foi publicado no Fundo Ambiental o último aviso do ano para incentivos à aquisição de veículos com emissões reduzidas, com uma dotação de EUR17,6 milhões. Este valor inclui os EUR9,6 milhões remanescentes de anteriores avisos de 2025 e o restante veio de verbas que foram realocadas de outros programas, pelo facto de não terem sido executadas. No total, a fatia do orçamento do Fundo Ambiental para 2025 dedicada a apoiar a compra de veículos de emissões nulas ascendeu a EUR22,5 milhões. Nessa última fase de candidaturas do ano passado, o Governo alargou os apoios a veículos de emissões reduzidas já adquiridos, desde que comprados novos a partir de 1 de janeiro de 2025. No entanto, ficaram excluídos os cheques para veículos ligeiros de mercadorias 100% elétricos, que "serão objeto de aviso próprio". Tal como nos anteriores, este novo aviso para 2026 manterá a exigência de abate de um automóvel a combustível fóssil com mais de 10 anos, bem como a majoração do apoio para as IPSS, autoridades de transportes e autarquias locais, já que as frotas de ligeiros de passageiros afetas a uso social têm uma utilização mais intensiva do que o habitual. Este será também o ano da criação do novo Fundo Social para o Clima , cujo programa já seguiu para Bruxelas, depois de ter estado em consulta pública -, que abarcará os apoios ao combate à pobreza energética, como o E-Lar e o Vale Eficiência, e também os vouchers para a compra de automóveis elétricos. "2026 será um ano para fazer as coisas que estão atrasadas. É uma grande prioridade aproveitar o fim do PRR, que ainda tem dinheiro, o Programa Operacional Sustentável e o Fundo Social do Clima. Os programas anteriores do Fundo Ambiental eram demasiados complexos e difíceis de executar, por isso foram simplificados. Vamos continuar com os cheques para veículos elétricos, porque é sempre do agrado de muita gente. Muito rapidamente teremos um novo concurso”, disse a ministra ao Expresso no início do ano. Questionada sobre datas, a governante disse que “já está pronta a resolução para nos dar autorização para o novo aviso” no valor de EUR20 milhões para carros elétricos, que será lançado “até março”, mantendo “as mesmas regras”. Bárbara Silva Jornalista [Additional Text]: A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a conferência de imprensa após a reunião na sede da Associação Portuguesa do Ambiente. Bárbara Silva