MARIANA VIEIRA DA SILVA NÃO AFASTA CANDIDATURA À LIDERANÇA DO PS. "NÃO ME VOU EXCLUIR DESSE CAMINHO"
2026-05-05 21:06:18

Em entrevista à Antena 1, a ex-ministra voltou a criticar a postura de Pedro Nuno Santos e manifestou dúvidas sobre a eficácia do pacto para a saúde, promovido pelo Presidente da República. A ex-ministra Mariana Vieira da Silva não afasta uma futura candidatura à liderança do Partido Socialista, assumindo que não pode excluir essa possibilidade. “Mão me vou excluir para sempre desse caminho. Quem ocupa as posições políticas que ocupo e já ocupei não pode dizer que põe completamente fora de causa essa possibilidade”, disse a ex-ministra da Presidência, em entrevista à Antena 1. No entanto, Mariana Vieira da Silva recusou estabelecer qualquer timing para a candidatura ou limite temporal. Questionada pela jornalista Natália Carvalho sobre se “a próxima entrevista que lhe fizer será à líder do PS?”, a ex-governante respondeu: “Não. Julgo que não é provável”. Sobre o pacto para a saúde, área que Mariana Vieira da Silva acompanha de perto, a ex-ministra duvida que os problemas do SNS possam ficar resolvidos com este pacto interpartidário, manifestando dúvidas sobre a eficácia da iniciativa do Presidente da República, António José Seguro. “Acho que um pacto estratégico em temas muitos difíceis, que exigem uma coesão, pode ser útil. A ideia de que toda a saúde vai ficar resolvida num pacto, acho difícil”, admitiu. “Não me parece que vá resolver o debate que tem mais de 40 anos sobre a forma de organização do Serviço Nacional de Saúde”, disse Mariana Vieira da Silva, que foi escolhida para representar o PS no grupo liderado pelo antigo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, que vai coordenar o Pacto Estratégico para a Saúde. Quanto à reforma da lei laboral, a ex-ministra (que exerceu funções nos governos liderados por António Costa) referiu que as alterações propostas pelo atual Governo são “uma espécie de ajuste de contas com as transformações que foram feitas durante os governos do Partido Socialista”. “Quando uma lei olha para o passado, para legislação de há 10 anos, e quer retomá-la, julgo que é porque não se fez o trabalho de casa e está-se aqui num ajuste de contas que me parece desnecessário e negativo para a nossa economia”, defendeu. Na entrevista à Antena 1, a ex-ministra socialista voltou a criticar as declarações do ex-secretário geral do PS Pedro Nuno Santos. “Passar os primeiros minutos da intervenção a atacar e a criticar praticamente todos os socialistas não me parece ter sido uma boa forma de regressar”, disse a deputada socialista. “Chegar e criticar todos não me pareceu bem, não me pareceu justo, para aqueles que se querem posicionar, ou que acham que têm o direito de, no futuro, estarem livres para se posicionarem”, acrescentou Mariana Vieira da Silva, avisando que o “o PS não está em condições de viver em permanência neste estado de tensão”. A ex-ministra sublinhou ainda que a derrota do PS nas últimas eleições legislativas de 2025 foi “clara” e sugeriu que o partido e o próprio Pedro Nuno Santos tem de saber interpretá-la. “Eu julgo que o próprio o terá feito e o partido também tem de o fazer”. Tiago Caeiro