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RENAULT TWINGO E-TECH - O REGRESSO DO ANO

Carros & Motores

2026-04-29 21:06:07

Mais pequeno, mais versátil e, ainda, mais fiel ao original que O R5, o novo Twingo consegue também um maior equilíbrio entre aquilo que oferece e o que custa. Fomos conduzi-lo em Ibiza e voltámos com a certeza de que os franceses acertaram na mouche. Chega em maio. Há automóveis que transcendem a sua condição para se tornarem parte do imaginário coletiVO. O Twingo original, lançado em 1992, é um desses casos: Alegre, colorido, muito prático, convidava os seus proprietários a “inventar um estilo de vida que combina-vacom ele” e vendeu mais de 4,1 milhões de unidades em 25 países. Depois, o segmento A desacelerou, abandonado por muitos fabricantes que não conseguiram conciliar preço competitivo, normas europeias e expectativas modernas. Porém, a Renault não desistiu. ? agora, em 2026, o Twingo está de volta. E não há como enganar: silhueta de quase monovolume, capot inclinado, “olhar” arqueado dos faróis FUll LED, grelha em forma de um sorriso subtil = tudo remete para a primeira geração. Apesar das proporções modernas com 3,79 metros de comprimento e 2,49 m de distância entre eixos, o novo modelo é só 13 cm mais curto do que irmão Renault 5. Também passa a ter cinco portas, o original só tinha duas, mas os bancos faziam uma cama de casal e o teto de enrolar em lona permitia descobrir quase todo o habitáculo. O teto de abrir sera presença mais do que provável numa posterior edição especial e a fórmula de modularidade mantém-se: os bancos traseiros (apenas dois) deslizam 17 cm individualmente, libertando mais mala OU privilegiando o espaço para as pernas; o encosto do passageiro dianteiro rebate (na versão Techno), para transportar objetos até dois metros, e a bagageira oferece até 360 litros mais do que muitos segmentos B. Há ainda 19 litros de arrumação espalhados pelo habitáculo e vários pontos de fixação YouClip para acessórios modulares, que conhecemos dos Dacia. Um pequeno apontamento prático: os vidros das portas traseiras só abrem em compasso , um clássico do segmento para poupar mecanismos e espaço. ECONOMIA SEM “POUPANçAS” De igual forma, não existem os acabamentos acolchoados nem a sofisticação tátil do Renault 5. Os plásticos rígidos estão em maioria, mas bem montados, com folgas controladas e um encaixe que não envergonha. Partes do tablier e das portas surgem pintadas na cor da carroçaria, trazendo a alegria visual que sempre caracterizou o modelo. Depois, os designers da marca do losango brincaram com as referências nostálgicas: o botão vermelho dos quatro piscas ganhou uma cai-xa transparente, o slogan original surge nos puxadores dos bancos traseiros e o tejadilho ostenta o novo “alfabeto Twingo” em relevo. Entramos, e um jingle de boas,vindas composto com Jean-Michel Jarre dá as boas-vindas. o toque de modernidade está, essencialmente, nos dois ecrãs digitais um painel de instrumentos de 7” com gráficos de estilo retro e um ecrã tátil central de 10”. Este último inclui o sistema OpenR Link com Google integrado, trazendo de série assistente Gemini, Google Maps e acesso a mais de 100 aplicações disponíveis no Google Play , uma estreia absoluta no segmento A. Para facilitar a vida a bordo, os comandos da climatização são três grandes botões muito fáceis de utilizar, importados do anterior Clio... CONDUçàO COM PATILHAS O volante é o mesmo do 5, com a alavanca da transmissão ancorada na coluna de direção e patilhas para ajustar a intensidade da travagem regenerativa em três níveis (mais o modo One Pedal). O Twingo E-Tech elétrico pesa cerca de 1.200 kg, uma leveza rara num elétrico. E isso sente-se em cada manobra. O motor de apenas 82 cv, números modestos no papel, impressiona pela prontidão: o binário está sempre ali, disponível, sem atrasos. Não é um foguete, mas é ágil e divertido. A direção é precisa, leve para a cidade, mas com peso progressivo suficiente para dar confiança em estrada aberta e garantir um comportamento em curva neutro, sem oscilações de carroçaria excessivas. A plataforma RGEV (a mesma do R5, mas com eixo traseiro de configuração mais simples, importado do Captur) revela-se bem-adaptada. Num pequeno elétrico urbano, também é frequente encontrar uma sensação artificial OU demasiado “mordente” no travão. No Twingo, a Renault acertou em cheio. O pedal é progressivo, natural, fácil de modular, com travagem suave no trânsito pára,arranca e, quando necessário, resposta firme com segurança. ECONOMIA E PREçO CANHâO Durante o nosso primeiro contacto em Ibiza, entre estradas sinuosas, troços rápidos e incursões urbanas, o computador de bordo registou valores na casa dos 11 kWh/100 km. Um número excelente, abaixo dos 12,2 kWh homologados pela marca.com a bateria LFP de 27,5 kWh, isto traduz-se numa autonomia realista muito próxima dos 263 km anunciados. Ou seja, o Twingo E-Tech elétrico pode não ter a qualidade, a autonomia OU as prestações do Renault 5, mas respira uma personalidade tão OU mais forte e, na utilização quotidiana, não lhe fica atrás.com uma modularidade exemplar e um raio de viragem de 9,8 metros, até se revela mais prático. Além do preço, significativamente mais baixo, a partir de 19.490 EUR. Um argumento de peso num segmento onde cada euro conta. D VITOR MENDES EFICI?NCIA NOS PORMENORES A Renault prestou atenção minuciosa à aerodinâmica do novo Twingo, um fator, obviamente, crucial para os consumos reduzidos que registámos (11 kWh/100 km). Graças ao capot inclinado e à carenagem sob o piso, o coeficiente de arrasto fica abaixo dos 0.30, mas era preciso fazer melhor. Caso das pequenas aletas nas luzes traseiras, um elemento que, por si só, garante mais 5 km de autonomia adicionais. A bateria LFP de 27,5 kWh (capacidade útil) não é refrigerada a água, mas dispõe de um sistema de pré-aquecimento para melhorar a eficiência de carregamento em corrente contínua (cc). E o Twingo também não tem bomba de calor. Em vez disso, utiliza um sistema de resistências que transmite o calor através de um circuito de água. Segundo a Renault, é a solução ideal (e mais económica) para um citadino, onde as deslocações são curtas; uma bomba de calor precisa de mais tempo para começar a ser verdadeiramente eficaz. FICHA TECNICA RENAULT TWINGO E-TECH TIPO DE MOTOR Elétrico, síncrono de íman permanente POTENCIA 82 CV(60 kW) BINàRIO MàXIMO 175 Nm TRANSMISSàO Dianteira, caixa de relação única BATERIA lões de lítio (LFP), 27,5 kWh AUTONOMIA (WLTP) 263 km TEMPO DE CARGA 4h05 6,6 kW CA (10-100%) 30 min. a 50 kW CC (10-80%) V. MàXIMA 130 km/h ACELERAçàO 12,1 s (0a 100 km/h) CONSUMO (WLTP) 12,2 kWh/100 km (misto) EMISSóES O g/km DIMENSóES (C/LA) 3.789/1.720/1.491 mm PNEUS JJANTES 195/60 R16 PESO 1.200 kg BAGAGEIRA 260-360-1.0101 PREçO 19.490 EUR LANçAMENTO Maio de 2026 Mantém o formato de “mini-monovolume” do Twingo original, mas cresceu 35 cm e ganhou duas portas traseiras V Os pequenos apêndices triangulares nos farolins traseiros valem mais 5 km de autonomia. PLâSTICOS RIGIDOS, MAS BEM MONTADOS. DESTAQUE PARA AS SUPERFICIES PINTADAS NA COR DA CARROçARIA Plásticos rígidos, mas bem montados. Destaque para as superfícies pintadas na cor da carroçaria. Os bancos traseiros independentes deslizam 17 cm sobre calhas. PAINEL DE INSTRUMENTOS DIGITAL E ECRâ TâTIL DE 10“ COM OPENR LINK, GOOGLE INTEGRADO E MAIS DE 100 APPS VÍTOR MENDES