SEGURO QUERIA UM PACTO NA SAÚDE, MAS VAI TER UMA GUERRA
2026-05-04 21:09:16

A IL (que apresentou medidas para quem quer ter filhos), os sindicatos (que mostram seguidismo) e o Presidente da República (que vai perder tempo) são o Bom, o Mau e o Vilão. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Este é o Bom, o Mau e o Vilão das Manhãs 360. Olá, Miguel Pinheiro, bom dia. Bom dia. Bom dia, Miguel. O teu bom é a Iniciativa Liberal. Sim, porque no Dia da Mãe, enfim, há sempre estes dias simbólicos, mas o que interessa é que foi no Dia da Mãe, podia ter sido noutro qualquer, mas a Iniciativa Liberal apresentou uma série de propostas dirigidas a quem quer ter mais filhos. E essas medidas passam pela redução da burocracia quando está em causa doença dos filhos, benefícios fiscais das despesas com os filhos e, por exemplo, pela regulamentação da lei da gestação de substituição. Nós, em Portugal, estamos sempre a afirmar e a repetir que temos um problema porque as pessoas não têm filhos suficientes, mas depois a verdade é que o Estado faz muito pouco para mudar isso. Se de facto esse é um dos maiores problemas dos nossos tempos, se de facto isso afeta o desenvolvimento do nosso mercado de trabalho e a sustentabilidade da Segurança Social, então convinha fazermos alguma coisa que realmente levasse a mudanças. Enfim, se o Estado pode gastar dinheiro a apoiar piqueniques ou clubes de futebol, então de certeza que também teria margem para mostrar que pode ajudar a sério quem quer ter mais filhos. Aliás, lá fora há vários governos que fazem isso, portanto, basta copiar. Há de haver seguramente 30, 40, 50 medidas. Acho que se copiarmos 10, já se fazia qualquer coisa. O problema aqui é que os resultados disso são a muito longo prazo, não é? E, portanto, esquece lá os quatro anos da legislatura para ter resultados. Claro, mas ó Paulo, se há um consenso entre os partidos portugueses que é preciso apoiar por exemplo, clubes de futebol, e andamos há 50 anos a apoiar clubes de futebol, 50 ou mais, enfim, não quero parecer o André Ventura que usa os 50 anos para tudo, mas se andamos há décadas a apoiar clubes de futebol para tudo, então se calhar também podia haver aqui. Até porque todos os partidos dizem o mesmo: nós temos um problema demográfico. Natalidade, claro. Por isso, tratem lá disso. Acho eu, não sei. Estamos a começar a semana, fica para reflexão. Fica a dica. O teu mau vai fazer greve. Pois, com certeza. Depois da CGTP ter convocado uma greve geral para 3 de junho, nós vimos este fim de semana os sindicatos a anunciarem obviamente que se vão juntar a ela. Os sindicatos gostam todos de ser muito independentes, mas depois isto aqui vai sempre pelo mesmo caminho. A FENPROF, claro, disse logo que lá estará, porque este sindicato dos professores, como se sabe, nunca falha uma hipótese de fazer greve. Há aqui uma hipótese de fazer greve? Lá está, a FENPROF é a primeira a chegar. Enfim. Mas quem teve mais graça, para mim, foi a Federação Nacional dos Médicos, porque segundo a vice-presidente da FNAM, este pacote laboral pode agravar a situação no SNS porque os médicos vivem, e eu vou citar, uma situação de enorme fragilidade. Ora, eu adoro médicos. Como bom hipocondríaco. Os teus melhores amigos. Adoro médicos e preciso muito deles, e um grande abraço para todos. Mas eu só gostava de saber qual é a fragilidade laboral dos médicos, porque em Portugal, cada hospital, seja público ou privado, luta desesperadamente para conseguir contratar médicos e nós temos médicos que decidem, por sua própria vontade, sair do quadro de hospitais para se tornarem tarefeiros, ou seja, optam pela chamada precariedade, porque essa é a forma de ganharem muito mais dinheiro, ganharem ainda mais dinheiro. Estamos neste ponto em que a precariedade, para os médicos, dá mais dinheiro. Deve ser caso único, do ponto de vista da CGTP. Eu acho que mesmo que o pacote laboral passasse a permitir que as pessoas fossem despedidas só porque sim, nós não encontraríamos um único médico no desemprego. Mas mesmo assim, a FNAM acha que tem de fazer greve por causa do pacote laboral e por causa da fragilidade dos médicos. Isto só se explica mesmo por seguidismo, quer dizer, não há nenhum motivo racional para os médicos acharem que agora, de repente, vão ficar com a sua situação laboral muito periclitante. Até porque o que está em causa são regras para o setor privado e não para o setor público, que tem outras. Ó Paulo, mas privado, público, não interessa. Se me encontrarem um médico desempregado, encontrem-me um médico que está desempregado. E tragam-no. Tragam-no aqui. Tragam-no para eu ir falar com o Paulo. Ou para me receitar qualquer coisa. Olha, lá está. Já aproveita. Miguel, quem é o teu vilão? O vilão é o presidente da República, porque na campanha eleitoral, António José Seguro prometeu que ele é que ia finalmente resolver todos os problemas na saúde e que ia fazer isso através de um pacto. E a convicção de Seguro é esta: os partidos estão todos de acordo sobre aquilo que deve ser feito na saúde e a única coisa que lhes falta para começarem finalmente a tratar do problema é, lá está, um pacto. E então, para conseguir isso, nomeou Adalberto Campos Fernandes como coordenador do pacto. Em teoria, a escolha faz sentido. Adalberto Campos Fernandes fez parte de um governo do PS, mas é muito respeitado pelo PSD e até consegue falar, e não se importa de falar, com pessoas do CHEGA. Mas na prática, tudo é diferente. Em primeiro lugar, não, os partidos não estão todos de acordo sobre aquilo que deve ser feito na saúde. Basta ouvir o PSD e o PS. Aliás, basta ver o que um e outro fizeram quando estiveram no governo para perceber que eles têm ideias muito diferentes sobre a saúde. Em segundo lugar, pelos vistos, há um problema com o coordenador, porque de acordo com o último Expresso, apesar de Adalberto Campos Fernandes ter sido ministro de António Costa, parece que os costistas não o suportam, não o podem ver à frente. E segundo parece também, foi por isso que o PS escolheu como seu representante neste pacto da saúde Mariana Vieira da Silva, lá está, uma costista, e que nas últimas eleições se recusou a apoiar António José Seguro. Aliás, ela disse há pouco tempo que nem percebe para que é preciso este pacto. E portanto, chegados a este ponto, percebemos que António José Seguro queria um pacto, mas vai ter uma guerra e nós vamos todos continuar a perder tempo com uma conversa que não leva a lado nenhum. Daqui a um ano saberemos. É já ali. Daqui a um ano estaremos a concluir que precisamos de mais um ano. Com mais um ano é que vamos chegar a esse pacto. Vamos ao resumo. O bom é a Iniciativa Liberal, o mau são os sindicatos e o vilão de hoje é o presidente da República. São as escolhas do Miguel Pinheiro nas Manhãs 360, que também pode ouvir em podcast. Miguel Pinheiro