PEUGEOT ANTECIPA OS SEUS FUTUROS TOPOS DE GAMA
2026-04-25 21:05:33

A Peugeot surpreendeu no Salão de Pequim ao revelar dois concepts que mostram que ainda há um futuro para a marca no mercado chinês. O Salão de Pequim 2026 abriu portas esta semana e uma das maiores surpresas acabou por vir da francesa Peugeot. Se o futuro da marca na China parecia estar em dúvida nos últimos anos, a revelação de dois protótipos em Pequim mostra renovada ambição em vingar no maior mercado do mundo. Os dois protótipos revelados são mais que exercícios de estilo, pois antecipam futuros modelos de produção. Pensados para a China e feitos na China - em colaboração com a parceira Dongfeng -, mas o mercado de exportação também está nos planos da Peugeot para estes modelos. Visões para o futuro Chamam-se Concept 6 e Concept 8 e prevêem dois novos topos de gama para a Peugeot, o primeiro a prever uma futura berlina e o segundo um SUV posicionado acima do 5008. A marca continua a falar de inspiração “felina”, algo recorrente na linguagem visual da Peugeot, para definir alguns dos elementos mais marcantes destes protótipos, como as novas assinaturas luminosas, tanto à frente como atrás. Temos três faixas finas horizontais em LED, como se fossem garras de leão, que evoluem o tema visto no concept Polygon - protótipo que já pudemos “conduzir” - que dão ao par uma atitude bastante dinâmica e até agressiva. O Peugeot Concept 6 apresenta uma silhueta de shooting brake e demarca-se pelas proporções exageradas e superfícies depuradas, mas de modelação expressiva, criando zonas de forte contraste luz-sombra. O Concept 8 não vai tão longe nas proporções e superfícies, mas recorre à mesma estética ao qual junta uma imagem mais robusta, como se quer num SUV. Como seria de esperar, para mais na China, tanto o Concept 6 como o Concept 8 são 100% elétricos. China no centro da estratégia A apresentação destes dois protótipos não se deu no Salão de Pequim por acaso. A Peugeot quer ter na China um dos seus mercados estratégicos. O mercado chinês já chegou a ter um peso importante nas contas da marca francesa: na década passada, chegou a ter um pico de quase 400 mil carros num ano. Nos últimos anos, as vendas ficaram mais de 10 vezes abaixo desse registo. Parte do problema para a queda da Peugeot na China esteve na relação com a Dongfeng, que se deteriorou ainda com Carlos Tavares à frente da Stellantis. O grupo chegou a vender ativos (fábricas) e parecia que a saída do maior mercado do mundo seria uma questão de tempo. Agora, a Peugeot volta a apostar no mercado chinês, mas com um modelo de negócio semelhante ao que estamos a ver na Volkswagen. Isto significa que se vai apoiar nas tecnologias do parceiro local (eletrificação e software), para conseguir um produto mais competitivo e adequado às exigências do cliente chinês. Só que, ao contrário do construtor alemão, a Peugeot afirmou que tem intenção de exportar esta nova geração de modelos, ficando por saber se também incluirá a Europa. As versões de produção dos Peugeot Concept 6 e Concept 8, previstas para 2027, vão ser fabricadas em Wuhan, onde está a fábrica da Dongfeng. Miguel Nascimento