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CATL APONTA AOS 1.500 KM DE AUTONOMIA COM NOVA BATERIA

Weletric Online

2026-04-25 21:05:33

A CATL, fabricante chinês de baterias para veículos elétricos, apresentou uma nova geração de tecnologias que promete alterar o ritmo de evolução do setor, com ganhos simultâneos em autonomia e tempos de carregamento. Bateria Qilin Entre os anúncios feitos em Pequim, a empresa destacou uma evolução da bateria Qilin, agora com tecnologia semi-sólida, que poderá permitir a um automóvel atingir até 1.500 quilómetros de autonomia com uma única carga. Trata-se de um salto face à geração anterior, que se ficava por cerca de 1.000 quilómetros, segundo dados avançados pelo próprio fabricante. No caso da bateria semi-sólida da linha Qilin, a densidade energética anunciada ronda os 350 Wh/kg, um valor significativamente acima das baterias LFP convencionais e superior às atuais baterias de iões de lítio mais comuns. Este ganho permite aumentar a autonomia ou, em alternativa, reduzir o peso do sistema de baterias para a mesma distância percorrida. Bateria Shenxing Em paralelo, a CATL revelou a terceira geração da bateria Shenxing, baseada em química LFP (fosfato de ferro-lítio), com capacidade de carregamento ultrarrápido. De acordo com a empresa, esta bateria consegue passar de 10% para 98% em cerca de seis minutos e meio, sendo possível atingir 80% em menos de quatro minutos. Em condições de frio extremo, na ordem dos -30°C, o mesmo carregamento pode ser realizado em menos de 10 minutos. Os números colocam a CATL à frente da rival BYD no que toca à velocidade de carregamento. A bateria Blade mais recente do fabricante chinês BYD necessita de cerca de nove minutos para passar de 10% a 97%, segundo dados divulgados em março. A disputa entre CATL e BYD não é irrelevante: as duas empresas representam, em conjunto, mais de metade do mercado global de baterias para veículos elétricos e têm intensificado o investimento em investigação e desenvolvimento, com foco na química das células e nos processos de fabrico. Durante a apresentação, o fundador da CATL, Robin Zeng Yuqun, sublinhou o potencial ainda por explorar neste campo: “O limite da eletroquímica ainda está longe de ser atingido e as possibilidades da ciência dos materiais estão longe de se esgotar”. A estratégia passa por responder a três dos principais obstáculos à adoção dos veículos elétricos: autonomia em longas distâncias, tempo de carregamento e desempenho em temperaturas extremas. A empresa afirma que as novas soluções procuram reduzir a frequência de carregamento e aproximar a experiência de utilização da de um veículo com motor de combustão. Produção em massa de baterias de iões de sódio A CATL adiantou ainda que pretende iniciar ainda em 2026 a produção em massa de baterias de iões de sódio, uma tecnologia que poderá reduzir a dependência de matérias-primas críticas como o lítio, o cobalto e o níquel. Estas baterias apresentam vantagens em cenários de temperaturas extremas e custos potencialmente mais baixos, ainda que com menor densidade energética, atualmente na ordem dos 175 Wh/kg. Em paralelo a CATL anunciou planos para construir até 100 mil estações de carregamento e troca de baterias até 2028, em parceria com fabricantes automóveis chineses, com o objetivo de integrar estas soluções no sistema elétrico do país. Os anúncios surgem antes do Salão Automóvel de Pequim, onde deverão ser apresentados cerca de 1.400 novos modelos. Num contexto de descida dos custos das baterias e de aceleração tecnológica, a China continua a consolidar a sua posição dominante neste setor estratégico, tanto para a mobilidade elétrica como para o armazenamento de energia. A CATL tem registado um aumento do interesse por parte dos investidores. As ações da empresa cotadas em Hong Kong acumulam uma subida superior a 40% desde o início do ano e próxima de 140% nos últimos 12 meses. Welectric Welectric