AYGO X 1.5 HÍBRIDO: A IMPORTÂNCIA DA SIGLA
2026-04-28 21:06:11

Neste Toyota Aygo as janelas abrem em compasso e a antena é de enroscar. Na frente, a motorização do X 1.5 Híbrido, que já conhecemos dos Yaris/Yaris Cross, está acoplada a uma transmissão CVT. Na traseira, a sigla GR Sport garante uma condução e interiores dignos de realce. FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com) Num automóvel que não chega aos quatro metros de comprimento (3.776 mm) e fica aquém dos dois metros na largura (1.740 mm), a altura passa um pouco o metro e meio (1.525 mm). No entanto e face às menores dimensões, quando comparado com outros modelos da marca japonesa, o sistema híbrido regista evidente importância nos valores de potência. Em termos nominais, o motor elétrico debita 88% da potência face ao três cilindros a gasolina de 1.490 cc, característica que em muito benficia as emissões e os consumos, mas ajuda a agravar a fiscalidade. Na bagageira a volumetria fica nos 231 litros. Nos números importantes e com mais um comprovativo da aberrante fiscalidade nacional, de um preço-base de 20.515,52 euros chega-se aos 29.056,94 euros depois de pagar impostos, taxas e despesas. Numa altura em que se discute a intervenção do Estado nos combustíveis, aqui fica mais um exemplo: ao preço-base de 5.125,20 euros de ISV aplicam 2.159,28 euros de IVA. Por outras palavras, num automóvel que emite 85 g de CO² (WLTP) 25% do custo são taxas e impostos num modelo que paga 148,22 euros de IUC. No capítulo dos acessos há diferenças notórias para os quatro lugares deste citadino. Com menores dimensões, ventilação mediante abertura dos vidros em compasso e sem comando elétrico, o acesso aos lugares traseiros e respetiva habitabilidade, são inferiores aos verificados para os assentos dianteiros, com diversos ajustes que incluem a altura. Para quem conduz, o ajuste do volante em altura, permite encontrar uma agradável posição de condução e boa leitura do painel de instrumentos, no qual se destacam as ajudas e apoios à condução, com destaque para o acelerador automático adaptativo, limitador de velocidade e travagem de emergência. Além destes sistemas e pela primeira vez, o Aygo X ostenta a sigla GR Sport que já conhecemos de outros modelos da gama. A específica taragem mola+amortecedor e barras estabilizadoras, em conjugação com a servo-assistência elétrica, concedem melhor dinâmica à condução e menor tendência para o rolamento da carroçaria. Para quem se sentar ao volante, existem duas escolhas em termos de modos de condução. Mediante um toque num botão na consola central, ficam disponíveis os “eco” ou “power”. Em qualquer um destes, é fácil perceber que este GR Sport tem características muito dinâmicas, com a aceleração dos 0-100 km/h abaixo do 10 segundos. Além das entusiasmantes acelerações (9,2 seg 0-100 km/h), as reprises evidenciam a eficácia do sistema híbrido, com este a contribuir para a frugalidade do 1.5 a gasolina de injeção direta, variação das quatro válvulas por cilindro e duplo veio de ressaltos. Um “cocktail” servido em transmissão de variação contínua “CVT” que garante facilidade na condução. Ao volante é preciso contar com a intervenção dos sistemas auxiliares e de apoio à condução, como a manutenção na faixa de rodagem, adaptação da velocidade em função dos sinais de trânsito, proteção de peões e ciclistas, entre outros. Ao volante e como ficou referido, as acelerações e reprises são entusiasmantes nesta versão GR Sport, mas o equilíbrio dinâmico conseguido através do sistema híbrido, merece destaque. A transmissão de variação contínua na posição B em conjugação com o sistema híbrido, proporcionam um considerável efeito de retardamento que, na maior parte das situações, evita a utilização do eficaz sistema de travagem, confiado a quatro discos. O conforto de rolamento é bom, mas a taragem das suspensões reage perante os pisos mais degradados, sendo esta percepção enfatizada por um baixo nível no conforto acústico. Por outras palavras, apesar de estar bem filtrado no capítulo das vibrações, o ruído do motor está muito presente no habitáculo, em especial nas acelerações e efeito “scooter” da transmissão CVT. Num breve contacto ao volante em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos 4,0 litros/100 km à média de 44,0 km/h. Carlos Sousa