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NISSAN JUKE EV NA PRIMAVERA DE 2027 - SEMPRE DISRUPTIVO

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2026-05-04 21:09:13

O Juke é o segundo Nissan mais bem-sucedido na Europa, superando-o apenas Qashqai, e compete numa categoria importante para o sucesso da mudança de paradigma tecnológico dominante no automóvel. A marca, para participar nesta empreitada, prepara a terceira geração do carro que apresentou, originalmente, em 2010, que apenas contará com motorizações elétricas. Inspirado em estudo de 2023 (Hyper Punk Concept), Juke EV na primavera de 2027! Ivan Espinosa, o mexicano presidente e administrador-delegado da Nissan, deixou a Europa de fora dos mercados prioritários no programa estratégico novo da marca nipónica, que privilegia China, EUA ou Japão, e pressupõe, entre outras medidas, a redução do número de automóveis no portefólio, de 56 para 45, com abandono da produção dos carros menos competitivos e rentáveis, e o aumento da diversidade de motorizações em todas as gamas, de forma que os consumidores contem com mais opções. Espinosa anunciou-o no “Vision of Mobility Intelligence of Everyday Life”, no Japão, encontro em que o fabricante apresentou caminhos para o futuro. Neste encontro, o executivo também comunicou que 90% dos carros novos serão desenvolvidos e surgirão equipados com tecnologias de Inteligência Artificial (IA), com mais-valias financeiras e industriais, no primeiro caso, e na condução, na conectividade ou na segurança, no segundo. A não referência à Europa não significa que a Nissan atribua menos importância à região em que conta com atividade industrial importante e muitos clientes. Prova-o, por exemplo, a apresentação da terceira geração do Juke, que será fabricada em Inglaterra a partir do quarto trimestre do ano, mas surgirá no mercado somente na primavera de 2027. A marca, durante o evento, também mostrou o Rogue (X-Trail) novo, que conta com motorização híbrida Plug-In (PHEV) e-Power, automóvel para vender nos quatro cantos do mundo, o próximo Xterra para a América do Norte e o próximo Skyline, carro para posicionar no topo da gama, no mercado doméstico. Só motorizações elétricas O Juke, na terceira geração, apenas contará com motorizações elétricas, razão por detrás da utilização da plataforma CMF-EV da Aliança com a Renault, uma vez que esta arquitetura técnica (os franceses chamam-lhe AmpR Medium desde 20231...) é específica para automóveis com esta tecnologia de substituição dos motores de combustão. A marca do losango conta com esta base no Megane E-Tech Electric e no Scenic E-Tech Electric, a Nissan adotou-a para o Ariya e O Leaf novo. A AmpR Medium/CMF-EV é plataforma determinante para o sucesso da estratégia de eletrificação de Renault, Nissan e Mitsubishi, anunciando-se plano para utilizá-la em cerca de duas dezenas de automóveis até ao fim da década. O Juke Il (2019) assenta na CMF-B, a arquitetura do Clio v e do Captur Il, carros que competem no segmento B. Antecipa-se, por isso, que o Nissan novo tenha dimensões maiores, o que significa, também, o reposicionamento do carro na categoria acima (c), como concorrente de Ford Explorer, Kia EV3, Volkswagen ID.4 e Skoda Elroq, entre outros modelos. Todavia, nesta primeira comunicação (com imagensl...), a marca contou muito pouco, exceto a coexistência no catálogo com o Juke Il, que tem mecânicas a gasolina e motorizações híbridas, enquanto a procura for grande. A Nissan, com as duas primeiras gerações do “crossover, soma já mais de 1,5 milhões de vendas na Europa. ? confirma-se, também, a produção em Sunderland, Inglaterra, a terceira geração do Leaf, que tem formato próximo de Sport Utility Vehicle (SUV) e mede 4,530 m de comprimento e 2,690 m entre eixos. Neste automóvel, motor com 130 kW (177 cv) e bateria com 52 kWh de capacidade (até 445 km de autonomia), e motor com 160 kW (218 cv) e bateria com 77 kWh de capacidade (até 622 km) - o acumulador é da AESC Envision, empresa de origem japonesa comprada por chineses e que dispõe de unidade industrial no Reino Unido. A Nissan tem mais de 15 anos de experiência na produção de elétricos , a história teve início em 2010, com o Leaf, o que garantiu à marca uma posição de referência na eletrificação do automóvel (mais de 700.000 unidades vendidas, globalmente), estatuto que pretende proteger (e consolidar, se possível...), mesmo registando-se crescimento muito expressivo da concorrência, sobretudo com a entrada em cena dos fabricantes chineses. Na gama, proximamente, cinco carros: Ariya, Leaf, Juke, Micra e citadino “derivado” do Twingo E-Tech Electric da Renault soma-se, ainda, o comercial ligeiro Townstar. Desenho inspirado nos videojogos O Juke EV, conta-o a Nissan, tem carroçaria com superfícies poligonais inspiradas na mesma lógica por detrás da conceção gráfica dos videojogos. A ideia, dizem os “designers” da marca nipónica, foi criar automóvel com desenho capaz de seduzir geração nova de consumidores, mais jovens. O carro é apresentado como (muito) ágil e compacto “A Europa é importante para a nossa estratégia de eletrificação, por continuarmos empenhados num futuro 100% elétrico”, assegura Massimiliano Messina, o diretor da Nissan Europa. “Estamos a aumentar, rapidamente, a gama de carros com esta tecnologia, o que acelera a transição para a mobilidade sem emissões”, conclui. JOSÉ CAETANO