METADE DOS SERVIÇOS DE MEDICINA INTENSIVA TÊM CAMAS FECHADAS: FALTA DE ENFERMEIROS AGRAVA SITUAÇÃO
2026-05-05 21:06:17

Metade dos serviços de medicina intensiva do país têm camas que não estão a ser utilizadas por falta de pessoal, sobretudo enfermeiros. Há, inclusive, serviços com camas inativas que estão no limite da ocupação Embora o país tenha duplicado na última década no número de camas nos cuidados intensivos, Portugal registou um retrocesso nos últimos anos e continua abaixo da média dos países da OCDE. A análise é feita por um grupo de trabalho responsável pela reorganização da rede de medicina intensiva do país. A proposta, analisada pelo jornal Público, refere que a realidade poderia ser diferente se estivessem a funcionar todas as camas existentes no país De um total de 42 serviços de medicina intensiva em Portugal, 21 têm camas instaladas que estão inativas, num total de 120 camas fechadas. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está a ser capaz de captar enfermeiros, que optam cada vez mais por sair do país. Segundo a proposta, colocada em consulta pública, muitos dos serviços de medicina intensiva que têm camas fechadas apresentam taxas de ocupação acima do recomendável, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo. Uma das situações mais críticas é a do Hospital de Cascais, gerido em parceria público-privada, com uma taxa de ocupação de 95% e com 9 camas encerradas por falta de enfermeiros. SIC Notícias