PATENTES NA RECICLAGEM DE BATERIAS DISPARAM 42% AO ANO ´À BOLEIA´ DOS ELÉTRICOS
2026-04-29 21:06:07

GreenPoints Pontos essenciais deste artigo, sintetizados por IA. As patentes relacionadas com a reciclagem e reutilização de baterias cresceram 42% ao ano entre 2017 e 2023. Empresas asiáticas, lideradas pela Brunp, dominam a inovação na circularidade de baterias, representando 63% das patentes. A legislação na Europa e na China está a acelerar a inovação no armazenamento de energia e na gestão de baterias em fim de vida. Estima-se que 1,2 milhões de baterias de veículos elétricos atinjam o fim de vida em 2030, aumentando para 14 milhões em 2040. O estudo sugere que um ecossistema europeu robusto na circularidade de baterias pode ser desenvolvido com apoio político adequado. Espaço reservado para publicidade GreenSpeaker Ouça este artigo em versão áudio. As famílias internacionais de patentes (IPF) relacionadas com reciclagem e reutilização de baterias cresceram 42% ao ano entre 2017 e 2023, acompanhando os desafios no acesso a matérias-primas críticas e a segurança energética, revela um estudo. O documento, publicado hoje pela Organização Europeia de Patentes (OEP) e pela Agência Internacional de Energia (AIE), indica que as empresas asiáticas lideraram a inovação na circularidade de baterias em 2023, representando 63% das famílias internacionais de patentes (conjunto de patentes depositadas em diferentes países para proteger um invento). A maior penetração de veículos elétricos a nível global, assim como a legislação na Europa e na China que responsabiliza as empresas pelas baterias em fim de vida, tem contribuído para acelerar a inovação no armazenamento de energia e, sobretudo, na circularidade de baterias. De acordo com o estudo, mais de um em cada quatro automóveis vendidos em 2025 foi um veículo elétrico, dependente de baterias de iões de lítio ou de uma outra tecnologia de acumulação de energia. Estima-se, por isso, que cerca de 1,2 milhões de baterias de veículos elétricos poderão atingir o fim de vida em 2030, e mais 14 milhões em 2040. Como as cadeias de abastecimento de minerais e de componentes para baterias estão “altamente concentradas”, a análise das duas entidades internacionais avança que “as tecnologias de circularidade das baterias, incluindo reciclagem, reutilização em veículos e reaproveitamento para novas aplicações, podem ajudar a responder a estes desafios”. O estudo, baseado nos dados de patentes da OEP e na análise especializada da AIE, identifica os principais países que registam mais patentes, os principais requerentes de patentes e as categorias tecnológicas-chave. A ferramenta Deep Tech Finder da OEP foi também atualizada com os perfis de quase 60 startups e universidades europeias que procuraram a proteção de patentes para inventos nestas áreas desde 2006. Até 2019, empresas japonesas e coreanas, como a Toyota, LG e Sumitomo, dominavam o setor, mas foram entretanto ultrapassadas pela chinesa Brunp, ajudando a aumentar a quota da China de 5% em 2013 para 29% em 2023. Na Europa, empresas e institutos de investigação representam cerca de 20% das famílias internacionais de patentes, com foco na recolha e transformação de baterias usadas em matérias-primas para novas baterias. “Com apoio político direcionado ao nível da UE, esta atividade poderá constituir a base de um ecossistema europeu robusto na circularidade das baterias”, de acordo com o estudo. Citado num comunicado de imprensa, o presidente da OEP, António Campinos, afirmou que “a inovação nas tecnologias de circularidade das baterias é essencial para assegurar recursos, reforçar a competitividade e reduzir o impacto ambiental”. Segundo o responsável, “a Europa reúne muitos destes elementos, com um ecossistema de inovação diversificado e iniciativas políticas que proporcionam uma base sólida para o desenvolvimento de cadeias de valor circulares das baterias”. Por sua vez, Fatih Birol, diretor executivo da AIE, considerou que as baterias se “tornaram um pilar da segurança energética e da competitividade industrial, mas o seu pleno valor só será concretizado se os países desenvolverem sistemas circulares robustos em torno delas”. Inscreva-se já: VII Conferência Green Savers - ESG: o superpoder das empresas | 27 de maio, Auditório Carlos Paredes, Lisboa [Additional Text]: GreenPoints GreenSpeaker