pressmedia logo

ALFA ROMEO GTV6 3.0, A VERSÃO ESPECIAL DE HOMOLOGAÇÃO DISPONÍVEL APENAS NA ÁFRICA DO SUL

Jornal dos Clássicos Online

2026-05-04 21:09:13

O Alfa Romeo Alfetta esteve em produção entre 1972 e 1987 e estava disponível com duas carroçarias, a Berlina de quatro portas e o coupé de duas, designado GT e GTV (com este último a entrar em produção apenas em 1974). O desenho do coupé esteve a cargo inicialmente de Giorgetto Giugiaro, na Italdesign, passando na fase final para o Centro Stile Alfa Romeo. O Alfetta GT foi lançado apenas com o motor de 1,8L de duas árvores de cames à cabeça e, em 1976, este motor foi descontinuado, sendo então substituído pelo Alfetta GT 1.6 e pelo Alfetta GTV 2.0. Em 1980, com o redesenho do modelo, o Alfetta GT 1.6 é descontinuado e o único modelo que permanece passa a ser conhecido apenas por GTV 2.0. No final do mesmo ano, aparece a versão de topo, o GTV6 2.5, equipado com o motor V6 de 2,5L de cilindrada do Alfa 6. Devido ao espaço necessário, o capot ganha uma bossa, para poder acomodar o sistema de admissão. Este sinfónico Busso V6 debita uma potência de 160cv às 5600rpm e 213Nm de binário às 4000rpm. O Alfa Romeo GTV foi também montado na África do Sul e neste mesmo mercado existiu uma versão especial de homologação para competição, o GTV6 3.0, antecedendo mesmo o motor V6 de 3,0L de cilindrada da própria Alfa Romeo que só viria a ser introduzido em 1987. Apenas 212 GTV6 3.0 foram produzidos entre 1984 e 1985, sendo que os últimos seis receberam injecção mecânica. Os Alfa Romeo GTV6 3.0 foram desenvolvidos em parceria entre a Alfa Romeo South Africa e a Autodelta, para competir em rivalidade com o BMW 535i que dominava as pistas no país, e foram montados na Auto Unique. O aumento da cilindrada foi conseguido devido ao incremento do curso e do diâmetro dos cilindros, com a injecção mecânica a ser substituída por seis carburadores Dell Orto, conseguindo atingir uma potência de 186cv às 6700rpm e 222Nm de binário. As relações da caixa ficaram mais curtas, mas ainda assim conseguia atingir os 224km/h de velocidade máxima. Exteriormente, a única alteração, além do emblema traseiro, é o capot construído em fibra de vidro, com uma boça ainda maior e uma entrada de ar NACA. Presente neste artigo está o fabuloso exemplar na posse do Franschhoek Motor Museum, que se encontra num excelente estado de conservação. Este GTV6 3.0 foi adquirido em novo pelo campeão de ralis local Serge Damseaux e agora está preservado em ambiente controlado no museu, sendo um dos cerca de 100 exemplares sobreviventes. Fotografias: Mikey Snelgar e Classic Driver