SUV MAIS POTENTE DO MUNDO É ESTE ZEEKR 8X
2026-04-26 21:09:01

O Zeekr 8X não é elétrico, mas é híbrido plug-in. Na sua versão mais potente chega aos 1400 cv, fazendo deste o SUV mais potente do mundo O Zeekr 8X não é elétrico, mas é um SUV híbrido plug-in. Na sua versão mais potente chega aos 1400 cv, fazendo deste o SUV mais potente do mundo. A Zeekr não quer ser “só mais uma marca chinesa”. A marca está prestes a entrar em Portugal e posiciona-se como a divisão de tecnologia e de luxo da Geely (que detém a Volvo, Polestar e Lotus). A estratégia da marca em casa passa por dominar os segmentos de topo, sem competir pelo preço mais baixo. No Salão de Pequim revelou um argumento concreto nesse sentido: o 8X, um SUV híbrido plug-in de grandes dimensões, com mais de cinco metros de comprimento. Como se não bastasse, passa a ser também, juntamente com o 9X, o outro SUV da marca assente sobre a mesma base, mas maior e com três filas de assentos, o SUV mais potente do mundo. Mais potente que um Ferrari F80 O número que distingue o Zeekr 8X dos outros é a potência: 1400 cv ou 1030 kW. Nunca houve um SUV tão potente. Para o conseguir combina um 2,0 litros turbo e 279 cv de potência, com três motores elétricos: um dianteiro com 290 kW (394 cv) e dois traseiros, cada um com 370 kW (503 cv). Resulta em mais 200 cv que um Ferrari F80 e permite a este SUV enorme e pesado (2,8 toneladas) atingir os 100 km/h em menos de três segundos (2,96s para sermos precisos). É um exagero? Talvez. Para os que procuram algo mais modesto podem optar pelo Zeekr 8X de dois motores elétricos. Prescinde de um dos motores traseiros, com a potência máxima combinada a ficar-se por mais modestos 660 kW (897 cv). Continua a ser rápido: 3,7s no mesmo exercício dos 0-100 km/h. Arquitetura de 900 V Apesar de ser um híbrido plug-in, a sua arquitetura elétrica supera a de muitos 100% elétricos. Se os 800 V começam a tornar-se no novo padrão de referência para o segmento premium na Europa, o Zeekr 8X já chega aos 900 V, valor que começa a ser o novo normal nos segmentos mais elevados do mercado chinês. Assente na plataforma SEA-S Super Hybrid (uma evolução da Sustainable Experience Architecture do Grupo Geely), o Zeekr 8X tira partido dos 900 V para conseguir elevar o estado de carga da bateria dos 20% aos 80% em apenas nove minutos. E as baterias são são bastante grandes, equivalentes e até maiores que as de muitos 100% elétricos: 55 kWh ou 70 kWh. Em ciclo WLTP este colosso consegue entre 256 km e 328 km de autonomia elétrica, dependendo da bateria. Com o motor de combustão a entrar nas contas, a autonomia total combinada pode chegar aos 1205 km (WLTP). Mais tecnológico e luxuoso do que nunca Como seria de esperar neste topo de gama, o Zeekr 8X é um concentrado tecnológico: usa inteligência artificial para gerir em tempo real a suspensão pneumática de câmara dupla e as barras estabilizadoras ativas, e tem um novo assistente de voz que passa a poder atuar também sobre o chassis e não só sobre o infoentretenimento. No que respeita à assistência à condução conta com cinco LiDAR e ainda com visão noturna, apoiado num sistema de visão de infravermelhos. No que respeita ao conforto a bordo parece ter tudo o que podemos esperar. Desde poder ver filmes em Cinema 5D, onde os filmes podem ser sincronizados com o movimento dos bancos, luz ambiente, climatização e até fragrâncias, até ao sistema de som Naim com 29 altifalantes e 3868 W. Os bancos “gravidade zero” podem reclinar 137º e não falta um frigorífico com 9,5 litros. Só na China podia custar tão pouco O Zeekr 8X impressiona pelo que oferece e também pelo preço: está disponível a partir de 356 800 remimbi, cerca de 44,6 mil euros à taxa de câmbio atual. Mais ou menos o que custa um Tesla Model Y em Portugal. Não admira que este SUV gigante, luxuoso e muito potente, tenha recebido cerca de 10 mil encomendas 30 minutos após o seu lançamento no mercado. Vai começar por ser lançado na China, mas está previsto que chegue a mais mercados a partir do terceiro trimestre deste ano. Fica por confirmar se a Europa será um deles e se chegar, dificilmente será por menos de 45 mil euros. Mariana Teles