RENAULT TWINGO E-TECH ELÉTRICO - CARRO DO ANO?
2026-05-04 21:09:12

Ao volante. No Renault Twingo E-Tech Elétrico posiciona-se, seguramente, entre os automóveis novos equipados apenas com motorizações elétricas esperados com mais expectativa. Conduzimos o citadino com 82 CV, cinco portas (o original, recorda-se, tinha 3) e quatro lugares proposto por menos de 20.000 EUR. O regresso do Twingo! A geração nova, a quarta, tem desenho que recorda muito a imagem do citadino de 1992, mas conta com tecnologia de 2026, uma vez que é proposto somente com motorização elétrica. No currículo do Renault, e somando os automóveis introduzidos em 2007 e 2014, ambos muito mc:1os bem-sucedidos comercialmente do que o primeiro o terceiro, recorda-se, foi desenvolvido com a Daimler e tinha a particularidade de partilhar a plataforma com o forfour da smart e apresentar motor traseiro e tração às rodas posteriores , cerca de 4,15 milhões de exemplares vendidos, 29.175 em Portugal. O Twingo novo não é apenas o terceiro ícone reinterpretado pela marca francesa antecederam-no o 5 eo 4, ambos em 2025 =, nem só o quinto elétrico no catálogo de fabricante comprometido com a produção de carros sem emissões de escape, por somar-se, também, ao Megane de 2022 e ao Scenic de 2024. Este carro, para a Renault, representa, sobretudo, o cumprimento de promessa: propor a tecnologia por menos de 20.000 EUR! E isto obrigou a astúcia, realizando parte muito importante do plano de desenvolvimento na China, remetendo o carregamento rápido (cc) da bateria para a lista de opcionais (Pack Advanced Charge, 500 EUR) e propondo versão Evolution (o ar condicionado é de comando manual e não tem sistema multimédia OpenR Link com Google integrado nem avatar Reno). Para o programa do Twingo E-Tech Elétrico, o Technocentre da Renault próximo de Paris, França, concentrou-se tanto na produção do caderno de encargos, como na conceção do desenho e da arquitetura eletrónica = a plataforma é a mesma AmpR Small do 5 e do 4, mas numa variante com menos centímetros em comprimento e entre eixos. Depois, centro de desenvolvimento e investigação da marca francesa na China, o ACDC, escolheu a bateria e o motor, e trabalhou nos acabamentos do exterior e do interior. Fê-lo no tempo recorde de 21 meses representa metade do tempo necessário na Europa! “o conhecimento técnico e tecnológico está concentrado na China”, reconhecem os responsáveis da Renault. Isto explica, também, a mudança nas preferências da marca, o que não sucedia desde o programa Zoe (2012), nomeadamente o recurso a motor de íman permanente em vez do rotor bobinado e a bateria com química do tipo LFP em vez de NMC (nos dois casos, opções novas mais baratas). A produção do Twingo mantém-se em Novo Mesto, Eslovénia, a unidade que fabrica o citadino desde 2007. Espaço e modularidade O Twingo E-Tech Elétrico mede 3,79 m de comprimento, menos 13 cm do que o 5 , as diferenças diminuem para apenas 5 cm nas distâncias entre eixos, com 2,49 m e 2,54 m, respetivamente. O painel de bordo tem apresentação robusto que quase renega o posicionamento do carro no segmento A. os bancos dianteiros possuem apoios mais do que suficientes, mas não são formidáveis em matéria de conforto, o volante tem regulações amplas, os plásticos coloridos beneficiam o ambiente a bordo e os monitores digitais transportam este citadino para a era da eletrificação. Critique-se apenas a insistência da Renault na manutenção de satélites a mais na coluna da direção, à direita (comandos da caixa, do limpa para-brisas e do som). Todavia, no interior do Twingo, muitos mais pontos positivos do que negativos. Por exemplo, a Renault mantém os comandos físicos para as funções utilizadas mais frequentemente (desativação dos alertas de condução, regulação da climatização e da recirculação de ar), ambos os monitores digitais são legíveis e existe gama de acessórios YouClip (uma “importação” da Dacial) para criar pontos de arrumação no habitáculo, que são necessários, devido às capacidades muito reduzidas tanto dos compartimentos nas portas, como do porta-luvas. O Twingo tem, também, o banco traseiro regulável longitudinalmente tão elogiado no carro de 1992 (e, agora, os assentos movem-se até 17 cm e de forma individual e não solidária, e também existem duas posições para a inclinação dos encostos). Em espaço e modularidade, no segmento A, não há melhor! A capacidade mínima da mala é de 260 a 360 litros, e há compartimento para a arrumação dos cabos de carregamento da bateria sob plataforma de carga dividida em duas partes. Por fim, o rebatimento do encosto do banco dianteiro do passageiro é proposto apenas na versão de topo Techno e os vidros nas portas traseiras são de abertura em compasso e não elétricos. Na cidade, peixe na água O Twingo, na cidade, é peixe na água! Direção suave, pedais do acelerador e travão muito fáceis de dosear, e versão Techno (21.090 EUR, mais 1600 EUR do que a Evolution) subfunção One-Pedal do sistema de regeneração de energia que pára o automóvel de forma autónoma (o programa tem quatro níveis, que selecionamos em patilhas no volante). Somam-se câmaras, radares e sensores que apoiam a condução e as manobras de estacionamento, e os 9,87 de diâmetro de viragem. Em Ibiza, Espanha, na primeira experiên-cia ao volante do Twingo novo, registámos, igualmente, notas positivas do comportamento em estrada. Na agilidade, citadino quase no patamar do 5, por beneficiar de direção direta e dianteira muito incisivo. O eixo traseiro de torção é o mesmo do Captur e não belisca nem o conforto, nem o prazer de condução. O carro de teste dispunha de jantes de 18 (opcionais) que não beneficiam a suavidade de rolamento em pisos irregulares. De série, rodas de 16" O Twingo é ágil e fácil de manobrar em cidade, mas não tem a mesma capacidade noutros ambientes rodoviários. O motor é reativo até aos 50 km/h, velocidade que atinge em menos de 4 s (a Renault reivindica 3,85 s), mas não consegue melhor do que 12,1 S no 0-100 km/h e também demora a atingir OS 130 km/h anunciados pela marca. Neste item, o 5, mesmo pesando mais 172 kg, supe-ra-o de forma clara! E a Renault, para propor carro tão leve (1,2 a 1,3 toneladas) poupou, por exemplo, nos isolamentos acústicos, o que significa mais ruído (aerodinâmicos e de rolamento) no habitáculo. Nada de grave, no entanto. Autonomia e carregamento O Twingo tem bateria com 30 kWh de capacidade nominal (27,5 kWh), o suficiente para a Renault reivindicar, para a versão menos bem equipada (Evolution), até 263 km de autonomia (na Techo, a homologação WLTP é de 252 km). Consumimos, em média, 14,1 kWh/100 km, o que permitiria percorrer cerca de 195 km. No dia a dia, suficiente. O sistema de carregamento é “simples”, sobretudo dispensando O Pack Advanced Charge para possibilidade de até 50 kW em corrente contínua (10%-80% em 0h30) e 11 kW em corrente alternada (10%-80% em 2h35). O carregador de bordo admite apenas 6,6 kW (10%-100% em 4h05), independentemente da potência nos postos públicos. Numa tomada doméstica de 2,3 kW, a operação 0%-100% demora 8h00, no mínimo nota: este cabo também é opcional e custa 300 EUR. O pacote proposto opcionalmente permite quer carregamentos rápidos, quer bidirecionais, facto que “abre a porta” à alimentação de equipamento elétricos externos com a energia na bateria do Twingo. Renault Twingo E-Tech Elétrico Regresso do segmento A O segmento A representa pouco mais de 4% nos registos de automóveis novos no mercado europeu, registo muito abaixo da quota de 25% que deteve na década de 1990, período que coincidiu com a época dourada da primeira geração do Twingo, mas a Renault acredita no potencial tanto do citadino elétrico, como da categoria. Dacia e Nissan, parceiras de consórcio, preparam derivados do carro que tivemos oportunidade de experimentar em Ibiza, Espanha, e que também serão fabricados em Nova Mesto, Eslovénia. A confiança da marca do losango assenta, principalmente, no facto de posicionar o Twingo abaixo da barreira dos 20.000 EUR. O facto torna-o num dos carros elétricos mais baratos produzidos na Europa, mesmo sem os incentivos e os supercréditos que a Comissão Europeia (CE) apresentou para os todos os automóveis com estas características fabricados na região. Segundo a Renault, a diminuição nas vendas de citadinos deveu-se, precisamente, à adoção de normas de proteção ambiental e segurança que acabaram tanto com as margens de lucro, como com a categoria. Renault e Twingo, como vemos no quadro que ilustra este texto, têm concorrência no segmento A tanto de marcas europeias, como de chinesas. A eletrificação do automóvel abre a porta à recuperação de categoria que estava quase moribunda. Este citadino tem rivais mais acessíveis e com autonomias maiores, mas nenhum tem tanta(s) história(s)! FICHA TeCNICA KHLSOIR MOTORIZAçâO Tipo Elétrico, síncrono, traseiro Potência 82 cv/60 kW Binário 175 Nm BATERIA Tipo/Tensão lões de lítio LFP/400 V Capacidade (nominal/útil) 30/27,5 kWh Carregamento de 10% a 100% 4h06 a 7,4 kW, 2h36 a 11 kW Carregamento de 10% a 80% 0h30 a 50 kW TRANSMISSâO Tração Dianteira Caixa de velocidades Automática de 1 vel. CHASSIS Suspensão P Ind. MacPherson Suspensão T Eixo de torção Travões F/T Discos ventilados/Discos Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/9,87 m DIMENSoES E CAPACIDADES Comprimento/Largura/Altura 3,789/1,720/1,491 m Distância entre eixos 2,493 m Mala 260/360-1000 litros Pneus F 225/55 R18 Pneus T 205/45 R18 Peso 1285 kg Relação peso/potência 15,6 kg/cv PRESTAçoES E CONSUMOS Velocidade máxima 130 km/h Aceleração 0-100 km/h 12,1s Consumo médio (WLTP) 12,2 kWh/100 km Autonomia (WLTP) 263 km PREçO (CLIENTE PARTICULAR) 21.090 EUR CONCORRENTES BYD Dolphin Citroên ê-C3 Dacia Spring Fiat Grande Leapmotor Surf Panda T03 Comprimento 3,99 m 4,01m 3,70 m 3,99 3 m 3,62 3 m Mala 308 litros 328 litros 290 litros 361 litros 210 litros Potência 88 cv 113 cv 70 cv 113 cv 95 cv Bateria 30 kWh 29,4 kWh 24,3 kWh 43,8 kWh 37,3 kWh Autonomia 220 km 215 km 221 ? km 320 km 265 5 km Preço 26.424 EUR 19.990 EUR* 16.900 EUR 25.000 dh EUR 18.500 ( EUR JOSÉ CAETANO