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GRUPO VW AUMENTA LUCROS NAS MARCAS BARATAS E REDUZ NAS CARAS

Observador Online

2026-05-04 21:09:17

Grupo VW aumentou lucros no 1.º trimestre do ano, mas só nas marcas mais baratas, com as caras a registarem reduções de até 22%. Isto num período marcado pelas quebras na China e as taxas americanas. Até Março, 2026 está a ser um ano misto em matéria de resultados para o Grupo VW, limitado pela queda da procura no mercado chinês, onde vendeu menos 20%, a que é necessário juntar a redução de 9% nas vendas no mercado norte-americano, onde as tarifas impostas aos construtores europeus também deixaram as suas marcas. Menos mal que, na Europa, as vendas aumentaram 15%, o que ajudou a mitigar o impacto. O primeiros três meses do ano permitiram ao gigante alemão anunciar uma facturação de 75,7 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo dos valores de 2025, isto enquanto os lucros operacionais sofreram um corte superior a 14%. E, para atingir estes resultados, a Volkswagen AG teve de proceder a cortes nos custos - superiores a 1000 milhões de euros -, entre despedimentos, rescisões e o encerramento de fábricas. A boa notícia é que o mercado parece estar a reagir bem à introdução de novos modelos, como o T-Roc que começou a ser exportado pela Autoeuropa no final de 2025, e os recém-apresentados VW ID.3 Neo e ID.Polo, modelo que chegou a ser apelidado ID.2 e que viria a ser rebaptizado antes do lançamento, permitindo à marca manter com motorização eléctrica um modelo (pequeno utilitário) que disse não ser viável com motor a combustão. Analisando a performance comercial marca a marca, verifica-se que a base do consórcio germânico, denominada “Core” e composta pela VW, Skoda, Cupra, Seat e Veículos Comerciais, ou seja, as marcas mais acessíveis e que dependem maioritariamente do mercado europeu, registou um bom desempenho, com os lucros operacionais a subirem 38%, para cerca de 1,5 mil milhões de euros. Já as marcas do grupo alemão apelidadas “Progressive”, nomeadamente a Audi, Bentley, Lamborghini e Ducati, viram a facturação baixar ligeiramente, o que não as impediu de registar igualmente um pequeno incremento nos lucros. Com as marcas “Core” a anunciar um incremento de lucros e as “Progressive” a ficar em casa em matéria de rentabilidade, acaba por ser a divisão “Sport Luxury” a responsável pelo corte nos lucros, precisamente aquela onde apenas está a Porsche, a marca de que a Volkswagen AG controla 75%. As vendas da Porsche baixaram 15% nos primeiros três meses de 2026, o que acontece após a marca registar uma queda de 10,1% no volume de vendas nos 12 meses de 2025. Em matéria de lucros, após um 2025 em que viu os lucros caírem 92,7%, dos 5,64 mil milhões de 2024 para somente 413 milhões no ano transacto, a Porsche somou mais uma redução 22% no primeiro trimestre de 2026. Alfredo Lavrador