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ESTRUTURAS DE FAMILY OFFICES EM PORTUGAL DEVERÃO DUPLICAR ATÉ 2030

Human Resources Portugal Online

2026-05-06 09:06:04

O mercado imobiliário português está a entrar numa fase de transformação estrutural, impulsionada pela aceleração do capital privado e pela mudança profunda no perfil dos investidores Ouça este artigo em formato áudio Segundo o Havos Investement Pulse, o mais recente barómetro da Havos Real Estate, Portugal encontra-se ainda numa fase de desenvolvimento no que respeita a estruturas de Family Office (que designam uma estrutura que centraliza vários aspectos da gestão de património), com cerca de 250 actualmente no panorama nacional. Até 2030, a perspectiva do mercado será a duplicação para cerca de 500 estruturas, reflectindo uma nova escala de organização e profissionalização do capital no sector. Esta evolução acompanha uma tendência global, onde o número de Family Offices poderá atingir aproximadamente 10 mil até ao final da década, reforçando o peso deste tipo de investidores na economia real. Na Europa, os activos sob gestão destas estruturas poderão crescer de cerca de 0,8 mil milhões de euros em 2024 para 1,4 mil milhões em 2030, enquanto a nível global poderão atingir os 4,7 mil milhões de euros, evidenciando uma mudança estrutural na forma como o capital é organizado e investido. Em Portugal, este movimento traduz-se num reforço do peso de investidores privados e estruturas dedicadas, aproximando o mercado nacional das dinâmicas dos países europeus mais maduros. A profissionalização da gestão de património familiar, através de estruturas como Family Offices, constitui uma das tendências estruturais do mercado , sublinha a Havos no seu barómetro. Continue a ler após a publicidade O crescimento de capital privado prevê o reforço da estabilidade e visão de longo prazo no investimento imobiliário, incremento da exigência na selecção de activos e profissionalização dos processos, reforça o documento. A Havos alerta que esta transformação terá impacto directo na exigência na selecção de activos, na profissionalização dos processos e na adopção de estratégias de investimento mais disciplinadas e orientadas para o longo prazo. O sinal é claro: Portugal está a mudar de natureza. O mercado imobiliário nacional evidencia uma trajetória de evolução consistente, caracterizada por uma crescente sofisticação dos investidores e maior exposição do investimento privado, nomeadamente HNWI e Family Offices, em activos reais , afirma Sandro Mota Oliveira, Chief Operating Officer da Havos. Continue a ler após a publicidade