BOAS PRÁTICAS, DSTGROUP: QUANDO “FAZ BEM FAZER O BEM” NÃO É SLOGAN, É ESTRATÉGIA
2026-05-08 21:06:34

Pode a Gestão de Pessoas assumir-se como uma filosofia de vida assente no humanismo, cultura e bem-estar? No dstgroup, sim. Para o director de Recursos Humanos, José Machado, são hoje conceitos tão estratégicos como a inovação ou a produtividade Ouça este artigo em formato áudio Por Tânia Reis Já dizia Fernando Pessoa, “cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito”. É precisamente isso que o dstgroup, grupo empresarial português da área da Engenharia e Construção, assume como seu ethos, reflectido na assinatura de marca, “building culture”. E fá-lo com elevado sentido de missão junto dos 3566 colaboradores, da comunidade de Braga onde está inserido, e da sociedade em geral, cá e além-fronteiras. Nas áreas de actividade onde actuamos, a Gestão de Pessoas está no cerne da nossa atenção e assume um papel cada vez mais estratégico, sobretudo num contexto marcado por mudanças rápidas e exigências crescentes, quer do ponto de vista técnico quer do ponto de vista humanístico , começa logo por realçar o director de Recursos Humanos, José Machado. Para contrariar a escassez de mão-de-obra qualificada e a rotatividade do sector, que compromete a continuidade do conhecimento, faz aumentar custos de recrutamento e formação, e afecta a produtividade , o grupo tem apostado na criação de um vasto conjunto de políticas e práticas, num equilíbrio constante entre produtividade, segurança, qualidade, conhecimento e bem-estar das equipas . Num sector caracterizado por elevada pressão e exigência, investir no desenvolvimento humano, na formação técnica e humanística de forma proporcional revela-se essencial para garantir resultados sustentáveis, competitividade e diferenciação a longo prazo. A estratégia assenta no mote “faz bem fazer o bem”, que significa que praticar boas acções beneficia não só quem as recebe, mas também quem as realiza , explica o responsável de Pessoas. Existe reciprocidade, pois, por um lado, melhora a vida dos outros e, por outro, atitudes destas geram efeitos positivos em quem as pratica, aumenta o sentido de propósito e o bem-estar emocional. E esta ideia impacta em dose dupla, acrescenta, nos outros e em nós próprios . Basicamente, entenda-se como um convite a agir com generosidade. No dstgroup, isso importa, e muito , assegura. Continue a ler após a publicidade Para quem trabalha no grupo, os benefícios incluem um centro de saúde com serviços de medicina geral, curativa, dentária, psicologia, enfermagem e fisioterapia; bem como consultas de medicina estética e rejuvenescimento. Mas também um campus desportivo, campos de férias e aulas de ballet para os filhos dos colaboradores, manicure e cabeleireiro, lavandaria comunitária e, desde 2024, disponibilizam o campus em Braga para casamentos dos colaboradores. Já realizámos os sonhos de dois trabalhadores. Este ano será o terceiro, com tudo pago: catering, animação, decoração , revela. Mais concretamente no âmbito do well-being, é dada formação em “Primeiros Socorros em Doença Mental”. Despertar a nossa consciência para o “eu interior” e para os sinais que muitas vezes tentamos ofuscar ou até ignorar é o primeiro passo para o autoconhecimento , diz José Machado, sublinhando a importância de olhar ao redor e ter conhecimento de indícios que possam despertar sinais de alerta. Continue a ler após a publicidade Cultura que aproxima Numa vertente mais “cultural”, os colaboradores têm acesso a aulas de pintura, reading parties, banda corporativa, uma sala de jogos arcade, um teatro e até uma discoteca interna. A empatia sai à rua, expõe-se e coloca-se à prova , conta. Estas iniciativas compararam-se com laboratório sociais de partilha, convívio e bem-estar. Ganhamos todos! Externamente, e na qualidade de mecenas cultural, o grupo promove, em parceria com a Associação Paisagem Periférica e com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa , Delegação de Braga, as “Consultas Poéticas”. É uma iniciativa que surge dessa ambição contínua de democratizar o acesso às artes, à leitura, à poesia, ao mundo da criação e da imaginação. Cada conversa, que dura entre 20 e 25 minutos, começa sempre com a questão “Como é que estás?” e decorre entre um artista e um “paciente-espectador” que, no final do encontro, recebe uma prescrição poética. O responsável partilha que, em 2024, dezenas de sem-abrigo participaram nas “Consultas Poéticas”, descrevendo-as como uma experiência rara de escuta, valorização e presença . E o sucesso comprovado levou a uma segunda edição no ano passado e ao alargamento do alcance da iniciativa. Conscientes do impacto que uma acção aparentemente simples pode ter no quotidiano de quem vive em contextos de maior isolamento, levaram também estas consultas ao Estabelecimento Prisional de Guimarães, sessão igualmente marcante , realça. Este ano, a segunda edição das “Consultas Poéticas” naquele estabelecimento prisional aconteceu no Dia Mundial do Teatro, a 27 de Março. “Ler na creche, no lar, no hospital e na prisão” é outro exemplo. A iniciativa surgiu da vontade de alargar o alcance da acção cultural e de aproximar a literatura de públicos que, muitas vezes, estão afastados dos circuitos culturais tradicionais , faz notar José Machado. À semelhança das “Consultas Poéticas”, o impacto foi muito positivo. Em espaços como o hospital, o lar de idosos ou o estabelecimento prisional, este momento de leitura permitiu criar espaços de pausa, escuta e reflexão , conta. Sentimos que a literatura funcionou como uma forma de conforto emocional, ajudando a aliviar rotinas mais duras, o isolamento ou até a ansiedade. O director de Recursos Humanos destaca ainda outras iniciativas culturais de relevância, como o “Grande Prémio de Literatura dst”, de âmbito nacional, promovido há 30 anos, conceito que, desde 2019, se estendeu para Angola, em parceria com o Instituto Camões, dando vida ao Prémio de Literatura dstangola/ Camões; e ainda o apoio à Companhia de Teatro de Braga, há mais de 40 anos, e à Companhia de Teatro Comédias do Minho. Aliás, este mês de Abril será inaugurado o MUZEU de pensamento e arte contemporânea. Continue a ler após a publicidade Para José Machado, o impacto desta estratégia no employee engagement é notório. Todo o investimento no salário emocional, na formação e no bem-estar gera percepções positivas, pela valorização que nos traz por parte dos trabalhadores. O compromisso, o espírito de missão e a confiança dos trabalhadores na empresa fortalece-se , defende. Leia o artigo na íntegra na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources.