AMEAÇAS DE TRUMP AO SETOR AUTOMÓVEL ATIRAM BOLSAS EUROPEIAS PARA O VERMELHO
2026-05-04 21:09:19

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira. há 21 min.17h54 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Novos ataques no Médio Oriente atiram Europa para o vermelho. Setor automóvel sob pressão As principais praças europeias encerraram a primeira sessão de abril em território negativo, com a grande maioria a registar uma queda superior a 1%, num dia marcado pelo retorno da guerra ao Médio Oriente. Na reta final de a negociação encerrar em território europeu, os Emirados Árabes Unidos revelaram ter intercetado três mísseis lançados pelo Irão, com um quarto a cair no mar e outro a atingir instalações petrolíferas do país. Teerão ainda não confirmou o ataque. Neste contexto, e com as perdas agravadas no "sprint" final, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - terminou a sessão com perdas de 0,99% para 605,51 pontos. A banca e o setor automóvel foram os mais castigados esta segunda-feira, com o último a ser particularmente penalizado por uma nova investida de Donald Trump, que acusa a União Europeia (UE) de violar o acordo comercial em curso e pretende aumentar para 25% as tarifas sobre os automóveis e camiões fabricados pelo bloco. Cotadas como a Mercedes-Benz, a BMW, a Porsche e a Volkswagen desvalorizaram todas mais de 2%, com a primeira a liderar as perdas e a cair 3,35%. Nesta linha, a indústria automóvel alemã apelou durante o fim de semana à "rápida abertura de negociações" entre os EUA e a UE. Após um início de ano otimista, as ações europeias estão agora a registar um pior desempenho do que os índices asiáticos e norte-americanos, que estão a conseguir capitalizar o otimismo em torno da inteligência artificial (IA). No entanto, uma época de resultados mais resiliente do que inicialmente antecipado, mesmo com os impactos da guerra no Irão, está a deixar alguns analistas otimistas no longo prazo. "Considero que se trata apenas de mais uma correção que os investidores vão querer aproveitar para comprar, digamos, nos próximos três dias", explica David Kruk, diretor de negociação da La Financière de l Echiquier, à Bloomberg. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 1,24%, o italiano FTSEMIB perdeu 1,59%, o francês CAC-40 desvalorizou 1,71%, o espanhol IBEX perdeu 2.39%, ao passo que o neerlandês AEX caiu 0,90%. A praça britânica esteve encerrada devido às celebrações do dia do Trabalhador. há 57 min.17h19 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Dólar acelera com tensões no Médio Oriente em alta O dólar está a conquistar terreno face aos seus principais rivais esta segunda-feira, num dia em que os preços do petróleo voltaram a disparar e as tensões a aquecer no Médio Oriente, levando os investidores a afastarem-se de ativos de risco e a procurarem refúgio na "nota verde". A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais concorrentes - avança 0,17%, apesar de até ter negociado no vermelho nesta sessão, depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter dito que o país estava a ter "discussões muito positivas" com o Irão que podem levar a "algo muito positivo para todos". Isto aconteceu após Teerão ter apresentando uma nova proposta negocial, da qual não se conhecem detalhes. No entanto, as notícias de que o Irão terá atingido um navio da marinha norte-americana esta segunda-feira, fragilizando ainda mais o cessar-fogo entre os dois países, acabaram por dar força ao dólar. Os EUA negaram à publicação online Axios que o ataque tenha acontecido, mas a notícia foi suficiente para levar os preços do petróleo a negociarem novamente na marca dos 114 dólares por barril. Já o euro caiu abaixo do nível dos 1,17 dólares, deslizando 0,20% para 1,1697 dólares a esta hora. Este movimento acontece apesar de o governador do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, ter afirmado que "o aperto da política monetária em junho é praticamente inevitável", alertando para a possibilidade cada vez mais real de "um período prolongado de aumentos generalizados dos preços". Por sua vez, a libra cede 0,38% para 1,3531 dólares, enquanto a "nota verde" acelera 0,13% para 157,21 ienes. Na semana passada, os meios de comunicação nipónicos noticiaram que as autoridades do país intervieram no mercado cambial, depois de a divisa norte-americana ter acelerado para os 160 ienes. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, confirmou que está preparada para intervir mais uma vez no mercado, mas não deu pistas sobre quando poderá acontecer. há 25 min.17h51 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Juros disparam com novos ataques do Irão no Médio Oriente Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro terminaram a primeira sessão da semana com grandes agravamentos, num dia em que as tensões voltaram a aquecer no Médio Oriente e o Irão terá lançado ataques contra o Emirados Árabes Unidos. Abu Dhabi diz ter intercetado pelo menos três mísseis lançados por Teerão esta segunda-feira, levando os preços do petróleo a dispararem mais uma vez e os investidores a apostarem numa ambiente monetária mais restritivo. O mercado de "swaps" já vê uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) na próxima reunião como certa. Esta segunda-feira, o governador do banco central da Eslováquia afirmou que "o aperto da política monetária em junho é praticamente inevitável" e os investidores já consideram possível que a autoridade feche o ano com quatro aumentos. Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, terminaram a sessão com um disparo de 5 pontos base para 3,084%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade acelerou 7,5 pontos para 3,766%. Por Itália, o agravamento foi de 7,8 pontos para 3,935%. Já pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa na maturidade de referência saltaram 6,5 pontos base para 3,499%, enquanto os juros espanhóis escalaram 6,8 pontos para 3,564%. Fora da Zona Euro, mantem-se a tendência, com os juros das "Tresuries" norte-americanas a escalarem 9 pontos para 4,459%. O mercado britânico esteve encerrado esta segunda-feira, devido às comemorações do dia do Trabalhador. 16h35 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ouro recua mais de 2% com guerra no Irão no radar O ouro está mais uma vez a negociar em território negativo, depois de ter registado um saldo negativo por duas semanas consecutivas, numa altura em que as tensões no Médio Oriente estão novamente a aquecer. Um conflito demorado terá um impacto sustentado nos preços da energia, levando bancos centrais por todo o mundo a apertarem a política monetária face a uma escalada na inflação - o que tende a ser prejudicial para o metal precioso. A esta hora, o ouro está a recuar 2,08% para 4.519,26 dólares por onça. A queda ainda foi ligeiramente amparada esta segunda-feira, depois de os EUA terem revelado que duas embarcações conseguiram atravessar o estreito de Ormuz, mas rapidamente o pessimismo voltou ao mercado com a incerteza a manter-se no Médio Oriente. No domingo, o Presidente, Donald Trump, já tinha informado que a marinha do país ia começar a escoltar navios pela via marítima. "Os preços elevados da energia continuam a aumentar as probabilidades de as taxas de juro se manterem elevadas num futuro próximo", pressionando as perspetivas a curto prazo do ouro, referem os analistas da ANZ Research, numa nota a que o Wall Street Journal teve acesso. Desde o estalar da guerra no Médio Oriente, o ouro já perdeu cerca de 12% do seu valor, penalizando ainda pela necessidade dos investidores cobrirem perdas noutros ativos. Mesmo assim, os analistas continuam a mostrar-se otimistas em relação às perspetivas para o metal amarelo no longo prazo. De acordo com os dados mais recentes do World Gold Council, os bancos centrais por todo o mundo compraram ouro no primeiro trimestre deste ano ao ritmo mais elevado em quase doze meses. Também a Tether, a empresa de criptoativos responsável pela emissão de uma das maiores moedas digitais do mundo, continuou a reforçar os seus cofres com o metal, tornando-se a maior detentora individual de ouro do mundo. 16h09 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Petróleo reduz ganhos após passagem de navios por Ormuz O preço do petróleo de referência para a Europa chegou a disparar mais de 5% esta segunda-feira, antes de reduzir os ganhos e voltar a negociar na marca dos 110 dólares, numa altura em que os EUA asseguram que dois navios conseguiram atravessar o estreito de Ormuz e persistem dúvidas sobre a veracidade dos ataques iranianos à marinha norte-americana. A esta hora, o Brent - crude de referência para o Velho Continente - acelera 2,38% para 110,68 dólares por barril, depois de ter chegado a negociar nos 114 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) ganha apenas 0,14% para 102,09 dólares. Na semana passada, o Brent ultrapassou pela primeira vez desde 2022 a marca dos 120 dólares por barril, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter garantido que vai manter o bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz. Paralelamente, a marinha dos EUA está a fazer esforços para garantir a passagem segura de embarcações por esta via marítima, desde que não possuam bandeira iraniana. Esta segunda-feira, dois navios com bandeira norte-americana terão atravessado o estreito, segundo uma publicação do Comando Central dos EUA (CENTCOM) na rede social X. "As forças norte-americanas estão a ajudar ativamente a restabelecer a passagem do transporte marítimo comercial", sublinha ainda a entidade. Os preços do petróleo chegaram a disparar esta segunda-feira após uma agência de notícias iraniana ter noticiado que o país atacou com drones um navio da marinha norte-americana, fragilizando ainda mais o cessar-fogo alcançado entre as duas partes e já prorrogado por duas vezes. No entanto, um oficial dos EUA já indicou à publicação online Axios que nenhuma embarcação foi atingida por ataques iranianos. "O mercado está claramente apreensivo com a possibilidade de os acontecimentos de hoje enfraquecerem ainda mais as perspetivas de reabertura do estreito", explica Jens Naervig Pedersen, estratega do Danske Bank, à Bloomberg. Por esta via marítima passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no globo e o seu duplo bloqueio - pelas forças iranianas e pelas forças norte-americanas - levou os preços da energia a dispararem para máximos de vários anos e mergulhou o mundo numa crise energética sem precedentes. 14h38 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Escalada de tensões no Médio Oriente deixa Wall Street sem rumo. eBay dispara 6% Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão da semana sem rumo definido, num dia em que os investidores estão a reagir aos mais recentes desenvolvimentos no Médio Oriente, que apontam para uma escalada nas tensões entre Irão e EUA. De acordo com a agência de notícias iraniana Far News Agency, dois mísseis iranianos terão atingido uma embarcação da marinha dos EUA, tornando ainda mais frágil o cessar-fogo alcançado entre os dois países. No entanto, um oficial norte-americano disse à publicação online Axios que nenhuma embarcação tinha sido atingida. Neste contexto, o S&P 500 arrancou a sessão com perdas de 0,09% para 7.223,51 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite avança 0,08% para 25.133,78 pontos e o industrial Dow Jones desliza 0,43% para 49.284,23 pontos. Os dois primeiros índices terminaram a negociação da semana passada em máximos históricos, impulsionados por um recuo nos preços do petróleo e pelo avanço do setor tecnológico, face aos bons resultados trimestrais da Apple. Já esta segunda-feira, o cenário é o inverso. Os preços do crude estão novamente a acelerar face à incerteza que se vive no Médio Oriente, levando os investidores a afastarem-se de ativos de refúgio. No fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a marinha norte-americana vai começar a escoltar os navios que queiram atravessar o estreito de Ormuz, contornando o bloqueio iraniano desta que é uma artéria crítica do comércio global - por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo. Face a esta promessa, o Irão mobilizou as suas forças armadas para manter o controlo da via marítima. "Esta é apenas mais uma correção que os investidores vão querer aproveitar para comprar", antecipa David Kruk, diretor de negociação da La Financière de l Echiquier, à Bloomberg. "Sim, as notícias do Irão provocaram um pico nos preços do petróleo, mas já estamos habituados a isso. Os investidores estão muito concentrados na época de resultados financeiros surpreendentemente bons que temos tido até agora, e nas negociações relacionadas com a inteligência artificial", acrescenta. Entre as principais movimentações de mercado, a eBay dispara 6,53% para 110,84 dólares, depois de a empresa de comércio eletrónico norte-americana ter recebido um proposta de aquisição de 56 mil milhões de dólares por parte da GameStop. Por sua vez, a Palantir Technologies acelera 3,06% para 148,48 dólares, com os investidores a posicionarem-se para a apresentação de resultados da produtora de software e serviços de informática norte-americana já depois do fecho da sessão. 14h03 Lusa Teerão critica saída dos Emirados da OPEP e denuncia pressão política As autoridades iranianas classificaram esta segunda-feira como "inaceitável" a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de saírem da OPEP e da OPEP+, acusando Abu Dhabi de pressionar os restantes membros da organização de países exportadores de petróleo. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, argumentou que a decisão surge como reação aos acontecimentos regionais e criticou o que considerou ser uma instrumentalização política da organização petrolífera. "Creio ser inaceitável que um país tome esta medida como uma reação aos acontecimentos regionais e para pressionar os membros da OPEP", declarou Baqaei, citado pela emissora estatal IRIB. As autoridades iranianas denunciaram ainda a participação dos Emirados Árabes Unidos "na agressão dos Estados Unidos ao Irão" nas últimas semanas, acusando o país do Golfo de contribuir para a insegurança na região. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da aliança OPEP+, decisão que entrou em vigor a 1 de maio, justificando-a com a necessidade de alinhar a sua estratégia com o mercado energético a longo prazo. A retirada ocorre após mais de dois meses de conflito no Médio Oriente, período durante o qual o Irão, também membro da OPEP, lançou ataques contra posições dos Emirados Árabes Unidos. O Governo de Abu Dhabi já tinha indicado que iria reavaliar as suas relações com países vizinhos na sequência de ataques às suas infraestruturas energéticas. Após o anúncio dos EAU, a OPEP passa a ser composta por 11 países membros, focados na coordenação da produção e preços do petróleo: Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo. A aliança OPEP+ também inclui a Rússia. 11h15 Lusa Taxa Euribor inicia maio a subir a três, a seis e a 12 meses A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira, depois de ter terminado abril com a média mensal a avançar significativamente nos três prazos. Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,200%, continuou abaixo das taxas a seis (2,558%) e a 12 meses (2,883%). A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,558%, mais 0,034 pontos do que na quinta-feira. Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou para 2,883%, mais 0,035 pontos do que na sessão anterior. No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu, ao ser fixada em 2,200%, mais 0,001 pontos. Em relação à média mensal da Euribor em abril esta subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março. A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente. Na semana passada, na segunda reunião desde o início da guerra, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024. O mercado antecipou esta manutenção das taxas diretoras, mas prevê um aumento das mesmas na próxima reunião de política monetária do BCE em junho. A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 10 e 11 de junho em Frankfurt, Alemanha. As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. 10h36 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Europa no vermelho pressionada por ameaças de Trump ao setor automóvel Os principais índices europeus negoceiam com perdas em praticamente toda a linha, pressionados por uma desvalorização das cotadas do setor automóvel, assim como pela incerteza sobre o rumo do conflito no Médio Oriente e o impacto na inflação. O índice Stoxx 600 , de referência para a Europa , perde 0,18%, para os 610,46 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,15%, o italiano FTSEMIB cede 0,42%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,66%, o espanhol IBEX cai 0,91%, ao passo que o neerlandês AEX desliza 0,20%, num dia em que o britânico FTSE 100 não negoceia devido a um feriado nacional. O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou na sexta-feira a União Europeia (UE) de violar o acordo comercial negociado com Washington e anunciou que, como consequência, vai aumentar para 25% as tarifas sobre os automóveis e camiões fabricados pelo bloco. Neste contexto, apenas o setor das “utilities” (-1,19%) perde mais terreno que o automóvel (-1,03%). Cotadas como a Mercedes-Benz, a BMW, a Porsche e a Volkswagen cedem todas cerca de 2% nesta altura, em reação ao anúncio do republicano. Nesta linha, a indústria automóvel alemã apelou durante o fim de semana à "rápida abertura de negociações" entre os EUA e a UE. Por outro lado, e à semelhança dos movimentos registados pela Ásia, as cotadas do setor tecnológico (+0,51%) estão a limitar as quedas dos índices, à medida que cresce o apetite dos investidores por empresas ligadas à inteligência artificial. Após um início de ano otimista, as ações europeias estão agora a subir mais lentamente do que os índices asiáticos e norte-americanos, devido, nomeadamente, aos impactos da guerra no Golfo Pérsico, que está a afetar a confiança dos consumidores, prejudicando gigantes do luxo como a LVMH e a Hermès. “Globalmente, as ações europeias estão sob maior pressão do que as suas congéneres, o que se deve, em parte, à fraqueza do setor do luxo”, resumiu à Bloomberg Vincent Juvyns, da ING em Bruxelas. 10h35 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com agravamentos em toda a linha, num dia em que os preços do crude nos mercados internacionais estão agora a registar valorizações e a alimentar as preocupações com a inflação, depois de vários bancos centrais, incluindo o europeu, terem decidido manter os juros diretores inalterados na semana passada, à medida que aguardam por maior clareza quanto aos impactos da guerra no Médio Oriente nas respetivas economias. Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 2,3 pontos-base, para 3,458%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade avança igualmente 2,2 pontos-base, neste caso para os 3,519%. Já os juros da dívida soberana italiana sobem 2,1 pontos, para 3,878%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa escala 1,7 pontos, para 3,708%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 2 pontos, para os 3,054%. 09h14 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Iene ganha terreno com especulação sobre intervenção de autoridades para conter queda da moeda O iene está a negociar com valorizações nesta manhã, alimentando especulações sobre uma nova onda de compras por parte do Governo e do Banco do Japão para travar a desvalorização prolongada da divisa. Na passada sexta-feira, o Nikkei , gestor da bolsa de Tóquio - revelou que as autoridades do país intervieram no mercado cambial depois de o dólar se ter fixado acima dos 160 ienes. Neste contexto, o dólar cede 0,08% para os 156,890 ienes. A divisa nipónica tem estado sob pressão há anos, primeiro devido às taxas de juro baixas do país, depois devido aos receios de que a primeira-ministra Sanae Takaichi mantivesse os custos de financiamento artificialmente baixos para financiar a despesa pública e, mais recentemente, devido ao aumento dos custos de importação de petróleo. Noutros pontos, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes , ganha 0,04% para os 98,192 pontos. Por cá, o euro negoceia inalterado nos 1,172 dólares, enquanto a libra recua 0,10% para os 1,357 dólares. Tanto o Banco Central Europeu, como o Banco de Inglaterra mantiveram os juros inalterados na reunião da semana passada, à semelhança do que foi também decidido pelo Banco do Japão e pela Reserva Federal norte-americana. 08h50 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ouro perde terreno com preocupações sobre inflação. Negociação reduzida pressiona O ouro está a negociar com quedas contidas na sessão desta segunda-feira, com um menor volume de negociação devido a feriados no Japão, China continental e Reino Unido, enquanto os “traders” seguem de perto os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente e as perspetivas para a inflação. A esta hora, o ouro cai 0,55%, para os 4.588,680 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso cede 0,74%, para os 74,809 dólares por onça. No plano da política monetária, a Reserva Federal (Fed) norte-americana manteve as taxas de juro inalteradas dada uma crescente preocupação com a inflação decorrente da guerra no golfo Pérsico. Responsáveis do banco central dos EUA afirmaram que o choque nos preços do petróleo decorrente da guerra com o Irão significa que a Reserva Federal deve deixar claro que já não pode inclinar-se para cortes nas taxas de juro, sendo possível um aumento dos custos de financiamento no futuro. O aumento dos preços do petróleo poderá incentivar os bancos centrais a manterem as taxas de juro mais elevadas por mais tempo, o que pressiona ativos que não rendem juros, como é o caso do ouro. No plano geopolítico, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças armadas do país iriam começar a ajudar navios comerciais a navegar pelo estreito de Ormuz, estando os mercados à espera de ver se a medida servirá para repor os fluxos energéticos através da via marítima. 08h06 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Crude cede ligeiramente com planos de Trump para escoltar navios por Ormuz Os preços do petróleo negoceiam com ligeiras desvalorizações nesta segunda-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que os Estados Unidos (EUA) iriam libertar os navios comerciais retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano, operação que deverá mobilizar mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares. A missão, denominada, segundo Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios. Nesta medida, o Brent , de referência para a Europa ,, cede 0,45%, para os 107,68 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) , de referência para os EUA , recua 0,40% para os 101,53 dólares por barril. Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cede 1,30%, para os 45,17 euros por megawatt-hora. Apesar dos esforços para repor a navegação pelo estreito de Ormuz, a ausência de um acordo de paz entre os EUA e o Irão mantém o crude acima dos 100 dólares por barril, dada a incerteza sobre o que se seguirá no conflito. Noutros pontos, no domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) revelou que irá aumentar as metas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia em junho para sete membros, o terceiro aumento mensal consecutivo e idêntico ao acordado para maio, deduzida a quota dos Emirados Árabes Unidos, que abandonaram a OPEP na passada sexta-feira. No entanto, o volume mais elevado de produção e o respetivo escoamento dependerá se a guerra no Irão continuar a perturbar o abastecimento de petróleo do Golfo através do estreito de Ormuz. 07h47 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ásia fecha em alta com impulso das tecnológicas. Coreana SK Hynix dispara 12% Os principais índices asiáticos fecharam em alta, impulsionados por uma recuperação das cotadas do setor tecnológico, especialmente as ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto uma queda dos preços do crude serviu igualmente para impulsionar o sentimento do mercado. Pelo Japão e pela China continental, as praças bolsistas estiveram encerradas devido a feriados nacionais. Já por Taiwan, o TWSE pulou 4,57%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 40.755,52 pontos. O Hang Seng de Hong Kong valorizou 1,58%. Quanto à Coreia do Sul, o Kospi disparou 4,83%, tendo atingido um novo recorde de 6.920,95 pontos. O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu mais de 2%, ficando a um passo de atingir o seu último máximo histórico, alcançado a 27 de fevereiro, véspera do estalar da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irão. Noutros pontos, o petróleo Brent oscilou e segue agora a ceder menos de 1%, para cerca de 107 dólares por barril. As flutuações nos preços do “ouro negro” ocorreram depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que os EUA começariam a orientar os navios não envolvidos no conflito com o Irão a atravessar o estreito de Ormuz a partir de segunda-feira. No entanto, um alto responsável iraniano afirmou que Teerão consideraria qualquer interferência dos EUA no estreito uma violação do cessar-fogo, de acordo com uma reportagem da AFP. Ainda no plano geopolítico, o republicano descreveu as conversações com Teerão como “muito positivas”, depois de o Irão ter recebido a resposta de Washington à sua mais recente proposta para pôr fim à guerra, ainda que Trump tenha reiterado que os pontos apresentados não serão suficientes para se chegar a um entendimento entre as partes. “Os mercados estão atualmente a ter um bom desempenho devido a esta negociação impulsionada pela IA ou ao entusiasmo impulsionado pela IA”, disse à Bloomberg Dilin Wu, do Pepperstone Group. “Mas esta agitação geopolítica, bem como o elevado preço do petróleo, são sempre um obstáculo. Por isso, eu estaria cautelosamente otimista em relação ao mercado asiático em geral”, acrescentou o mesmo especialista. O tema da IA voltou a estar em destaque, impulsionado, também, pelo acordo de cessar-fogo do mês passado entre os EUA e o Irão, que acalmou os ânimos dos investidores quanto a um conflito prolongado no Médio Oriente. O índice de referência das ações asiáticas subiu mais de 13% em abril, recuperando quase todas as perdas registadas em março. Nesta medida, as ações da SK Hynix dispararam mais de 12% nesta segunda-feira, enquanto as da TSMC subiram quase 7%. Já a Samsung pulou mais de 5%. Na mesma medida, um índice que agrega cotadas tecnológicas chinesas cotadas em Hong Kong subiu mais de 3%. Negócios jng@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Lusa Lusa João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt [Additional Text]: Bolsas europeias. Petróleo recua para os 107 dólares após planos de Trump para escoltar navios por Ormuz Negócios jng@negocios.pt