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PREÇO E MONTAGEM EM PORTUGAL: AS ARMAS DA SAAB PARA VENDER OS CAÇAS GRIPEN

Dinheiro Vivo

2026-04-24 21:06:09

Preço e montagem em Portugal: as armas da SAAB para vender os caças Gripen Aquece a luta pelo fornecimento de 27 caças a Portugal. A sueca SAAB diz que o seu JAS Gripen e é a plataforma que mais se adequa a Portugal. e aposta no modelo de cooperação “Made WITH Sweden”. Atecnologia pode ter mudado os conflitos modernos. As diferentes ameaças podem ter mudado a forma de fazer a guerra, tornando obsoletos por vezes da noite para o dia , sistemas de combate que antes tinha um período de vida de mais de uma dezena de anos. Mas continua a ser a logística e a capacidade de nuno.vinha@dn.pt ter disponível o equipamento que vão travar o inimigo a decidir o desfecho da guerra. Em resumo, é este o principal argumento da sueca SAAB quando se apresenta ao governo português como o possível fornecedor de uma frota de pelo menos 27 caças para substituir as esquadrilhas compostas pelos envelhecidos F-16. A pairar sobre quase todas as con-versas com responsáveis da marca sueca-no decorrer de uma visita de imprensa às instalações em Linkoping, sul da Suécia, esteve o F-35, o caça americano de 5a geração que parece ser o preferido das altas patentes da Força Aérea Portuguesa. O Gripen e é descrito como um caça da geração 4.5. Uma desvantagem? Johan Segertoft, vice-presidente da SAAB e chefe da unidade de negócio dos caças Gripen, diz que as designações “5a ou 6a geração” não passam de “conversa de marketing. “Se forem pesquisar, vão perceber que os parâmetros que definiam o que era 5a geração há dez anos mudaram e, hoje, já não são os mesmos. E ainda não encontrei uma única pessoa que consiga definir o que é a 6a geração”. “Escrever código pela manhã e voar na parte da tarde” A SAAB prefere destacar que o seu caça mais avançado, o JAS Gripen E, é mais barato ao longo de toda a sua vida útil (um terço da custo das concorrentes, dizem), o seu software pode ser atualizado no mesmo dia (em comparação com um prazo de meses de outros caças) e é mais fácil e rápido a rearmar e reabastecer. Em suma, está mais tempo a voar e a cumprir a 1missão designada-sobretudo policiamento aéreo e interceção. “o Gripen foi projetada especificamente para este tipo de missões, enquanto o F-35 é um ótimo avião, mas para outro tipo de missões.como ataques de infiltração , e com um tipo de apoio mais amplo”, sintetizou Jussi Halmetoja, piloto de testes da SAAB que apresentou as características do aparelho. Além de permitir atualizações mais frequentes de software em todos os seus sistemas, o Gripen e transporta módulos de guerra eletrónica avançados e um radar capaz de detectar antecipadamente ameaças ou alvos. E, diz Halmetoja, é capaz de dar um soco bastante potente, graças ao míssil europeu de longo alcance Meteor, capaz de atingir a mais de 100 quilómetros e com uma zona alargada em que O caça inimigo não é capaz de escapar. "E o melhor do mundo e os americanos também o querem incluir nas suas plataformas. Garante que neutralizamos o inimigo e que voltamos para casa”, sintetiza o piloto. O programa português para comprar a nova frota de caças para a Força Aérea envolve um valor estimado de 5 mil milhões de euros, partindo do princípio que a escolha vai recair nos americanos F-35. Tal como nas outras propostas, os suecos da SAAB acenam ao governo português com a possibilidade de um projeto industrial para a montagem de partes dos aparelhos, caso Portugal opte pelo Gripen E. Atualmente, o aparelho está a ser produzido na Suécia e no Brasil, um dos primeiros a aderir. Mas Portugal, através do uso das estruturas das OGMA e de parcerias com a Critical Software, poderia acolher a submontagem de componentes e estrutura. “Claro que um acordo para fazer a Manutenção, Reparaçãoe Operação (MRO) nas OGMA depende de Portugal ter ou não uma frota” de Gripes, precisou um dos responsáveis da SAAB. Em pleno chão de fábrica em Linkoping, onde, em plano de fundo, três técnicos da SAAB montam um Gripen e para a Força Aérea Suecan, Johan Segertoft põe em cima da mesa a possibilidade de Portugal até poder vir a acolher a “montagem final dos caças”. "E claro que isso dependeria do número de caças que o vosso país se comprometesse a adquirir”, diz o »vice-presidente O Brasil comprou 28 caças Gripen E e oito Gripen F (para treino, com dois lugares). Isso não quer dizer que Portugal poderia fazer a montagem final o que significa um investimento substancial da SAAB numa fábrica para deixá-la capaz de entregar aparelhos completamente prontos para entrega à sua força aérea oua outros clientes com uma encomenda semelhante. E que O Brasil foi um dos primeiros países a aderir ao programa e aporta parcerias com a Embraer ao projeto conjunto. SAAB em conversas com a Marinha para míssil RBS-15 A marca sueca revelou ainda que está em conversações com a Marinha Portuguesa para equipar as fragatas da classe Vasco da Gama com os mísseis RBS-15, uma munição inteligente com uma ogiva explosiva de 200 quilos, capaz de atingir e afundar navios ou instalações em terra. O míssil pode ser lançado de plataformas móveis terrestres, de navios ou dos caças Gripen E. “Um ataque coordenado deste tipo é capaz de arruinar o dia de qualquer um”, disse o responsável pelo projeto dos RBS-15, o norte-americano John Belanger. O jornalista do DN viajou à Suécia a convite da SAAB 27 caças da Saab poderão estar a caminho de Portugal A marca sueca revelou ainda que está em conversações com a Marinha Portuguesa para equipar as fragatas da classe Vasco da Gama com os mísseis RBS-15. NUNO VINHA