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INVESTIMENTO NA DEFESA TEM IMPACTO NA ECONOMIA NACIONAL

Expresso Online

2026-05-04 21:09:18

As declarações dos protagonistas no Fórum Económico Famalicão Made IN, este ano subordinado ao tema "A Melhor Defesa é a Inovação", a que o Expresso se associou como media partner “Temos ótimos exemplos de empresas portuguesas [na área da defesa] que têm unidades de produção pela Europa e, por isso, temos cada vez mais a ganhar relevância”, considera António Baptista, diretor-geral Armamento e Património Defesa Nacional. “Este sector têxtil tem necessidade absoluta de continuar neste caminho de incorporar mais conhecimento nos seus produtos e posicionar-se nas cadeias internacionais na área desses produtos”, afirma António Braz Costa, diretor-geral CITEVE e presidente CENTI. “O impacto dos materiais compósitos tem diferentes dimensões. Na perspetiva da mobilidade, conseguimos reduzir o peso dos sistemas de transporte como comboios ou autocarros. Por outro lado, na proteção balística, conseguimos desenvolver materiais de muito baixo peso para o mesmo nível de proteção balística”, aponta Fernando Cunha, CEO Beyond Composite. “Famalicão funciona como ecossistema económico onde vários atores interagem uns com os outros, desde os centros tecnológicos muito relevantes que temos aqui (...) a escolas profissionais de nova geração. Temos praticamente tudo em termos de indústria e isto é importante”, garante Mário Passos, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. “Portugal pode desempenhar tudo aquilo que for capaz e quiser. Este é o momento para a indústria nacional de defesa, que hoje está claramente muito acima do que estava há 10, 15 ou 20 anos”, diz Miguel Braga, diretor Área Aeronáutica e Defesa do CEIIA. “Estamos a investir a pensar na paz e não na guerra. O mundo está mais perigoso. Por isso, as forças armadas para que possam cumprir missões dentro e fora de fronteiras (...) precisam que modernizemos equipamentos, façamos investimento que está a ser realizado na defesa e que está a ter impacto direto na economia nacional”, defende Nuno Melo, ministro da Defesa. “Portugal é parte de alianças e tem de cumprir a sua parte, e as alianças também. Fico contente que hoje em dia o número de jovens portugueses que procuram as forças armadas seja superior daqueles que deixam as forças armadas”, assinala Paulo Portas, ex-ministro Estado, Negócios Estrangeiros e Defesa Nacional. “O desafio que temos tem a ver com a nossa capacidade de escalar e evoluir o produto neste contexto de defesa. Temos de acompanhar o nível de exigência. Esta área no sector da defesa e da indústria tem vindo a crescer nas exportações”, partilha Pedro Petiz, diretor Desenvolvimento Estratégico Tekever. “Portugal é um país europeu, tem aliados europeus no âmbito da NATO, faz parte da União Europeia e da Agência Espacial Europeia. As tropas portuguesas colaboram muito com os militares dos outros países da NATO e estamos perfeitamente integrados, quer em termos operacionais e industriais”, acrescenta Ricardo Pinheiro Alves, presidente IDD Portugal Defense. Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa. Tânia Gaspar [Additional Text]: Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional