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MÉDICOS DO POVO

Blimunda Online

2026-05-05 21:06:07

© Vasco Trancoso/DR Médicos do Povo Memórias do Serviço Médico à Periferia que, em 1975, percorreu o país levando os cuidados médicos a quem não os tinha. Nas páginas virtuais do Sinal Aberto, um trabalho multimédia de João Figueira (texto), Beatriz Lencastre e Iris de Jesus (arte e imagem) e Pedro Pires (ilustração) recupera a memória e a importância do Serviço Médico à Periferia. Eis o início: No verão de 1975, é criado o Serviço Médico à Periferia. Um movimento auto-organizado de jovens licenciados define as zonas mais carenciadas do país, algumas onde raramente ou nunca um médico havido estado, e partem para lá. Dão consultas em capelas, casas do povo, juntas de freguesia. O acesso a cuidados de saúde, finalmente, chegava a todos. Mais tarde, alguns acabam até por trocar a grande cidade e os hospitais centrais por pequenas vilas e cidades do interior, e aí se instalaram e realizaram profissionalmente. © Vasco Trancoso/DR, Hospital dos Capuchos, em Lisboa, na década de 1970 © Vasco Trancoso/DR, Enfermaria do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, em 1976 © Vasco Trancoso/DR, Urge^nia pediatrica do Hospital D. Estefa^nia em 1976 Em Médicos do Povo , assim se intitula este trabalho jornalístico, ficamos a conhecer o funcionamento deste serviço que nasceu da Revolução dos Cravos, da constatação de que os serviços médicos disponíveis então eram absolutamente precários e insuficientes para responder às necessidades da população e da vontade popular. Entre texto, imagem e som, cruzando testemunhos, documentos e várias fontes, aqui se mostra como seria , como foi , possível criar um serviço médico que não deixasse ninguém para trás. Foi em 1975. ? sinalaberto.shorthandstories.com