SIMPLES - SAÚDE E AMANHÃ DEPOIS...
2026-05-04 21:09:13

Entendamo-nos! Há vários anos qualquer profissional de saúde minimamente informado percebeu a indispensabilidade das carreiras para o SNS. Aliás, já antes do 25 de Abril, Miller Guerra pôs o dedo na ferida com o movimento das carreiras médicas. O que ja na altura era imprescindível e inquestionável para quem trabalhava nos hospitais e não so... E assim se fez... antes dos 25 de Abril!!! Acontece que os nossos governos dos últimos já largos anos não o entenderam ou não quiseram entender. As consequências, fáceis de prever, são conhecidas e acabaram por condicionar o que está à vista de todos. Ora... Não tenhamos qualquer dúvida que o SNS teria resolvido o problema caso não tivesse sido desprezado, ou pior combatido, pelos últimos governos PSD/PS. De facto, acabar e boicotar com as carreiras médicas e os respetivos concursos e manter ou diminuir significativamente os vencimentos só podia ter como reflexo a emigração em massa e/ /ou para além de uma "corrida às reformas” com transferência para a medicina privada. Sabemos que por cada 4 médicos formado, nas nossas universidades apenas um permanece no SNS Duas explicações ocorrem: , Completo desconhecimento por parte dos responsaveis governamentais e restantes acólitos particularmente do PS E PSD. . Privilegio do conceito de medicina privada nomeadamente hospitais privados PPP s e respectivas companhias de seguros Médico no sentido de beneficiar as estruturas que despontam e necessitam de técnicos de saúde. o exemplo e que exemplo - ai está! A solução passa, com certeza, por qualquer governo entender e assumir que as finanças não podem decidir em todas as áreas a seu bel prazer...governar não é ter as continhas certinhas para outros ficarem satisfeitos e nos darem palmadinhas nas costas... E não basta tentar apagar depois o fogo. Mais gestores PS/PSD a “gerir” o que não sabem por mais que invistam nas universidades de Verão? Não acredito. Todos sabemos que o dinheiro tem muita força mas também devíamos não esquecer que com a saúde não se brinca. Não tenhamos dúvidas que sem carreiras não voltaremos a ter um SNS que responda não só no dia a dia e como ficou provado todos os dias por maioria de razão em situações de emergência. E fico por aqui. Na estrutura de um verdadeiro SNS não há lugar para nomeações "superiores" como para gestorocracias político/partidárias. Tudo o resto é secundário e virá por arrasto necessariamente! E acabou! Prometo! Eurico Dias Gomes