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SETOR DA DEFESA PORTUGUÊS DESTACADO EM ENCONTRO EUROPEU EM CASCAIS

Conta Lá Online

2026-04-30 21:05:58

O presidente da Associação Europeia de Indústrias Aeroespaciais e de Defesa destacou a força do setor português e o seu potencial de crescimento. Empresas como a OGMA e a Critical Software são apontadas como exemplos de capacidade tecnológica nacional. O presidente da Associação Europeia de Indústrias Aeroespaciais e de Defesa (ASD) considera, em entrevista à Lusa, que Portugal tem indústrias de defesa fortes e diz esperar que o conflito que envolve o Irão seja resolvido muito rapidamente. Micael Johansson esteve em Cascais na terça-feira, a propósito da ASD Convention 2026, num encontro que reuniu os principais players europeus do setor da Defesa, Segurança e Aeroespacial. "Tem indústrias de defesa fortes", afirma o presidente da ASD - Aerospace and Defence Industries Association of Europe, quando questionado sobre o papel que Portugal pode ter no setor. "Já estamos a colaborar com duas delas: a OGMA e a Critical Software e penso que podemos fazer mais, especialmente se houver mais colaborações entre a Suécia e Portugal nesta área", prossegue o responsável. O responsável sublinha ainda que Portugal tem "uma associação forte e muitas exportações", pelo que o país tem capacidade de assumir um papel no setor. "Claro, têm coisas a acrescentar e também tecnologia, e foi por isso que escolhemos a Critical Software, porque tem uma excelente tecnologia para apoiar o treino de pilotos", argumenta Micael Johansson. Portanto, "se avançarmos para uma colaboração mais profunda em caças, potencialmente no futuro, quando o processo começar no país, isso significaria muito" sobre o nível de envolvimento com a indústria portuguesa. Questionado sobre o impacto do fecho do estreito de Ormuz e do conflito com o Irão, Micael Johansson, que também é presidente executivo (CEO) da Saab, salienta que as companhias aéreas têm sofrido com isso, nomeadamente a abertura e fecho de rotas e a alta do preço dos combustíveis. "Depois há a questão de alguns materiais de que precisamos da região [do Médio Oriente] que também nos estão a afetar a longo prazo", bem como também o transporte de coisas que "normalmente passam pelo estreito" de Ormuz, aponta. "É preciso garantir que mantemos as linhas abertas em torno de tudo isto", toda esta situação "cria interrupções", o que "não é bom para a logística", lamenta. Portanto, "tem efeitos negativos" para o setor da aviação, mas "espero que isto seja resolvido muito rapidamente", remata. [Additional Text]: Europa vê potencial tecnológico nas empresas portuguesas Agência Lusa