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SISTEMA DE GESTÃO DE TRANSPORTE DE DOENTES FAZ DA ULS "REFERÊNCIA NACIONAL NA DESCARBONIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE SAÚDE"

Diário de Coimbra

2026-05-08 21:06:27

Transportes A ULS de Coimbra tem, desde novembro, um único sistema autorizado para a gestão dos transportes de doentes não urgentes. Uma medida que veio transformar um modelo que era “fragmentado e ineficiente” num sistema “racional, transparente, rastreável e ambientalmente sustentável” A ULS de Coimbra tem, desde agosto, um Serviço de Transportes e Mobilidade, onde está centralizada a gestão dos transportes dos vários hospitais daquela estrutura. Em novembro, estava a colocar em funcionamento o SGTD - Sistema de Gestão de Transporte de Doentes, «em todos os polos e serviços clínicos, sem exceção, tornando-se no único sistema autorizado para a gestão dos transportes de doentes não urgentes». Isto faz da ULS de Coimbra uma «referência nacional na descarbonização de operações em saúde, considerando que é a maior de Portugal, recebendo doentes de todo o país em áreas em que é referência nacional única, oferecendo um modelo replicável para organizações que procurem alinhar a transformação digital, a eficiência financeira e as metas de neutralidade carbónica». No fundo, tratou-se de uma «transformação digital sistémica» que está a permitir centralizar a coordenação dos transportes, melhorar a transparência na alocação de prestadores, reduzir a utilização desnecessária de veículos e distâncias percorridas e garantir a conformidade legal, uma vez que o SGTD de âmbito nacional se tornou obrigatório para todas as entidades prestadoras de cuidados do SNS, «com o objetivo de padronizar, regulamentar e otimizar o transporte não urgente». Para que se tenha uma ideia, e de acordo com dados na ULS de Coimbra, o transporte não urgente de doentes contribui significativamente para as emissões de carbono relacionadas com a saúde, sendo frequentemente caracterizado por fluxos de trabalho fragmentados, baixa eficiência logística e monitorização ambiental limitada. Na ULS de Coimbra, esta iniciativa permitiu, avança, «integrar o desempenho ambiental na tomada de decisões operacionais, salvaguardando simultaneamente a continuidade dos cuidados nos contextos hospitalar e de cuidados de saúde primários». “Melhorar eficiência e transparência na atribuição de transportes às entidades transportadoras” O projeto tem um dos momentos im-portantes em 2024, com a criação de um Grupo de Trabalho para a Implementação do SGTD na ULS de Coimbra. No fundo seria aplicar, numa altura em que estava apenas em funcionamento em alguns polos (cuidados de saúde primários, Hospital Arcebispo João Crisóstomo e Hospital Rovisco Pais) a plataforma nacional adotada pelo Ministério da Saúde para ser implementada em todos os estabelecimentos do SNS, tanto hospitalares, como cuidados de saúde primários. O Grupo de Trabalho tinha, por isso, como missão assegurar a implementação do SGTD em todos os polos da ULS de Coimbra, «garantindo a uniformização de procedimentos, o cumprimento de requisitos legais, a melhoria da eficiência, transparência e racionalização da gestão dos transportes, bem como a minimização do impacto organizacional». Desde 3 de novembro que existe um único sistema autorizado para a gestão dos transportes de doentes não urgentes na ULS de Coimbra, com as requisições a serem integradas automaticamente no SGTD, validadas e aprovadas pela equipa do Serviço de Transportes e atribuídas automaticamente pela plataforma, «de acordo com parametrizações previamente feitas, agregando doentes provenientes das mesmas zonas geográficas». Este projeto e a sua implementação estão a permitir «uniformizar a prescrição e gestão de transportes não urgentes em toda a organização», assim como «melhorar a eficiência e a transparência na atribuição de transportes às entidades transportadoras». Há também um ganho claro na «otimização de custos e de recursos, através da agregação de utentes da mesma área geográfica» e na «redução do número de viaturas», contribuindo para a «redução da pegada de carbono da organização». «O projeto visou ainda demonstrar que a coordenação digital centralizada pode gerar ganhos financeiros, logísticos e ambientais significativos», podendo ser um modelo a aplicar noutras áreas, confirmou a ULS de Coimbra, considerando que, além dos claros «impactos financeiro e ambiental», se observou «prescrição médica obrigatória, desmaterializada e antecipada», no sistema prescritor único de transporte de doentes não urgentes: o SClínico, assim como a desmaterialização total do processo, com a «redução da carga administrativa, sem comprometer a continuidade dos trabalhos». "Aumento do controlo financeiro e deteção rápida de irregularidades" Destaque ainda para a «atribuição automática de transportes a entidades transportadoras», o que faz com que não seja necessária a intervenção humana na seleção inicial de quem ficará responsável pelo transporte, o que «reduz o risco de enviesamento, favorecimento ou corrupção, aumentando a transparência». Há ainda, como avança, a integração dos universos Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Unidade Local de Saúde de Coimbra no SGTD, o que «permite uma agregação geográfica de transportes, evitando o desperdício e otimizando recursos», para além de «planeamento logístico» com a evidência «de maior disponibilidade de viaturas de transporte para outras necessidades que até aqui tinham fraca resposta», de onde se destaca, por exemplo, «o transporte para diálise». A ULS de Coimbra acredita que fica, através deste projeto, «reduzida a margem para o descontrolo», uma vez que há uma centralização da governação e da monitorização, estando ainda em destaque o facto de se gerar automaticamente a despesa por transporte, o que permite «conferir faturas por valores globais e uma análise detalhada em caso de divergência», assim como «aumenta o controlo financeiro e permite uma deteção rápida de irregularidades». Em jeito de conclusão, a ULS de Coimbra considera que a implemen- tação integral do SGTD «demonstrou que a coordenação centralizada de um processo desmaterializado e integralmente digital é um instrumento eficaz para transformar um modelo de transporte fragmentado e ineficiente num sistema racional, transparente, rastreável e ambientalmente responsável», com impacto na «redução simultânea e substancial de custos, quilometragem e emissões de CO 2 », provando que «a sustentabilidade pode ser integrada nas operações quotidianas da saúde, sem prejuízo do acesso aos cuidados». «O projeto permitiu padronizar práticas, combater a fraude, reforçar a governação e introduzir critérios ambientais na gestão logística», posicionando a Unidade Local de Saúde de Coimbra, a maior ULS de Portugal, «como referência nacional na descarbonização de operações em saúde». Sistema da ULS de Coimbra permite a atribuição automática de transportes a entidades transportadoras