10H. PACTO PARA A SAÚDE. INICIATIVA LIBERAL AINDA NÃO FOI CONVIDADA PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA A INDICAR INTERLOCUTOR
2026-05-04 21:09:16

Mariana Vieira da Silva é o nome do PS. Chega indica hoje interlocutor. Ainda, profissionais de saúde em protesto junto ao Santa Maria em Lisboa. Cumprem o primeiro de dois dias de greve. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. 10 da manhã. Começamos este jornal na saúde. A Iniciativa Liberal ainda não recebeu qualquer contacto do Presidente da República para nomear um interlocutor para o pacto estratégico para o setor. Foi revelado aqui mesmo no Explicador pela deputada Joana Cordeiro. O liberal considera que um pacto para a saúde só terá impacto se constituir um verdadeiro leque de reformas, com alterações face às políticas anteriores. Esse pacto vai ser liderado pelo ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes. Entretanto, e depois do Expresso ter avançado que Seguro já fez chegar aos partidos o pedido para que indiquem o nome para abrir o diálogo, a IL diz que até agora não recebeu nada. Não sabemos exatamente quem é que vai ser este grupo, porque da parte da Iniciativa Liberal não houve qualquer contacto à Iniciativa Liberal, pelo menos no momento em que falamos, daquilo que eu sei. Ainda não foram contactados? Não, nesta fase, daquilo que eu sei, não. Mas independentemente disso, nós iremos sempre continuar a defender aquilo que temos defendido e, portanto, é mais do que conhecido. Aquilo que me parece, novamente, é que o impacto só faz sentido se for para mudar alguma coisa. Joana Cordeiro, deputada da Iniciativa Liberal. Também o Chega ainda não tem o interlocutor nomeado, que ainda assim será conhecido durante o dia de hoje. No Explicador desta manhã, a deputada Marta Silva diz que é preciso romper com as políticas socialistas de anos anteriores. Saúda o pacto, mas deixa também um aviso. Vemos com bons olhos este pacto e estamos disponíveis para discutir um pacto sério. Não vamos assinar cheques em branco, claro, mas também não vamos entrar em insinuações políticas. Ou seja, com isto quero dizer que não aceitaremos que este pacto sirva para proteger este governo ou anteriores, ou até reciclar políticas socialistas que deixaram o SNS no estado em que está. A nossa posição é muito simples: sim ao pacto, sim, que deva ser incluído o Parlamento, mas dizer que não vai ser um pacto para salvar a face dos partidos. Também convidada deste Explicador, a deputada do PS, Sofia Andrade, sublinha a importância da discussão do tema, mas aproveita para deixar críticas ao trabalho do governo. Mais importante do que qualquer pacto que possa ser alcançado, mais importante é verdadeiramente responder aos problemas do Serviço Nacional de Saúde, porque o problema que nós temos atualmente é, de facto, um problema de visão, é um problema de execução e é um problema de capacidade política da senhora ministra em responder às necessidades do país. Eu diria que, no dia de hoje, eu até percebo o embaraço do PSD em participar neste tipo de debates, porque tem realmente a dificuldade em conseguir arranjar argumentos que defendam a senhora ministra da Saúde. A deputada socialista Sofia Andrade, sendo que Mariana Vieira da Silva é o nome indicado pelos socialistas para participar na discussão do pacto estratégico para a saúde, uma iniciativa do Presidente da República. Que promulgou as alterações à Lei da Nacionalidade, mas com críticas. António José Seguro lamenta a falta de consenso e deixa avisos para o futuro. O Presidente da República alerta que a lei não pode estar constantemente a ser alterada, pede que ninguém seja prejudicado pela alteração legislativa, nem pela morosidade do Estado. É o que escreve António José Seguro numa nota publicada ontem à noite no site oficial da presidência, depois da Lei da Nacionalidade ter sido aprovada no Parlamento pelos partidos de direita. Rui Casanova, António José Seguro deixa vários avisos à navegação. Começa por afirmar que uma lei de valor reforçado, com esta importância, deveria assentar no maior consenso em torno das linhas essenciais. António José Seguro critica também o fato destas alterações à lei não se distanciarem daquilo que o próprio, no passado, chamou de marcas ideológicas do momento. Nesta nota, o chefe de Estado pede também que a lei não seja objeto de sucessivas alterações. Se isso acontecer, alerta, há um prejuízo da segurança jurídica e também das pessoas. Há também o risco de a credibilidade das instituições vir a ser afetada. É o que alerta António José Seguro. Rui, depois de conhecidas as críticas, então quais são os critérios apontados pelo Presidente da República para a promulgação? António José Seguro começa por destacar a importância da proteção das crianças e menores. Explica que os critérios mais exigentes e o aumento dos prazos para ter nacionalidade portuguesa não impedem a imprescindível proteção humanitária e a desejável integração dos filhos de imigrantes que vêm para Portugal. O presidente destaca, sobretudo, a importância de garantir o acesso à saúde e à educação a estas crianças. Ressalva também que eventuais futuras alterações legislativas devem sempre atribuir especial atenção à proteção e à integração destes menores. O chefe de Estado refere ainda, nesta nota publicada ontem à noite no site da presidência, que é importante garantir que os processos pendentes não são afetados por esta alteração legislativa agora promulgada. Rui Casanova, com a decisão do Presidente da República, que revela também que já recebeu o decreto que altera o Código Penal e que tem a ver com a pena acessória de perda de nacionalidade. É a parte mais polêmica deste projeto. Seguro lembra que o decreto está em apreciação no Tribunal Constitucional, depois de um pedido de fiscalização preventiva apresentado pelo PS. Só depois da decisão dos juízes, o documento volta à BLIM. Os trabalhadores da saúde estão a cumprir uma greve de dois dias e para esta hora está marcada uma manifestação junto ao Hospital Santa Maria, em Lisboa. Reivindicam melhores salários e condições de trabalho. A greve abrange todos os trabalhadores do setor da saúde, independentemente do vínculo, da carreira ou da filiação sindical. A Rita Lourenço está a acompanhar o protesto junto ao Santa Maria. Rita, que tipo de impacto está a ter esta greve nestas primeiras horas Bom dia, Carla. Estão aqui presentes, neste momento, pouco mais de 20, 30 pessoas. Deu-se há pouco a chegada do dirigente sindical. E quanto ao impacto, logo na entrada, na recepção central do Hospital Santa Maria, é possível ver um papel no posto de informações que diz imediatamente que o serviço está encerrado por motivos de greve. Uma fonte oficial do Hospital Santa Maria garantiu ao Observador que as urgências e as cirurgias mantêm o funcionamento normal. Para além disso, apenas a atividade programada é que está a ser mais afetada. No entanto, há médicos a realizar na mesma as consultas, que não necessitam de serviços de enfermagem nem de secretariado, sendo muitas vezes os próprios médicos a chamar os utentes. A mesma fonte avança-nos ainda que só mais perto da hora de almoço é que é possível terem um pouco de noção do panorama geral e divulgarem então os números oficiais da adesão aqui no Hospital Santa Maria. A reportagem da Rita Lourenço junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A greve começou à meia-noite, dura até amanhã. Emmanuel Macron demarca-se da operação anunciada por Donald Trump para o Estreito de Hormuz. O presidente dos Estados Unidos quer a Marinha norte-americana guiar os navios retidos por causa do bloqueio do Irão. O presidente francês afirma que não conhece este projeto e demarca-se. Macron defende que neste momento o mais importante é garantir o cumprimento do cessar-fogo no Líbano, e isto depois de novos ataques de Israel. As declarações foram feitas esta manhã, à entrada para a cimeira de líderes que está a decorrer na Arménia. Entretanto, Donald Trump já avisou que o Irão não deve interferir nesta missão. O Irão afirma, por seu lado, que esta missão viola os termos do cessar-fogo em vigor. Esta manhã repetiu que o estreito de Hormuz está sob o controle iraniano e que qualquer agressão dos Estados Unidos terá uma resposta dura. Na análise, o coronel José do Carmo considera que esta operação dos Estados Unidos pode, de facto, reduzir a margem de manobra do Irão. Os Estados Unidos com esta ação, que me parece bastante inteligente, porque o Irão, neste momento, para reagir a isto, além destas ações de ruznar e ladrar à passagem dos navios e, no fundo, fazer uma pequena disrupção e assustar um pouco, fica num dilema. O que fazemos? Atacamos mesmo, atacamos um dos navios e sujeitamos a ação militar americana? Isso é um passo que eu não creio que eles neste momento queiram dar. Análise do coronel José do Carmo esta manhã no Gabinete de Guerra. A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Hormuz, devido ao bloqueio iraniano, mobiliza mais de uma centena de aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil militares. São agora 10:08, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque. O secretário-geral da NATO elogia Portugal pelo apoio aos Estados Unidos na guerra contra o Irão. Portugal foi apresentado por Mark Rutte como um exemplo de apoio logístico à operação, a par da Roménia, da Grécia, de Itália e do Reino Unido. Os aviões militares norte-americanos têm utilizado a base das Lajes, nos Açores. Mark Rutte participou hoje na cimeira da Comunidade Política Europeia, na Arménia, onde já admitiu a decepção dos Estados Unidos com os países europeus que não ofereceram o apoio aos ataques. O presidente do Conselho Europeu reforça o apoio à Ucrânia e promete que a pressão sobre a Rússia também vai continuar. É o que escreve António Costa numa publicação na rede social X, a propósito da cimeira de líderes que decorre na Arménia. Volodymyr Zelensky está também presente neste encontro. Por cá, o ministro da Economia e da Coesão Territorial admite que a avaliação e a aprovação das candidaturas à reconstrução de casas atingidas pelas tempestades está bastante atrasada. Em entrevista ao jornal Público, Manuel Castro Almeida explica que as autarquias estão a ter dificuldades em gerir os processos. O ministro da Economia falou também sobre a reforma laboral, garante que as alterações são necessárias para Portugal alcançar o rendimento médio europeu e sublinha que se o pacote não for para a frente, vai perder-se uma oportunidade. E agora vocês que têm gatos, já tiveram, têm muitas histórias de gatos, qual foi o sítio mais estranho onde deram com um dos vossos gatos? Tem sim. Uma gaveta de roupa, nada muito estranho. Não, isso não. Caixas. Nos Estados Unidos, houve um gato que foi encontrado, coitado, dentro de um balde de cola. Não sei como foi encontrado, não consegui sair. Mas sobreviveu. Sobreviveu. Deu entrada num abrigo animal, mas já com a cola dura à volta dos olhos e da boca seca. Estão a imaginar? Não. Estava num estado complicado. Depois isto interfere com a respiração. Como é que tira essa cola toda? Com solvente. Primeiro, a equipa médica, imagino que tenha sido uma experiência. Começou por limpar o gato com azeite e detergente da loiça. Como se tentar. É testar. Mas tiveram que mergulhar o gato em óleo de canola. E isso quase oito litros de óleo, o que permitiu libertar o gato da cola. Eu imagino a entrar e a não conseguir sair. Tudo peganhento. Tudinho. Claro. Rádio Observador