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ANTIGA TÊXTIL DE GUIMARÃES VAI SER FÁBRICA DE SATÉLITES ÓTICOS

Minho Online (O)

2026-05-04 21:09:15

Cidade quer posicionar-se como "território estratégico" no setor aeroespacial Resumo - A primeira fábrica de satélites óticos de Portugal será instalada na antiga têxtil Fábrica do Alto, em Pevidém, Guimarães. O projeto resulta de uma parceria entre a Câmara de Guimarães e o CEiiA, com impacto na criação de emprego qualificado. A unidade irá dedicar-se à montagem, integração e teste de satélites, posicionando a cidade no setor aeroespacial. A reconversão da fábrica simboliza a transição da memória industrial para uma nova geração de indústria tecnológica e de inovação. O investimento integra-se no Guimarães Space Hub, reforçando um ecossistema que liga investigação, indústria e inovação. Resumo por IA | Revisto pela redação de O MINHO. A Câmara de Guimarães e o CEiiA , Centro de Engenharia e Desenvolvimento assinaram hoje o contrato de comodato para a instalação da primeira fábrica de satélites óticos do país na antiga Fábrica do Alto, em Pevidém. Em comunicado, o município diz que o contrato de comodato entre as duas entidades “marca o arranque formal da primeira fábrica de satélites óticos do país, a instalar na antiga Fábrica do Alto, onde já decorrem obras de reabilitação”, acrescentando que o “projeto posiciona Guimarães como território de referência na economia do espaço”. A autarquia conta que a “nova unidade será dedicada à montagem, integração e teste de satélites, com impacto direto na criação de emprego qualificado, na diversificação do tecido industrial e económico e no posicionamento de Guimarães como território estratégico no setor aeroespacial”. “O que assinámos hoje é muito mais do que um documento, é um compromisso estratégico com o futuro de Guimarães e dos vimaranenses”, assumiu o presidente da câmara, Ricardo Araújo, citado no comunicado, durante a cerimónia, que decorreu nos Paços do Concelho. Antes da sessão, foi realizada uma visita às futuras instalações, onde a antiga unidade industrial da Fábrica do Alto , têxtil João Ribeiro da Cunha, fundada em 1928 , está a ser reconvertida num centro tecnológico ligado ao setor aeroespacial, simbolizando a ligação entre a memória industrial de Pevidém e uma nova geração de indústria, assente na inovação, no conhecimento e na tecnologia. “Guimarães não quer ficar à margem dos setores que estão a redesenhar a economia e a soberania tecnológica do país e da Europa. Queremos estar na linha da frente”, disse o autarca, destacando a ambição do concelho em ganhar protagonismo num setor estratégico e de elevado valor acrescentado. O investimento integra-se na estratégia municipal para o desenvolvimento do setor aeroespacial, em articulação com o CEiiA, a Universidade do Minho e parceiros industriais, no âmbito do Guimarães Space Hub, reforçando um ecossistema que cruza investigação, indústria e inovação. Também citado no comunicado, o secretário de Estado da Economia destacou o alcance da parceria. “A instalação de um polo com esta capacidade de inovação, talento e dinâmica empresarial terá efeitos positivos no tecido económico existente. Vai atrair novas startups , gerar investimento e colocar Guimarães no mapa de um setor global que, em breve, deverá ultrapassar um trilião de dólares”, vincou João Rui Ferreira. Segundo o comunicado do município de Guimarães, o governante realçou ainda o posicionamento estratégico do país no setor espacial. “Portugal não quer ser espetador no setor espacial, quer ser um ator. Este investimento representa exatamente essa ambição”, destacou o secretário de Estado da Economia. Já o diretor-executivo do CEiiA enquadrou a nova fábrica na Estratégia Nacional para o Espaço. “Estamos a combinar conhecimento tecnológico, capacidade industrial e infraestruturas de teste com um parceiro internacional como a OHB, reforçando a ambição de Portugal se afirmar como um dos países líderes na área do espaço na Europa”, afirmou José Rui Felizardo, igualmente citado no comunicado. A Câmara de Guimarães sustenta que a fábrica de satélites óticos em Pevidém “representa um passo decisivo na consolidação de um ecossistema aeroespacial em Guimarães, complementando outros investimentos no concelho, nomeadamente a Fábrica do Arquinho, já numa fase avançada, dedicada à investigação e produção de conhecimento”. Com esta infraestrutura, o município, acrescenta a nota, “reforça a ligação entre ciência e economia real, promovendo a industrialização, atraindo investimento e criando condições para fixar talento qualificado no território”. O MINHO / LUSA