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2026-05-08 21:06:26

Livro “Antissemitismo, uma Palavra na História” Mark Mazower, considerado “um dos mais importantes historiadores britânicos”, analisou a evolução da palavra e do conceito "antissemitismo", desde que o termo foi inventado em 1879, na Alemanha. Na obra “Antissemitismo, uma Palavra na História”, considerada livro do ano pela revista “New Yorker", O professor de História da Universidade de Columbia traça a história da palavra para compreender os seus usos atuais e as disputas políticas que provoca, lamentando que “a verdadeira tragédia é o antissemitismo persistir”. Questionando “do que falamos quando falamos de antissemitismo?", a obra indica que este termo se tornou “fundamental para compreender o século xx e o extermínio de seis milhões de judeus durante a Il Guerra Mundial, pelo partido de Adolf Hitler, a identidade judaica e a formação do Estado de Israel no pós-guerra, além de seus usos contemporâneos nos conflitos no Médio Oriente". O autor expressa que “o preconceito ,quando não o ódio aos judeus é uma herança milenar, com motivações étnicas e religiosas” e debruça-se, em particular na sua evolução nas ultimas décadas: “Há aper nas meio século, o inimigo era, por consenso geral, a extrema-direita, cujos estereótipos racistas, teorias da conspiração e negação do Holocausto tinham feito tanto mal e causado sofrimentos indizíveis. A confusão em que hoje nos encontramos começou quando a luta contra estes extremistas se enredou numa questão que, até há pouco tempo, parecia não ter ocorrido a quase ninguém: quando é que a crítica a Israel se torna antissemitismo? Até que ponto um Estado (uma entidade política) é essencial para se ser judeu (uma identidade étnica ou religiosa) é uma questão vital, mas ainda não resolvida, que tem sido, e ainda hoje é, apaixonadamente discutida entre os próprios judeus, além de fazer parte do debate mais alargado sobre a questão de Israel e da Palestina. O resultado é uma incerteza generalizada sobre o que se pode dizer acerca de Israel sem correr o risco de ser acusado de antissemitismo. Como chegámos a este dilema é a pergunta a que este livro procura responder” Exposições ARCOlisboa celebra ao anos na 9o edição Organizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, a Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCOlisboa celebra com esta ga edição dez anos de presença e compromisso com a cidade (apenas interrompido pela pandemia). Em comunicado, a organização destaca que este será um “ano de importante de comemoração do evento que colocou Lisboa definitivamente no roteiro internacional da arte contemporânea, voltando a transformar a capital portuguesa num dos principais polos artísticos e culturais da Europa, bem como num ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais de todo o mundo". A edição deste ano, a decorrer de 28 a 31 de maio, na Cordoaria Nacional, conta com a participação de 86 galerias de 19 países, “com uma destacada participação portuguesa, que soma 30 galerias = 35% do total de participantes =, a par de uma sólida presença internacional, com 56 galerias". O núcleo central da feira apresentar 63 galerias selecionadas pelo Comité Organizador, ao qual se junta a secção Opening Lisboa, com 17 galerias impulsionadoras de novas linguagens e espaços artísticos, e o novo projeto Arquipélago de Histórias da Arte, que investiga linhagens e saberes herdados presentes na criação contemporânea, contando com a participação de 6 galerias. Organizada pela EGEAC, a exposição antológica de Jorge Martins, artista nascido em 1940 e no activo, ocupará o piso térreo do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. O Torreão Poente apresentará TReS. As coleções da Fundação EDP, uma mostra que assinala os 10 anos do MAAT e da sua dedicação à criação artística. Por outro lado, a ArtsLibris volta a marcar presença este ano na ARCOlisboa com cerca de trinta expositores nacionais e internacionais instalados no Torreão Nascente da Cordoaria, com acesso livre ao público. Também neste espaço as revistas de arte contemporânea terão um lugar de destaque. De 28 a 31 de maio, na Cordoaria Nacional, em Lisboa “Emoções em Perigo. Fotografas de Tim Flach”, em Lisboa y O britânico Tim Flach é um dos mais reconhecidos fotógrafos de animais a nível mundial, alertando para a necessidade de defesa da biodiversidade. Essa reflexão “sobre a relação entre o ser humano e o mundo natural” é convocada pela mostra “Emoções em Perigo. Fotografias de Tim Flach", que a Afundación Obra Social ABANCA e o banco ABANCA Portugal, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, traz às ruas da capital portuguesa. A exposição apresenta “uma seleção de 34 retratos de animais em perigo de extinção, captados pelo Tim Flach, num registo visual singular que procura aproximar o público da realidade das espécies ameaçadas e sensibilizar para a urgência da conservação da biodiversidade". Uma experiência estética aliada à sensibilização ambiental, que o fotógrafo possibilita “ao dar rosto e transmitir emoção a espécies em risco. Em comunicado o banco, frisa que Tim Flach propõe uma abordagem inovadora à fotografia de vida selvagem: “Em vez de retratar os animais no seu habitat natural, opta por enquadrá-los em fundos neutros, destacando a sua individualidade e expressividade. O objetivo é claro: criar uma ligação emocional com o público e reduzir a distância que muitas vezes separa o ser humano do mundo natural. Como explica o próprio autor, trata-se de “criar uma ponte” que permita reconhecer o carácter e a personalidade das espécies, incentivando uma maior empatia e consciência coletiva. Cada retrato é acompanhado por informação detalhada sobre a espécie, com base em dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), incluindo o seu grau de risco de extinção, origem geográfica e principais ameaças” Após um percurso de grande sucesso em Espanha, onde foi vista por mais de 306.000 visitantes, a exposição chega agora a Lisboa, assinalando a sua estreia nacional. De acesso gratuito e em formato de exposição ao ar livre, estará patente na Alameda dos Oceanos, no Parque das Nações, até 18 de maio. “A-SALTO: Vemo-nos no fim do mundo”, em Guimarães Os alunos da Licenciatura em Artes Visuais da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho propõe uma reflexão sobre o fim do mundo através de obras da coleção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC). Este projeto curatorial de 22 alunos da UMinho reune cerca de 30 obras de 10 artistas da coleção do Museu Bienal de Cerveira para pensar sobre o conceito de “fim do mundo” enquanto espaço simbólico de limite, transformação e possibilidade. A mostra integra-se no trabalho desenvolvido no âmbito da unidade curricular “Prática Expositiva", sob orientação científica das professoras Susana Gaudêncio e Luísa Abreu, com apoio técnico da FBAC. Em comunicado a FBAC, explica que “evocando a condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira, o projeto a-SALTO se inspira na memória de passar a salto para repensar fronteiras e relações culturais”. Como refere O texto curatorial, “Vemo-nos no fim do mundo não anuncia qualquer desfecho, propõe, pelo contrário, um encontro. Através de uma diversidade de linguagens (escultura, vídeo, som, têxtil, fotografia, desenho e performance) os trabalhos apresentados exploram relações entre corpo, matéria e espaço, propondo múltiplas perspetivas sobre a ideia de crise, recomeço e transformação. Mais do que um ponto de chegada, a exposição afirma-se como um lugar de experimentação, onde diferentes gerações e práticas artísticas se cruzam, abrindo caminho a novas interpretações e imaginários contemporâneos. A mostra estará patente até 26 de maio, na Garagem Avenida em Guimarães, seguindo posteriormente em itinerância para o Convento de San Payo, de 12 de junho a 27 de setembro, integrando a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira como polo expositivo. Braga ganha um Muzeu “s aturday night couple 2", de Julian Opie, coloca o cidadão como protagonista da obra de arte e democratiza-lhe O acesso, já que fica do lado de fora no Muzeu, o novo espaço cultural da cidade de Braga, financiado pelo bracarense DST Group. A obra foi inaugurada alguns dias antes de O Muzeu Pensamento e Arte Contemporânea dst abrir portas, a 25 de abril, dando início “a uma nova revolução” alicerçada na arte. Com a missão de “promover O pensamento crítico e O engagement social através de programas centrados na arte contemporânea”, partindo das coleções do DST Group e do seu CEO, José Teixeira. A primeira mostra chama-se “Sejamos realistas, exijamos O impossivel”, afirmando “a Arte e O Pensamento como ferramentas de participação e transformação". O título da exposição cita un slogan escrito numa ponte parisiense durante OS protestos estudantis de maio de 1968.com curadoria de Helena Mendes Pereira, diretora do Muzeu, a mostra aborda temas como memória, poder, identidade, trabalho, resistência e liberdade, exibindo obras de 96 artistas portugueses como Paula Rego, Helena Almeida, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Pedro Calapez e Rui Sanches, e também nomes internacionais como Pablo Picasso, Nan Goldin, Richard Long. Candida Hõfer, André Butzer, Sue Webster & Tim Noble, Caio Reisewitz e Jason Martin. Ao leme da construtora de Braga, José Teixeira anunciou que O Muzeu nasce após um investimento de 40 milhões de euros, entre a transformação do Palacete Vilhena Coutinho, um antigo tribunal, e O valor da coleção. O arquiteto bracarense José Carvalho Araújo assina a obra de requalificação do edifício. smarques@ccile.orgFotos DRSusana Marques