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CEO DA FORD ADMITE QUE TESLA NÃO É REFERÊNCIA CONTRA OS CHINESES

Razão Automóvel Online

2026-05-04 21:09:15

As declarações do CEO da Ford sobre a Tesla rapidamente tornaram-se virais e Elon Musk não demorou a responder. Não é a primeira vez que Jim Farley, diretor-executivo da Ford, se dirige à Tesla num tom mais crítico. Há uns anos, por exemplo, criticou a marca por usar os seus clientes para testar versões beta do seu sistema de condução autónoma. Mais recentemente, também apontou à gama “envelhecida” do construtor, por ter parado de inovar ao ritmo necessário. Crítica sustentada pela evolução da concorrência chinesa, o que nos leva às mais recentes declarações do patrão da oval azul. No podcast Rapid Response, Jim Farley falou sobre o Xiaomi SU7, modelo chinês que conduziu durante mais de meio ano e pelo qual ficou rendido. Quando o editor-chefe da Fast Company, Bob Safian, lhe perguntou por que razão não optara antes por um Tesla, a resposta foi direta e sem rodeios. © Xiaomi O Xiaomi SU7 tem sido um sucesso comercial e crítico. Jim Farley, já por diversas vezes elogiou o modelo, e percebe-se que é uma das referências que está a formar a nova geração de elétricos na Ford. “Se és americano e queres vencer os chineses no setor automóvel, todos vão ter de prestar atenção e não necessariamente à Tesla. Não tenho nada contra a Tesla, têm feito um ótimo trabalho, mas eles não têm um veículo atualizado”, afirmou Farley. BYD como referência A declaração não ficou por aqui, O diretor-executivo da Ford foi mais longe e identificou a BYD como a nova referência na indústria, descrevendo-a como “a melhor do setor, em termos de custos e concorrência, cadeia de fornecimento, experiência de produção e propriedade intelectual no veículo”. A indústria automóvel chinesa está agora a definir as expectativas para os veículos elétricos, com a BYD e a Geely a superarem a Volkswagen como o construtor mais vendido na China. Para Farley, ignorar este facto seria um erro estratégico. Descubra o seu próximo automóvel: A resposta de Musk As declarações rapidamente se tornaram virais nas redes sociais e Elon Musk não tardou a responder. Num tom confiante, o responsável da Tesla escreveu no X: “Isto é antes de o FSD Supervised ser aprovado na China. O fator limitador é a capacidade de produção em Xangai.” A resposta revela que o responsável da marca de elétricos está a apostar numa estratégia completamente diferente. Enquanto Farley vê no preço (apostando em modelos mais baratos) e na integração vertical, o segredo para derrubar os concorrentes chineses, Musk acredita que quem vencer a corrida à condução autónoma na China não vai precisar de vender pela via do preço. Mariana Teles