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ABRIL É ABRIL | CRÓNICA DE ANA FREITAS (PODCAST)

Mais Ribatejo Online

2026-05-04 21:09:12

Crónica literária de Ana Freitas sobre o 25 de Abril, evocando liberdade, democracia e o legado da Revolução dos Cravos em Portugal Abril é Abril. Não há como esbater Abril. Abril. O dia de todas as liberdades. O dia primeiro e inteiro. De todas as esperanças. De todos os sonhos. Não há como esbater Abril. A liberdade bem inerente a todo o ser humano fez-se seu hino. E libertou-o da perversidade. Do jugo do algoz. Da servidão. Do sadismo dos vícios e perfídias sobre os que o serviam. E sobre crianças e jovens raparigas e rapazes. Abril fez-se rio que rompeu 48 anos de muita restrição sofrimento miséria. De muita coragem. E morte. Não há como esbater Abril. Abril correu mundo. Libertou os povos de África dos treze anos de guerras fratricidas. Injustas como todas as guerras. E do Portugal colonizador. Que milhares de jovens de cá e de lá matou. E milhares estropiou. Os soldados regressaram. As prisões abriram-se. Os exílios esvaziaram-se. Todos tornaram ao lar. Não há como esbater Abril. Abril escreveu a primeira Constituição Democrática da nossa História. Alfabetizou o povo português. E possibilitou que os seus filhos estudassem. E entrassem na universidade. Criou o Serviço Nacional de Saúde. A todos deu o direito de se cuidarem. O horário de trabalho. E regrou-o. O direito às férias. Remuneradas. Ao subsídio de Natal. Mil e tantas coisas imprescindíveis à dignidade do ser humano. Não há como esbater Abril. Abril é o nosso pátio comum. Onde não se está só. Porque a liberdade une. Onde Abril é mais Abril. Abril voltou à rua em todo o país. Milhares de pessoas de cravo na mão. Velhos. Novos. Crianças. Famílias. E sorriu cantou e gritou bem alto. Estou aqui. Quero viver. Em cada instante das vossas vidas. Abril sempre. Ana T. Freitas pub publicidade Ana T Freitas