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PLANO FUNCIONAL REFORMULADO PARA O HOSPITAL DE PONTA DELGADA - HDES PODE CRESCER PARA 600 CAMAS E TER MAIOR ÁREA CLÍNICA

Diário Insular

2026-05-07 21:09:10

O programa funcional reformulado para o futuro Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, prevê a requalifci ação e a ampliação da infraestrutura, que poderá passar a dispor de cerca de 600 camas e de uma área clínica mais extensa. O presidente da Comissão de Análise do Plano Funcional do HDES, Luís Maurício, começou por avançar que foi sugerido que “a estrutura renovada do HDES, quer na sua componente de remodelação sobre o edifci ado existente, quer sobre a parte nova a construir, ficasse contida dentro do perímetro do hospital para que não houvesse necessidade de expropriações”. Em entrevista à Agência Lusa, acrescentou que foi proposto um aumento da área do ambulatório, onde se situam a consulta externa e os hospitais de dia, uma vez que o espaço “atualmente já é exíguo”. Poderão ainda ser ampliadas a área de consultas, as salas de espera e as estruturas de apoio às consultas. “O que já existe é manifestamente insufci iente para os recursos humanos que trabalham no HDES, sendo esta visão a 25 anos, o horizonte que o novo hospital prevê, com a vinda de mais médicos, mais enfermeiros, mais técnicos de diagnóstico e terapêutica, devendo o espaço ser maior”, frisou. Luís Maurício considerou igualmente insufci iente o atual número de camas, em torno de 450. “Desde logo porque se prevê que, em 2050, a proporção da população idosa seja muito maior do que a atual”, assinalou. “Este é um hospital de fmi de linha, terciário, que dá a resposta que outros não dão”, sustentou. Assinalam-se dois anos desde que, a 4 de maio de 2024, o HDES foi atingido por um incêndio. A secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, adiantou que o Governo Regional já tem o programa funcional reformulado. “Os traços gerais do programa vão ao encontro daquelas que tinham sido as recomendações que o Governo Regional tinha dado: a concentração dos serviços no atual perímetro hospi-talar, a utilização da capacidade já instalada, aproveitando a estrutura modular e, sobretudo, que esta resposta hospitalar fosse moderna, fosse funcional, estivesse preparada para o futuro e que obedecesse à requalifci ação, à reorganização e ao redimensionamento do HDES”, disse também à Lusa. Numa entrevista à Antena 1/Açores, Mónica Seidi considerou que o projeto é “prioritário”, dado que “a saúde dos açorianos está em primeiro lugar”. Rejeitou envolver-se na polémica em torno da criação de um hospital “central” na Região, sublinhando que a discussão nunca foi levantada pelo Governo Regional. “Estranho às vezes a forma ligeira como alguns setores da sociedade têm abordado uma questão tão complexa”, apontou, afastando que exista “opacidade” no processo. A ótica do Governo, reforçou, permanece a da complementaridade entre hospitais, sendo o HDES um hospital de “fim de linha”, com maior diferenciação. Mónica Seidi rejeita polémicas sobre hospital “central” SAÚDE. Reformulação do programa funcional aponta para uma requalificação profunda da infraestrutura e para a expansão da capacidade instalada. HOSPITAL. Infraestrutura sofreu incêndio há dois anos HDES. Expansão deve permanecer dentro do perímetro atual