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PORTO DE MÓS COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL REALIZADA NO PARQUE VERDE - ASSINALADOS VALORES DE ABRIL, PODER LOCAL E REPÚBLICA

Região de Cister

2026-05-04 21:09:16

Organizada pela assembleia Municipal de Porto de Mós, a sessão solene das comemorações dos 52 anos do 25 de abril, assinalou ainda os “50 anos de Poder Local” e os 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa. Realizada no Parque almirante Vítor trigueiros Crespo, a cerimónia, contou, entre outros, com a presidente A da assembleia Municipal de Porto de Mós, Clarisse Louro, o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, e Jorge Vala, e Kevin Soares, coordenador do projeto “50 anos de Poder Local”. a oradora convidada foi a juíza do Juízo Central do núcleo Criminal de Leiria, Maria Clara dos Santos. na homenagem feita aos presidentes de junta de freguesia e presidentes de câmara, Clarisse Louro destacou “os valores que devem continuar a orientar o poder local”, como “a transparência, lealdade, competência, altruísmo e respeito”, referindo que “ser autarca é servir, cuidar, estar sempre lá”. na intervenção, Kevin Soares anunciou “um conjunto de iniciativas até 12 de dezembro”, como “um ciclo de conferências com personalidades de reconhecido mérito” e “espaços de diálogo com os jovens”. Valorizou “a presença das mulheres na vida política”, reconhecendo “as primeiras mulheres eleitas para a assembleia Municipal” a “abrir caminho, muitas vezes em contextos exigentes”, onde “a democracia não se constrói com metade da sociedade”, mas “com todos”. Maria Clara Santos começou por homenagear o almirante Vítor Crespo “que fez parte do Movimento das Forças armadas” e lembrou as juízas Ruth Garcês, “portomosense de coração e a primeira mulher nomeada juíza em Portugal”, e Maria Laura Leonardo, “a primeira mulher juíza nomeada conselheira do Supremo tribunal de Justiça em Portugal”. Elencando “direitos constitucionais”, realçou “o direito à segurança de exprimir e divulgar livremente o pensamento” e o “direito à liberdade de imprensa” e relembrou o artigo 2.º da Constituição, no “direito à vida e à integridade moral e física”, o “princípio da igualdade, o direito à liberdade, à saúde e a criação do Serviço nacional de Saúde, o direito à educação e à cultura, o de constituir família, trabalhar e escolher livremente a profissão ou género de trabalho”, assinalando o “avanço civilizacional que derrubou e aboliu a proibição das mulheres de exercer certas profis-sões”, como a sua , aquando do ingresso na Magistratura Judicial. O presidente do município, Jorge Vala, destacou “valores intemporais que nos definem enquanto sociedade humanamente desenvolvida”, frisando que a dignidade “é inegociável, a igualdade de oportunidades é inquestionável, a liberdade de expressão política, religiosa, ou social não pode ser posta em causa”. na sessão que contou com a participação dos Ranchos Folclóricos das Pedreiras, Luz dos Candeeiros do arrimal, Cabeça Veada, Grupo Coral Vila Forte, Grupo Coral Calçada Romana, o autarca frisou que “abril trouxe a responsabilidade individual e coletiva de respeitar e conviver com a diferença” e o “poder local é simultaneamente a linha da frente do desenvolvimento e do apoio às comunidades”. a tarde terminou com o concerto “ODE aos trovadores de abril”, realizado pela Banda Companhia Limitada. texto carla vitorino veríssimo A Assembleia Municipal de Porto de Mós assinalou os 52 anos do 25 de Abril, e os 50 anos do Poder Local e da Constituição da República, com uma cerimónia no Parque Vítor Trigueiros Crespo Juíza do Juízo central do núcleo criminal de leiria, maria clara dos santos, foi a oradora convidada CARLA VITORINO VERÍSSIMO