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MUZEU NASCE PARA AJUDAR A PENSAR, AGIR E DIVERTIR

Diário do Minho

2026-04-25 08:05:04

Braga e o país ganham MUZEU holístico para ajudar a pensar, a agir e a divertir Está oficialmente inaugurado o MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst, um espaço holístico que ajuda a pensar a cultura, a formar pensamento crítico, a agir socialmente e a divertir. A cerimónia inaugural decorreu ontem à tarde, na presença, entre outros, do Presidente da República Portuguesa, do “ministro” da Cultura do Vaticano, o cardeal português, D. José Tolentino Mendonça; o presidente da Câmara Municipal de Braga, o anfitrião, José Teixeira, CEO do dstgroup e fundador do MUZEU, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, além de uma luxuosa plêiade de homens e mulheres da cultura e da arte, que fzi eram questão de marcar presença numa tarde «feliz» para Braga. O MUZEU está instalado no antigo Tribunal Judicial de Braga, resultado de um projeto de reabilitação assinado pelo arquiteto Carvalho Araújo. A receção às personalidades e artistas convidados foi feita ao som da música da Sociedade Musical de Pevidém, Guimarães, que interpretou músicas de Abril, em sintonia com o MUZEU, que também evoca Abril, com o progra-ma “Abrir Abril”. O Presidente da República António José Seguro foi recebido por populares com aplausos e fez questão de se dirigir e cumprimentar não só os músicos como as pessoas, num gesto de proximidade. «Tenho Braga no coração», confessou. A entrada para o MUZEU foi feita pela porta principal, na Praça do Município e foi José Pedro Croft, autor da porta, também ela cheia de simbolismo, quem deu as explicações. Revelou que a porta é inspirada na deusa “Janus”, conhecida por ter duas faces: uma a olhar para o passado e outra para o futuro. Já no interior, após o descerramento da placa que perpetua o dia 23 de abril de 2026, Helena Mendes Pereira, curadora do MUZEU e da Exposição; e José Teixeira guiaram os convidados para cinco pisos de arte e de artistas. A bênção esteve a cargo do Cardeal D. José Tolentino Mendonça, Prefeito do Dicastério para a Cul-tura e a Educação no Vaticano, também ele um pensador e poeta. Aliás, além de ter um pequeno espaço no MUZEU, foi citado mais do que uma vez nos discursos, incluindo pelo Presidente da República, António José Seguro. «O MUZEU tem como missão a promoção do pensamento crítico e do ativismo social, tendo como ponto de partida a organização de ciclos de programação focados na arte contemporânea e, em particular, nas coleções do dstgroup e de José Teixeira. Será um espaço democrático, com capacidade prospetiva, e terá a missão de influenciar quem elege nas escolhas de uma vida boa para todos. O MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst pretende afri mar-se como a Ágora da Pólis contemporânea por excelência, sendo igualmente a voz pública do dstgroup da sua escola e dos seus valores estruturais. Valorizando a atividade dos artistas e dos intelectuais, seremos um motor da transformação do mundo num lugar mais livre, justo e belo», pode ler--se na prospeto. «Tem como objetivo estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea da instituição, procurando promover o gosto pela arte e cultura de forma mais abrangente, e dessa forma, influenciar positivamente os decisores para a promoção de uma vida mais justa e feliz para todos». José Teixeira lembrou a insistência da empresa na arte no pensamento cultural, com inspiração no padre António Vieira, sobre «pescar pescadores». Em todos os discursos houve um denominador comum: Braga e o país ficaram mais ricos com um museu que tem uma dimensão holística, que vai ajudar a pensar, a agir em termos cívicos, a inquietar-se, como só a arte sabe, além da dimensão da diversão. JOSÉ TEIXEIRA, HELENA PEREIRA, DA DST; E PRESIDENTES DA REPÚBLICA E DA CÂMARA INTERVIERAM José Teixeira e dst são «exemplos» a seguir na cultura e na responsabilidade social Francisco de Assis Na sessão protocolar de inauguração do MUZEU Pensamento e Arte Contemporânea dst intervieram José Teixeira, CEO da dstgroup e fundador do espaço museológico; Helena Mendes Pereira, curadora da exposição e diretora do MUZEU; o Presidente da República António José Seguro; o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues e o ministro da Educação. José Teixeira e a dst foram dados como exemplos a seguir. Durante a inauguração houve espaço para dança contemporânea, com a Companhia Nacional de Bailado; performance “O Círculo das Contas de Ouro em Filigrana , Conexões Históricas entre Bahia e Viana do Castelo”; poesia, além da visita e explicação da exposição “Sejamos realistas, exijamos o impossível”. O MUZEU é um investimento de 40 milhões de euros. Apesar de todos terem elogiado a aposta constante e consistente na arte, na cultura e na formação, nas intervenções de ontem, pouco ou nada se falou no dinheiro, preferin-do valorizar o bem que esta infraestrutura cultural traz para Braga, para o país e para o mundo. Afni al, além de um extraordinário acervo artístico que José Teixeira coloca à disposição de todos, o MUZEU é também uma escola, um espaço de pensamento. Na sua intervenção, António José Seguro confidenciou, em jeito de brincadeira, que quando Helena Pereira o convidou para inaugurar o MUZEU, ainda em campanha, esforçou-se ainda mais para vencer as eleições para poder estar ontem em Braga. Seguro elogiou a «partilha» por parte de José Teixeira e sublinhou que este é um exemplo que representa bem a responsabilidade social da riqueza. Ou seja, a devolução à comunidade de um bem que não pode estar encerrado e que deve destinar-se à fruição de todos como um alimento espiritual, um alimento de inquietação e de alento», referiu. O Presidente da República entende que este é um exemplo «que deve frutificar», não só nas artes, mas também noutras áreas, como a proteção do património, o incentivo à leitura, aos leitores e aos autores e a inovação arqui-tetónica», disse, frisando que «sem cultura, o mundo fica ainda mais turbulento e ingovernável». Quanto ao anfitrião, estava, uma vez mais empolgado com a inauguração de um espaço que tem muito de familiar mas também de empresarial. Por isso, fez questão de agradecer aos familiares, incluindo o pai e a mãe. Uma vez mais, citou Victor Hugo que dizia que pior, no sentido de ser mais perigosa que a pobreza, é a ignorância, para apostar na formação, na arte e na cultura. «No Grupo dst, gostamos que a vida não seja feita de sombras projetadas a partir da realidade. É por isso que nos servimos a partir da arquitetura, da arte, da literatura, da poesia, da música ou da fotografia», disse José Teixeira. Por seu turno, o presidente da Câmara de Braga também não poupou os elogios a esta nova infraestrutura cultural de Braga. «Braga é uma cidade que respeita a memória, mas que não tem medo da contemporaneidade. E este talvez seja um dos sinais mais felizes de maturidade de uma cidade: saber que a força da sua história não a obriga a virar costas ao novo, pelo contrário, por força da experiência atenta dessa mesma história, dá-lhe confiança para dialogar com o seu tempo», disse. Para João Rodrigues, as cidades verdadeiramente grandes são aquelas que conseguem fazer essa síntese difícil «Guardam o que importa, transformam o que é necessário. E abrem espaço ao que pode tornar a vida coletiva mais rica, mais livre e mais exigente. E é isso que hoje celebramos.com a inauguração do MUZEU, celebramos uma Braga que quer continuar a crescer, sim, mas a crescer com al-ma. Uma Braga que quer ser mais forte, mas também mais profunda». O ministro da Educação também não escondeu a satisfação pelo momento, considerando que ontem foi uma das tardes «mais felizes» desde que está no governo. Fernando Alexandre classificou o MUZEU como uma «instituição magnífica», referiu que, além das igrejas. Braga passa a ter mais um espaço de visita obrigatória. «Vai permitir que Braga seja uma cidade mais rica, a ter um espaço único, que cria, de facto, igualdade de oportunidades para muitas crianças. Imagino que vamos ter aqui todos os dias muitos alunos, desde o pré-escolar até ao secundário, até à universidade, a passar por estas salas. E é uma dimensão fundamental da formação, da educação». Helena Mendes Pereira era uma diretora feliz por poder oferecer um MUZEU como este à cidade e ao País. E elogiou o papel das mulheres na arte. De referir que hoje o MUZEU é para os trabalhadores da dst e, a partir de amanhã, é para o público em geral. BRAGA / P. 03-04 ELOGIOS Presidente da República elogiou José Teixeira e a dst FELICIDADE Ministro da Educação fala numa tarde muito feliz Presidente da República e CEO da dstgroup descerraram a placa de inauguração do MUZEU Além das personalidades políticas, um grande número de artistas marcou presença na sessão inaugural O secretário de Estado da Cultura também esteve na inauguração A bênção do MUZEU foi feita pelo Cardeal D. José Tolentino Mendonça, também ele poeta e pensador Sessão contou com espetáculo que ligou Brasil a Viana do Castelo José Teixeira é o fundador e principal rosto do MUZEU da dst Francisco de Assis